O actor
levanta os olhos
enfrenta a plateia
cheia
procura o público.
O poeta que é actor
por amor
às palavras
baixa o olhar
a pensar
molda a voz
no coração
sopesa as sílabas
vê os significados
na alma
e diz os caminhos
marcados
desde a infância
a letras-tipos-móveis
o sentido propositado
posto na aventura
dos sentidos
a textura
do papel
o espelho da capa
na contracapa
os dedos suavemente
acariciam a face das palavras.
Showing posts with label Abril. Show all posts
Showing posts with label Abril. Show all posts
Sunday, April 28, 2013
Actor-poeta
Labels:
a Primavera,
Abril,
actor,
actor-poeta,
Américo Rodrigues,
palavras,
poeta,
sentidos,
voz
Friday, May 04, 2012
Hoje chove
hoje chove
não já aquela chuva arrependida
mas chuva assim bem caída
directa direita à terra sedenta
na ponte
havia uns escritos uns sarrabiscos
umas palavras mal escritas uns riscos
um redundante amo-te amante
não já aquela chuva arrependida
mas chuva assim bem caída
directa direita à terra sedenta
na ponte
havia uns escritos uns sarrabiscos
umas palavras mal escritas uns riscos
um redundante amo-te amante
Labels:
a Primavera,
Abril,
amante,
Avril au Portugal,
chuva,
Ponte
Monday, April 09, 2012
No Parque. O pardal.
O pardal
mal
me pressente
fica um momento
quieto no ramo ainda sem folhas nenhumas.
Voa
da árvore sem ainda folhas nenhumas
despida
para o ramo da árvore florida
cheiinha de folhas verdes.
Esconde-se.
Vou andando
muito lentamente.
O pardal rodeia o ramo da árvore florida.
Camuflado, queda-se entre a ramagem.
Uma miragem.
Espera.
Espera mais um bocadinho.
Vou andando.
O pardal
encolhe-se.
Joga às escondidas.
Como quem ri.
Voa.
Para longe.
Como quem ri à gargalhada.
Malandro, ainda te apanhei.
Na fotografia!
mal
me pressente
fica um momento
quieto no ramo ainda sem folhas nenhumas.
Voa
da árvore sem ainda folhas nenhumas
despida
para o ramo da árvore florida
cheiinha de folhas verdes.
Esconde-se.
Vou andando
muito lentamente.
O pardal rodeia o ramo da árvore florida.
Camuflado, queda-se entre a ramagem.
Uma miragem.
Espera.
Espera mais um bocadinho.
Vou andando.
O pardal
encolhe-se.
Joga às escondidas.
Como quem ri.
Voa.
Para longe.
Como quem ri à gargalhada.
Malandro, ainda te apanhei.
Na fotografia!
Labels:
a Primavera,
Abril,
às escondidas,
fotografia,
pardal,
Parque Urbano do Rio Diz
Saturday, April 16, 2011
Wednesday, April 28, 2010
À espera
Subscribe to:
Posts (Atom)