Saturday, August 19, 2006

O "Sancho", perdão , D. Sancho I: Antos e depois...




... O " Sancho" , perdão , Sua Alteza D. Sancho I , O Povoador, o da Ribeirinha... no anterior local onde " pontificava " , segundo as crónicas, há mais de 50 anos no centro da Praça Luís de Camões, mais conhecida por Praça Velha( que é isso comparado com a idade da Catedral?) , local de onde já tinha sido "extraído" um antigo coreto ( ainda teve sorte o Sancho, perdão , D. Sancho, que não desapareceu !!!quer dizer, ficou nas fotos antigas e nas memórias de alguns...) e o mesmo D. Sancho encatrafiado nas correntes de ar ao canto da Sé, tendo estendido na sua frente um tapete frio de granito escorregadio em manhãs de geada ( a aparência de relva verde estendida no chão desde o Mundial é mesmo aparente, aliás é sintética! - pois se a rela fosse rela, outro galo cantaria... - e ninguém sabe se é para ficar; pelo menos , no Verão retirou alguma frieza à Praça Velha deserta e a garotoda andou por lá a brincar) ...
O único comentário que faço é que o verbo "encatrafiar" existe mesmo: é só ver no dicionário!
E as fotos mais antigas não foram feitas em digital... nota-se à distância...

Friday, August 18, 2006

Belém

Acordei estremunhada
esta manhã molhada
de verão de inverno
uma fria chuvada
descia pela estrada!

Lá longe no caminho
Rodeada de carinho
Desabrochou uma vida...

A partir de agora
Pelo tempo fora
Belém não é só um lugar
É uma pessoa ímpar!

Thursday, August 17, 2006

Tudo normal!...

Sai uma pessoa de manhãzinha
sozinha
para tomar café
e fica com os cabelos em pé
andam a fazer limpezas
pelo meio das mesas...

No quiosque com alegria
diz bom dia
Sobrancelhas levantadas
Dizem-se espantadas
Ninguém responde à saudação
nem por educação.

De volta para casa devagarinho
De mansinho
Obrigatório parar nos sinais
Que os demais
Disparam em veloz corrida
Sem respeito pela vida!

Vive-se na grande aldeia
já a tudo alheia
Como na cidade indiferente
Anónima solitária gente
A comprar um jornal,
Portanto tudo normal!

Wednesday, August 16, 2006

Inverno



Dia 16 de Agosto: Dia de Inverno! Não, não me enganei: é mesmo assim hoje o dia. Depois de temperaturas altíssimas, de sufoco, drasticamente as temperaturas desceram com ameaças de trovoadas e inundações! Mas animou-se o dia com umas visitas muito queridas, saborosas como chocolates suíços, e uma amiga deixou-me um recado lindo e, não tarda nada, para asemana, vou regalar-me a passear pelo Douro acima até à Régua ...Só espero que o S. Pedro tenha um bocadinho de juízo e reponha as temperaturas normais para a época... Lá se inaugurou o troço de 9Km( falta o de 21KM com aquela célebre "bossa de camelo em que futuramente se terá que reduzir de 120KM para 80KM e a providência cautelar da Associação dos Cidadãos Automobilizados não foi aceite pelo Tribunal...) Mangualde- Viseu ( está uma belíssima auto-estrada com locais em que não se pode andar a mais de 100km/h para se sair daqui para fora arejar junto ao mar!!!), porque tudo precisa de ser inaugurado... - afinal estes 9Km não foram inaugurados - foram só abertos ...) Ainda um dia destes veio um Secretário de Estado inaugurar a nova sede da GNR- BT... nova sede ... ALUGADA! por isso... ( quando falam em inauguraçõe e visitas lembro-me logo do Américo Tomás, que é que querem? e da minha escolinha de Lagoaça e da de Anadia , em épocas diferentes, claro!) Por falar em Lagoaça, eis a escolinha... e a Escola ( agora não sei o que lá funciona!) de Freixo de Espada à Cinta, onde fiz exame da quarta classe...Sim! Não parece , pois não? Mas já houve exames da quarta classe!

Tuesday, August 15, 2006

Rosas...


Bate o sol em branco
nas paredes das casas
da serra esturricada...

Tonteia pelos montes
em desnorte de asas
uma ave assustada...

E, num jardim à margem,
no meio da folhagem
verde aperaltada,
vive um botão em flor
por momentos escassos
(que tisna tudo o calor)
e amanhã de manhã
uma rosa em esplendor
desmaia de rubra-cor
nos castanhos abraços
da terra chã...

Em tempos de caça...


... é bom lembrar que há patos ...
que podem andar a nadar descansados ...


muito fresquinhos, muito aprumados...

Saturday, August 12, 2006

Depois...


Depois, passou-se uma semana de um calor " fritar charnecos no ninho" como diria o outro, calor de dia, de noite, à beira-mar, à beira-terra, dentro, fora... passaram-se três dias porreirinhos sem vento nem ondas ( como não havia de estar calor? ... até é prenúncio de tempestade que pode ser subtil ...) e, ao terceiro dia...quase quarto... ninguém ressuscitou, apenas a bonança se desfez quase sem se dar por isso... não houve nem raios nem coriscos... e devagarinho fiquei fantasma que, ao quinto dia , se tornou invisível. Então, percebi que já não "cantava" nada ali... e saí de mansinho... desandando a passear por Espinho e a banquetear-me de peixe... a minha tensão desceu drasticamente, o que, por um lado até é bom...A noite passada estava tão quente de novo que me sentei à porta da varanda a ver a " vida" da noite: entre o silêncio do calor acumulado nas paredes e nas ruas e os saltos dos carros na lomba , um gato malhado gozava o seu passeio nocturno ...
Por agora, só quero boas ondas pela Lagoa de Óbidos... Tudo o resto são apenas pormenores sem importância.

Viagens e livros


No Intercidades, li Vasco da Graça Moura em " contos Inéditos"( Visão) " Duas Mulheres em Novembro" e o "Público", leio sempre o " Público", é um vício , um vício bom , no meu entender...
Chegada a Lx, à minha espera um brutal calor de Agosto. Desceu mais tarde pelas escadas rolantes uma fada de rosa e branco vestida de sorrisos e saudade que apagámos num jarro de sangria, conversa fiada e peixe grelhado.
" A verdadeira história do Capuchinho vermelho"para maiores de quatro anos veio a calhar para refrescar os ânimos e registámos os nossos nomes na máquina do Quiz do Alvaláxia. Cansadas de verde pusemos na mesa do jantar um copo vermelho e outro azul. E no Teatro Maria Matos Café discorri sem quase interrupção ( ou por causa do calor, do sono ou condescendência de filha ou todas) sobre tempos de tolices antigas.
Domingo e café da manhã num cafezinho à esquina, e fuga da calmaria para a Estufa Fria que não estava tão fria...como seria de esperar... Pela tarde dentro, encafuámo-nos na Fnac a ler B.D. e deliciámo-nos mais tarde com um swirl da Olá entre conversas e recomendaçõesantes da viagem no Alfa Pendular...onde engoli "Minto até ao dizer que minto" de José Luís Peixoto que eu não "conhecia" ( esperando chegar a horas e sem percalços sem princípio de incêndio como no ano passado por esta altura) e pus-me aler porque , à noite, sempre está mais fresco) " A Queda de Roma e o fim da civilização" de Bryan Ward - Perkins ( p'ró que me deu?) . Trouxe mais três livros na mala que eu perco a cabeça quando entro numa livraria... E acho que, por esta vez ( esqueci-me!!! ou não veio a propósito!!!) não usei " formidável", " consumição" e "trouxe-mouxe" para alívio de uma certa pessoa que acha que só eu é que uso estas palavras estranhas(?).

Friday, August 04, 2006

Enquanto houver flores...















... As cores abraçam-se
numa dança
mágica
de
harmonia!

Thursday, August 03, 2006

Para refrescar!!!


Pespegaram-se nuvens " dos Simpsons" por cima da cabeça numa tarde de calor... Corre um ventito brincalhão enrolado nas folhas das árvores verdes...
Não se pode estar na esplanada, com música tão alta de um lado e ruído das obras do outro... ´



Há quem diga que tenho muitas fotografias do mar este ano, mas são lindas, não são?

21 mortos numa semana...

Poderia pensar-se que o nosso país está em guerra, mas não ( ou estará?) : 21 mortos numa semana... na estrada, segundo o Público de hoje, dia 3 de Agosto de 2006... No que vai de ano, de acordo com o mesmo jornal, "a Direcção Geral de Viação já contabilizou desde o início do ano 455 ( QUATROCENTOS E CINQUENTA E CINCO) mortes em acidentes de trânsito..." ." Cinco jovens perderam a vida em despiste de automóvel", título do mesmo jornal, local, página 47. Mas (quase) toda a gente encara estas mortes como a coisa mais natural deste mundo moderno cheio de carros e velocidade e juventude ( jovens entre os 18 e 30 anos!!!) . ( Quase) ninguém acha isto um desperdício de vidas? Ninguém se reúne para decretar um cessar-fogo imediato? Ah! Estava a ficar confusa, o nosso país não está em guerra!

Sunday, July 30, 2006

LUÍS REPRESAS na Guarda...

Luís Represas veio actuar à cidade da Guarda na Semana das Festas, mais concretamente dia 29 de Julho. No programa , não se entendia bem se o concerto começava às dez horas e trinta da noite se às dez e cinquenta também da noite, no Parque Municipal. Antes , na Praça Velha, folclore, às vinte e uma horas... Quando me apercebi disto, torci o nariz , um bocadinho... Mas, uma pessoa não pode estar sempre a desconfiar, tem que dar o benefício da dúvida, não pode criticar por criticar, aquela velha ladainha.
Lá fomos , a tempo e horas, que temos a mania estranha de ser pontuais por princípio e por respeito pelo cantor/poeta. Já convencidos, intimamente, de que o concerto teria aquele bizarro quarto de hora de atraso, flanámos ( antes que me digam que esta palavra não existe, sublinho que é uma palavra portuguesa oriunda do francês flâner, que é um verbo intransitivo e significa passear ociosamente) pelo Parque entre a gente, esperando o momento da actuação. Depois de algumas voltas e voltinhas, para não nos cansarmos, sentámo-nos por ali num murito... Pessoa conhecida disse que o programa do folclore tinha começado com uma hora de atraso... Ainda nesse momento, como o Parque estava bem lotado, cheio de gente, pensei que isso não queria dizer nada, em tantas outras cidades, há programas vários e as pessoas vão escolhendo aquele que mais lhes agrada... Santa ingenuidade... por volta das vinte e três horas, algumas pessoas começam a assobiar manifestando-se contra o atraso, vem uma senhorita muito senhora do seu nariz explicar que o outro espectáculo ainda não tinha terminado por ter começado atrasado e que nós tínhamos que esperar e que ela ( acho que falaria em nome da organização das festas) não tinha culpa... Os assobios responderam-lhe , porque, se a senhorita não tinha culpa ( se calhar foi quem programou, digo eu ) , nós que ali estámos à espera , que tínhamos chegado a tempo, muito menos... mas acho que há pessoas que não entendem isso. Passou uma hora: e a senhorita achou que alguns assobios que se iam ouvindo mereciam um puxão de orelhas e teve a distinta lata de dizer às pessoas de todas as idades que estavam ainda à espera , mas algumas já arrependidas de ter saído de casa, que se deviam comportar ( não sei as palavras exactas) e que as pessoas da Guarda não podiam mostrar o seu desagrado para com o cantor . Quer dizer, nem percebeu que o desagrado não era com o cantor... Eu não sou da Guarda, vivo cá por um acaso , como podia viver noutro sítio qualquer do país, ou do mundo e não posso sentir o que sentiram as pessoas nascidas na Guarda, mas não devem ter gostado do que ouviam porque reagiram de novo.
Felizmente, ( faltavam doze minutos para a meia-noite!!!!!) Luís Represas veio para o palco cantou aquela música com aqueles poemas com aquela voz... e foi tão inteligente que até deu a perceber ao público que o atraso não tinha sido dele e que ele tinha percebido perfeitamente que os tais assobios não lhe eram dirigidos... (Só que aquele espera, a meu ver, desnecessária, também era um desrespeito para com o artista...)
Do atraso , a ninguém se pede nem explicações nem responsabilidades, porque não está nos nossos hábitos... Mas não havia necessidade!!!
Não levei a máquina fotográfica, o que foi pena.
Luís Represas mereceu a espera e os aplausos.
Corria um friozinho das noites de Verão... pela cidade e pelo país que temos.

Friday, July 28, 2006

Lá como cá...



Em Portugal, se os resultados dos exames não agradam, repetem-se... ainda não percebi com que objectivo... o Governo até já aprovou uma alteração ao regime de acesso ao ensino superior prevendo situações como as deste ano, situações excepcionais... Será que a lei estabelece também o que significa excepcional? E rigor... o entendimento destas leis será igual ao do dicionário?
Em Itália, se as prisões estão sobrelotadas, aprova-se uma lei que indulte uns milhares...


Fotos que não têm nada a ver com o texto acima:
- capela vista da praia ;
- Óbidos by night em tempo de mercado medieval.

Monday, July 24, 2006

pausa...

...junto ao mar!




Momentos de pausa...



...viajando no tempo, em Óbidos, V Mercado Medieval!

Monday, July 10, 2006

D. Afonso Henriques

Quiseram abrir o túmulo de D. Afonso Henriques em Santa Cruz, Coimbra e, afinal, depois de um ano de papéis para cá e para lá, a investigadora Eugénia Cunha e outros investigaores, entre eles um espanhol e um francês, viram-se confrontados com uma anulação da autorização, quando já estava apedra tumular a ser levantada... Parece que faltava um papelinho ... é o efeito do Simplex...Simplex, Simplex, mas nem tanto... e a Ministra da Cultura cancelou deu ordem de anulação da autorização... Se D. Afonso Henriques estivesse sujeito a tanta burocracia para se deslocar, tinha ficado à espera das autorizações todinhas e nem tinha saído de Guimarães, ali com O Paio Sores Pinto ao lado todo guerreiro, não tínhamos ( o país , porque eu própria tinha com conquistas ou sem conquistas com Afonso ou sem Afonso, só era necessário ter existido o Paio Pinto) chegado a existir e eu era porventura uma cidadã da província de Castilla y Léon... hablando castelhano com mucho salero... As consequências que pode ter a existência de muito ou pouco papel...
A água do Alqueva está a ser muito bem aproveitada , pelo menos em 25% para já por nuestros hermanos para regar olivais ...que eles compraram em... Portugal... agora as terras não se conquistam à força de capa e espada, mas com dinheirito vivo... Fiquei com uma dúvida: e se os Espanhóis comprarem os terrenos, usarem as águas, levarem as mulheres portuguesas para terem os seus filhos nos seus hospitais, se continuarem a formar médicos , engenheiros , vetrinários e outros , oriundos de Portugal e depois a dar-lhes trabalho e pagarem os seus salários, ainda vamos continuar de costas voltadas? ( ihihih não ia bem escrever isto, mas fica assim politicamente correcto: hoje está tanto calor que não há energia para mais)...
Nas Portas do Sol, voltejava ( agora não posso dizer feita maluca, porque está provado que elas só parecem malucas, mas aquelas voltas e voltinhas têm um objectivo muito preciso!!!) uma borboleta amarela!!!

Calooooooor!


O país está sob temperaturas anormalmente quentes. Ontem também. Em Lamego, bem esperámos pela abertura da Expodouro pelas quatro da tarde, sentados à sombra, numa esplanada a beber água... fresca sem gás e com gás... ... Entrámos e quase logo saímos: parecia um banho turco, com a diferença de que não estávamos equipados para o efeito... Eu bem pensei a posteriori que podíamos ter ido ali ao Bazar Mandarim para nos fornecermos de produtos essenciais para passar a noite , tínhamos feito a sesta depois do cabritinho asssado com batatinha e arroz e íamos à feira após o pôr-do-sol, mas não fui suficientemente rápida a raciocinar... Devia estar com os miolos um tanto esturricados... Andava por lá tanta gente que eu , mais habituada a maiores multidões , achei pouco movimento ... para o caso de não se perceber a piada , estou a ser irónica...
E eu, que não tenho ouvido nenhum para a música, reproduzi-la só com muita ajuda e quanto a voz , nada, andei com a mais recente música da Shakira na cabeça , vá-se lá entender uma coisa destas...
Nota: lua ao anoitecer de dia nove de Julho...

Saturday, July 08, 2006

Outsider


Calor, muito calor..
Fiquei por aqui entretida na frescura das paredes da casa a arrumar - hoje não arrumei papéis - ficheiros e fotos digitalizadas . Estou moderníssima!
Ontem vi um documentário que me deixou perplexa. A propósito dos atenatdos e dos grupos que os executam. Afinal o problema parece ser ao mesmo tempo complexo ( para o meu entendimento) e simples ( qualquer ser humano é capaz das maiores atrocidades e é isto que é chocante: eu perceber que podia ser cruel como tantos outros já o foram). Enfim, todas as pesquisas e estudos levados a cabo por variadas pessoas e encarando os factos e os "actores " de diversas perspectivas o fundamento para explicar tais actos monstruosos encontra-se na ... dinâmica do grupo , à qual uma pessoa deseja pertencer por razões variadas e, para isso, faz qualquer coisa , qualquer coisa... uma pessoa que queira pertencer a um grupo , para se sentir e mostrar integrada faz qualquer coisa...por isso , creio que ser contra-corrente , ter ideias próprias , manter a personalidade firme ( ou ser teimoso dará o mesmo efeito ihihih ) , ter opiniões diversas e pensar diferente do grupo devia afinal ser incentivado...ou não?
Apenas em uma semana , o preço do gasóleo aumentou duas vezes... repito , correndo o risco de ser outsider , estrangeira, velha do Restelo e equivalente , não vou atrás das multidões...a bem , especialmente da minha sanidade mental...

Saturday, July 01, 2006

Pescadores e poetas


Da Praia de Mira, emitiu esta semana a RTP parte do programa Portugal em Directo. Vivem naquela localidade antigos e sofridos pescadores de bacalhau ou pescadores de outras espécies. Quando discorrem sobre a sua arte como ninguém, espraia-se em palavras a sua alma de poetas . Mas o maior de todos é o grande amigo do meu pai, o sr. Nogueira, que respondeu às questões da jornalista sobre a pesca e sobre os pescadores com uma fluência de palavras que a mim não me espanta. Teve a oportunidade de ler um dos seus poemas. Dessem-lhe tempo e não tardaria a recitar de cor poemas de Luís de Camões e Almeida Garrett e, deste, extractos das obras em prosa. Entre outros. E Até dos seus próprios versos. Ele cuja única universidade que frequentou foi a da vida! E está prestes a publicar um livro , notícia de fonte fidedigna.
Nota: foto- Praia da Vieira.

Baden-Baden


Lá por 1997, estive em Baden- Baden, Floresta Negra que , afinal, é verde verde verde…de todos os verdes possíveis e imaginários. Havia um belíssimo palácio com uma extensão de relva também muito verde verde verde a perder de vista. Tocava uma orquestra num enorme palco . Em cadeiras , na relva, sentados , de pé ouvia-se a música num cenário de filme. Uma mulher jovem de vestido comprido dançava pela relva fora no seu próprio bailado de sonho. Indiferente aos poucos olhares menos habituados a excentricidades que a seguiam naquele feliz rodopiar, guiada pela orquestra enlevava-se nos requebros do corpo que o tecido de uma écharpe finíssima seguia nas suas mãos…
Mais abaixo, nas termas a preservar, encarrapitados nuns escadotes , jovens de ambos os sexos restauravam minuciosamente formas e cores das pinturas das paredes e tecto…
Por cá, o feno cortado aquece sob o sol de Verão à espera da recolha.