Showing posts with label pássaro. Show all posts
Showing posts with label pássaro. Show all posts
Thursday, March 05, 2015
O pássaro
Uma gaiola
Um pássaro colorido dentro
A porta fechada.
A mulher cuidadosamente
Protegeu
o pássaro do pó e dos ruídos
E colocou
a gaiola na varanda,
A gaiola com pássaro colorido dentro
E a porta fechada.
Um dia depois, na varanda alta,
Olhou e viu a gaiola,
A gaiola e a porta aberta.
Saltou-lhe do peito o coração,
Abriu a boca de aflição,
Num segundo fugaz, pensou:
Lá fugiu o pássaro.
Reparou melhor, em alerta,
suspirou:
o pássaro colorido
dentro da gaiola,
a porta aberta.
Habituadas
à prisão, as asas
atrofiadas
nem perceberam a liberdade
em aberto naquela porta escancarada.
Um pássaro colorido dentro
A porta fechada.
A mulher cuidadosamente
Protegeu
o pássaro do pó e dos ruídos
E colocou
a gaiola na varanda,
A gaiola com pássaro colorido dentro
E a porta fechada.
Um dia depois, na varanda alta,
Olhou e viu a gaiola,
A gaiola e a porta aberta.
Saltou-lhe do peito o coração,
Abriu a boca de aflição,
Num segundo fugaz, pensou:
Lá fugiu o pássaro.
Reparou melhor, em alerta,
suspirou:
o pássaro colorido
dentro da gaiola,
a porta aberta.
Habituadas
à prisão, as asas
atrofiadas
nem perceberam a liberdade
em aberto naquela porta escancarada.
Thursday, January 26, 2012
Chávena
junto de outras chávenas,
penduro a chávena branca com flores azuis:
fica a tinir música num riso muito fino.o sol atravessa a vidraça,
as sardinheiras vermelhas florescem,
os pássaros andam estouvados em círculos.
Sunday, November 13, 2011
Asfixia
ouvi farfalhar
talvez a fuligem despresa das paredes da chaminé
um rumor
talvez a fuligem caindo das paredes da chaminé
um baque surdo
talvez a fuligem solta das paredes da chaminé
gritos presos nas asas agonizantes de susto
a agonia da prisão
o clamor
um pássaro negro de fuligem
no estertor
da escuridão
a asfixia
o coração encurralado
abram essa janela
deixem entrar o ar
o sol, o calor,
a liberdade
vai o pássaro em agonia
quase se estilhaça
contra o desespero da vidraça
corrige o rumo
fora, desata num voo livre, recto, forte
longe, longe
talvez a fuligem despresa das paredes da chaminé
um rumor
talvez a fuligem caindo das paredes da chaminé
um baque surdo
talvez a fuligem solta das paredes da chaminé
gritos presos nas asas agonizantes de susto
a agonia da prisão
o clamor
um pássaro negro de fuligem
no estertor
da escuridão
a asfixia
o coração encurralado
abram essa janela
deixem entrar o ar
o sol, o calor,
a liberdade
vai o pássaro em agonia
quase se estilhaça
contra o desespero da vidraça
corrige o rumo
fora, desata num voo livre, recto, forte
longe, longe
Monday, March 14, 2011
A primavera... talvez
a primavera grita sob o céu ainda cinzento
a tristeza dói até à medula
caminho no chão enlameado
para onde fugiram os pássaros, que ninguém os ouve
voa de ramo em ramo um corvo
sobrevoam o lago umas andorinhas de penas negras
as gotas escorrem nos caules das árvores adormecidas
um sobressalto de primavera
numa volta do caminho
no vaso esquecido ao canto da varanda
desabrocha a medo um botão pequenino.
Wednesday, March 17, 2010
Incerteza
Saturday, September 19, 2009
Pássaro e rosas
o som do sino
um longínquo sinal
chega de uma igreja
que não sei
ouço os pássaros
não os vejo
apenas os entre-sonho
nos ramos gotejados
da chuva matinal.
o homem de chapéu
na cabeça quedou
sentado inclinado
no banco de pedra
leva as mãos ao rosto
(cansado do caminho que fez
ou do que tem para andar?);
páro o olhar nas gotas
caídas pelas folhas
e flores, olho outra vez
e o homem já abandonou
o momentâneo lugar
de paragem.
à passagem,
meto na boca duas
amoras maduras;
sento-me no chão lento
de palha amarela,
não quero espantar
o pássaro pousado
no galho mais alto;
sigo o céu cinzento
que amanhã não
será mais igual,
amanhã volto contigo!
sem me esconder,
roubo rosas e pássaros
para pôr nas fotografias.
Labels:
fotografias,
Guarda,
parque rio Diz,
pássaro,
rosas
Monday, June 01, 2009
Crianças
Saturday, May 16, 2009
Ponto-pássaro
Monday, April 27, 2009
Folha ou pássaro
Sonhei
( ou estava acordada?)
com uma árvore
as folhas verdes muito verdes
de primavera
a baloiçar a baloiçar
uma folha verde muito verde
soltou
as amarras
e as asas
encheu o peito de ar
e pôs-se a voar
o tempo fugaz
já não era agora
mas depois
quando voltei
a olhar
já só vi as folhas
numa dança ritmada
de risos sussurrados
acordei os sentidos
e não sei mais nada...
( tirei
uma foto
invento:
umas más
outras menos más
outras sofríveis
e são todas incríveis
de impossíveis
imitações
nunca mais ninguém
estará naquele lugar
àquela hora
com o meu olhar...)
alguém viu o pássaro
ou estive a sonhar?
Sunday, April 26, 2009
Pássaro
Subscribe to:
Posts (Atom)