dói o corpo às horas arrastadas até à exaustão
até uma hora incompreensível num relógio qualquer;
vagueia a mente angustiada e triste
em nebulosos tempos de invisível cansaço;
quebra-se a vontade a alegria o ânimo
em atalhos labirínticos e confusos;
perde-se a graça de uma nuvem que passa
da chuva que cai da lama na alma;
vem e prende-me nos teus abraços quentes
afasta este frio do futuro...