Showing posts with label Parque Rio Diz Guarda. Show all posts
Showing posts with label Parque Rio Diz Guarda. Show all posts
Monday, July 19, 2010
Wednesday, June 30, 2010
Momentos
Do meio do feno cortado
escapuliu-se uma cobra
para a estrada onde sobra
metade do réptil estatelado,
trespassou-me um arrepio
vindo da memória do princípio
sem fim dos tempos bíblicos
pagãos, supersticiosos e míticos.
Labels:
bíblico,
cobra,
Parque Rio Diz Guarda,
verão
Wednesday, May 26, 2010
Wednesday, April 28, 2010
À espera
Saturday, December 19, 2009
Thursday, December 10, 2009
Wednesday, December 09, 2009
Duplicado
a luz fugidia
filtrada
pelas nuvens cinzentas
da manhã serena
suaviza
o ar parado,
nem um sussurro
da folhagem;
o canto dos pássaros
sossegado enternece,
a realidade revela-se no lago,
em duplicado,
o comboio partiu
sem ruído,
vazio,
ninguém procura
outros sóis, outra paragem;
o alecrim floresce
no canteiro selvagem.
Labels:
manhã,
outono,
Parque Rio Diz Guarda,
serenidade
Monday, November 30, 2009
Frio
Tuesday, November 17, 2009
Depois da tempestade
depois da tempestade
escorre subterrânea a água,
a terra respira saciedade,
os pássaros voam em bandos
eufóricos da bonança,
as pedras magoadas
de granito cinzento,
o lago quieto hoje
espelha árvores
ao contrário.
Labels:
árvores,
bonança,
Parque Rio Diz Guarda,
tempestade
Wednesday, October 21, 2009
Cinzento-luz
Wednesday, October 07, 2009
Depois da tempestade
depois da tempestade nocturna
não me conformo nesta prisão sem grades;
se não decido partir, como vou conhecer
os cinzentos indecisos espalhados pelos céus,
como vou saber as árvores desfalecendo
em gotas e folhas e o ribeiro descendo
envolto em lama e espuma,
e como vou seguir o vento alvoroçado
sem bússola nem norte
ou os pássaros estonteados de água,
como posso encontrar o caminho?
quero ler o espanto das gentes,
quando eu atravessar o temporal.
vou partir, livre como um verso,
serei árvore e seiva
sem criar raízes num lugar só.
Subscribe to:
Posts (Atom)