Que saudades eu tinha
de caminhar à chuva
limpar a alma
seca do pó dos tempos
caminhar nesta calma
sentir cada gotinha
que a terra suga
e as flores sorvem
ficar assim parada
as andorinhas em acrobacias
rasantes sobre o lago cinzento
quedar-me assim deslumbrada
a sensação de fresca liberdade
das crianças de sempre
de outros tempos e lugares
a chapinhar em cada poça encharcada
chegar a casa molhada
e os pés às gargalhadas...
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Monday, April 16, 2012
Monday, June 01, 2009
Crianças
Saturday, July 19, 2008
Volta das praias II
(imagem da net)
Vindas lá do nordeste em comboio de máquina movida a carvão
até à Póvoa do Varzim
diante daquele mar sem fim
o avô e uma cesta de cerejas na estação
de Mirão
para refrescar
e, chegadas ao forte-colónia balnear,
ouviam-se as vozes infantis
em cantilenas pueris
e eram os cestos das merendas
e as corridas na areia quente
em felizes contendas
e os baloiços e a sensação de voar
e o baloiçar em altos voos
e ver acima da barra
como magia crescente
a imensidão do mar!
até à Póvoa do Varzim
diante daquele mar sem fim
o avô e uma cesta de cerejas na estação
de Mirão
para refrescar
e, chegadas ao forte-colónia balnear,
ouviam-se as vozes infantis
em cantilenas pueris
e eram os cestos das merendas
e as corridas na areia quente
em felizes contendas
e os baloiços e a sensação de voar
e o baloiçar em altos voos
e ver acima da barra
como magia crescente
a imensidão do mar!
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