Saturday, July 01, 2006

Baden-Baden


Lá por 1997, estive em Baden- Baden, Floresta Negra que , afinal, é verde verde verde…de todos os verdes possíveis e imaginários. Havia um belíssimo palácio com uma extensão de relva também muito verde verde verde a perder de vista. Tocava uma orquestra num enorme palco . Em cadeiras , na relva, sentados , de pé ouvia-se a música num cenário de filme. Uma mulher jovem de vestido comprido dançava pela relva fora no seu próprio bailado de sonho. Indiferente aos poucos olhares menos habituados a excentricidades que a seguiam naquele feliz rodopiar, guiada pela orquestra enlevava-se nos requebros do corpo que o tecido de uma écharpe finíssima seguia nas suas mãos…
Mais abaixo, nas termas a preservar, encarrapitados nuns escadotes , jovens de ambos os sexos restauravam minuciosamente formas e cores das pinturas das paredes e tecto…
Por cá, o feno cortado aquece sob o sol de Verão à espera da recolha.

Wednesday, June 28, 2006

Andar nas nuvens...


Já decidi que não gosto muito da aragem do Outono em pleno Verão! Também decidi que contra tudo e contra todos, não vou esquecer uma série de questões que este ano me deixaram apreensiva só porque anda tudo histérico à volta de uma bola…não sou capaz… Desde o início deste ano lectivo fiquei assim: incrédula com tudo o que se passa à minha volta , à volta da minha profissão. Ainda não despertei , fiquei neste estado, perdi a euforia, como quem recebe uma martelada e ainda não sabe bem onde está…
Realmente quem vir os noticiários de todos os canais televisivos em Portugal, é levado a pensar que há apenas um tema no mundo inteiro digno de notícia , o que não corresponde à verdade: é aconselhável ter paciência e esperar para ver outras notícias ensanduíchadas entre as da bola. Refiro as de Timor Leste, que um dia destes lá passarão para a abertura, acordados de espanto a perguntarem-se todos como é possível, como foi possível ; as de Gaza; as do assassino em série ( ninguém tem dito esta frase em português , dizem “ serial killer” como se fosse o nome de uma série; ainda não percebi se era para as pessoas não perceberem a gravidade da situação se para parecerem muito intelectuais … assassino em série numa terrinha de cinquenta habitantes do tal país de brandos costumes é mais duro de ouvir , não é?) de uma terra de paz podre… e mais não digo… Se querem andar nas nuvens , que andem…( alguém deu conta do projecto de correio electrónico com dez milhões de caixas de correio electrónico anunciado com pompa e circunstância pelo nosso mais manda –chuva de todos? Mas quem disse a essas pessoas que eu não quero continuar a receber cartas de verddade? E caixas de correio electrónico para essas terrinhas a quilómetros de distância do correio? As pessoas nem têm mais que fazer do que ir cada dia 40 ou 50 Km, não sei como, ver a sua caixa do correio? Ninguém acha absurdo? E porque todos têm que ter a sua caixa de correio electrónico? E se as pessoas não quiserem? ).
Repito: Se querem andar nas nuvens , que andem… Eu estou assim com este feitio azedado e prefiro andar nas nuvens mas atenção: nestas nuvens que se situam em
http://www.cloudappreciationsociety.org/gallery/

Saturday, June 24, 2006

Dia 23 de Junho, o dia mais feliz do ano!!!

Quando li uma curiosidade publicada no Público de hoje, in o Insólito “ o dia mais feliz do ano foi ontem, dia 23 de Junho “ ( determinado por uma fórmula matemática por um tal Cliff Arnalff professor universitário – o mais deprimente é o dia 24 de Janeiro …pudera , o mês parece tão comprido depois do Natal e do Ano Novo que admiração, nem era preciso fazer cálculos matemáticos … ) é que entendi por que razão a Alice L. subiu para um dos pilares do Jardim de S. Lázaro , em plenos festejos de S. João no Porto, fez ontem xis anos ( primeiro ano de trabalho das meninas em Anadia , Escola Preparatória inaugurada nesse mesmo início de ano lectivo por Américo Tomás – onde isso já vai, a era pré 25 Abril, o de 74 do século passado!!! E ainda havia exames do 2º ano do Ciclo!!!) , levantou o braço , direito ou esquerdo , isso já não sei, e começou a gritar “eu sou a estátua da Liberdade…” Tinha que ser um dia mesmo feliz para que a minha contida e assisada colega se dar a uma atitude extrovertida destas… Não sei se as sardinhas e o vinho , o clima de festa , a erva cidreira ( não consigo lembrar-me, mas creio que ainda não tinham surgido os martelos!!!) , o alho porro também tiveram algo a ver com isso. Tivemos como cicerone e acompanhante o saudoso Alex…
Também me recordei ontem das alcachofras de S. Martinho do Porto e das fogueiras, mas aí as “duas pequenitas” eram mais tipo observadoras…
A manhã de hoje chegou com as orvalhadas previstas para as manhãs de S. João…
A F. faz 77 anos e estava toda activa ... claro que não dispensa novo telefonema dia 1 de Julho, toda vaidosa por fazer anos duas vezes, obra da disparidade entre a data real do nascimento e a do registo...

Friday, June 23, 2006

nascidos em 1980!!!


Pois é: vão deixar saudades estas crianças que partem para outra etapa da vida…por estes dias elas próprias debatiam-se entre o entusiasmo dos “inter-turmas”, a alegria das férias próximas, o alívio das tarefas e a saudade que já andava no ar… mas que querem que diga? lembro-me logo daqueles “nascidos em 1980” . Colocaram a fasquia tão alta (ontem com os meus pensamentos só me lembrava da palavra em castelhano “listón” e foi um cabo dos trabalhos para me recordar da palavra em português… acho que estou a ver muita televisão espanhola !!! como quando me surgem frases do tipo “ passam de mim” ou “ vão votar sim , não?” que soou estranha – a frase- ainda por cima dita numa esplanada de uma praia bem portuguesa; ainda pensei que era do Porto branco fresquinho e cheiinho , mas mais tarde é que “vi” que era apenas um interferência de línguas… agora vou deixar o parêntesis que isto não parecia, mas era um parêntesis) Retomando: colocaram a fasquia tão alta que é difícil serem destronados, mas enfim, são momentos em que tudo se conjuga para ser excepcional, até os astros…
Mas vamos ver-nos por aí…
O Francisco José Viegas deu uma entrevista à Visão ( 22/06/2006) e resolvi que não são só os nomes, os lugares que conseguem despoletar recordações, aliás , já muita gente antes de mim, descobriu que também os sabores ( ai as madalenas de Proust!!!) , os cheiros, um objecto …e sei lá que mais o fazem como um clic…agora foi uma entrevista que fala da infância, dos livros que leu – até achava que apenas eu tinha lido Júlio Dinis e Camilo, além de Eça , mas afinal não: apenas eu os li primeiro que Francisco José Viegas… - das bandas desenhadas do Jornal de Notícias que os pais dele assinavam : eu era mais o Primeiro de Janeiro que publicava ao domingo o Príncipe Valente, a Dona Perliquitetes, e outros de que agora não recordo o nome. O jornal também recebíamos em S. Tomé de Covelas , no Douro, nas férias , pelo correio , um dia depois quando as notícias já estavam ultrapassadíssimas, mas, na altura isso não fazia diferença nenhuma…
Também reflecti que, se não retemos todos os nomes ou rostos dos professores, isso também não tem problema nenhum, embora , por vezes, nos marquem ou por serem excepcionalmente bons ou por serem muito rígidos… Se não nos lembramos , acho que ainda bem, correu tudo com muita naturalidade…como deve ser…
O J. faz anos hoje e andámos por aí a gozar o dia, almoçámos as espetadas de enguias com batatinha cozida, como é hábito por estas bandas e preparamo-nos para, logo, atacar a sardinha assada e caldo de grão ( em outras paragens será caldo verde que , se houver, também segue viagem) …
Só uma notinha: sobre assuntos que me poderiam vir a causar indigestão, não falo…

Wednesday, June 21, 2006

passagem ...


Passagem pela barra de S. Martinho do Porto: já alguma vez disse que o nome de um lugar evoca mil recordações? Pois disse: e repito... E se nomearmos o lugar na sua presença? É uma vida que desfila... recordações a que são chamadas muitas pessoas...

ponto de luz


O ponto de luz brilhante num fundo negro "posted" em 10 de Junho com AVISO... é a lua...quase-quase em lua cheia...
Em contrapartida, esta luz vermelho-fogo é o sol poente...

...sem palavras!


Thursday, June 15, 2006

chuva e sol!!!


Estou na net a euro por quarto de hora e portanto tenho que me despachar... isto é um parêntesis.
Agora a sério: ontem lá viemos cumprir a nossa solidariedade para quem está no hospital há cerca de três meses e, em greve, e, na manifestação, em espírito - para a próxima, hão-de ver-me lá aos gritos , desta vez, não pôde ser pelo que digo atrás ... chegámos óptimos: o non-stress que é uma pessoa ver-se fora de certas terrinhas amorfas e raquíticas, onde uma pessoa se sente encurralada e encontrar-se numa varanda com o mar - escuro, embora- espraiado em frente... sob uma tempestade...acordámos a uma boa hora de tomar um pequeno almoço em frente ao mar , de dar um rico passeio pelo areal fora, de apanhar sol, e de comer uma bela sardinhada, antes de chegar a chuva de novo... à hora do jogo Equador-Costa Rica, é um bom momento para se comprar os novos episódios CSI com o Público ( nem vou falar da notícia a vermelho de hoje , porque são comentários desnecessários!!!) e para se fazer uma massagem crâneo-cervical para ver se abrandam as guinadas malucas da minha cabeça...
Mas já nem me lembrava da beleza do mar com chuva dentro... e tudo tem outra beleza com olhos de não ter nada mais que fazer do que olhar para o mar sem relógio sem pressas - embora haja uma certa pessoa que , mesmo assim, me pressione hahahahahahahahahahahahah eu igoro claro! -sem pressas e sem relógio...também é uma boa oportunidade para se pôr a capinha da chuva e andar feita maluca à chuva sem ninguém dizer nada nem raparos nem nada nem ninguém achar estranho tal passeio...
Pronto! Cá te esperamos, menina que está a fazer o seu portfolio ... que é o mais importante: a tua companhia... E agora vou postar isto que os euros ( 2) estão a findar...

Saturday, June 10, 2006

ROMEO

Tenho andado a procurar um local onde possa comprar quando o meu stock acabar (estou a rimar mas é sem querer) a água de toilette ou eau de parfum ROMEO de Romeo Gigli... Já encontrei via net com portes grátis e tudo... nos Estates quer dizer Estados Unidos da América... E eu já a pensar que tinha que desistir da minha eau de parfum preferida... Isto da net é uma grande invenção!!!
Ah! E está certo : ROMEO e não Romeu, que este departamento é outra questão!!!

... in illo tempore...

" Num regime que concedia privilégios por razões nobiliárquicas, de amizade ou grau de parentesco, critérios como a competência, o merecimento e a honestidade eram inexistentes."
in O Profeta do Castigo Divino de Pedro Almeida Vieira sobre os anos de 1750 , reinado de D. João V.
Qualquer semelhança com a realidade actual é pura coincidência!!!

AVISO


AVISO
Há VIDA para além do futebol!!!

Wednesday, May 31, 2006

Ressaca!!!............

Não me recompus da ressaca das novidades todas para o novo Estatuto da Carreira Docente e das declarações da Sra. Ministra...
Mantive-me sossegadinha num cantinho dos meus trinta e três anos de serviço, a pensar, a pensar , a pensar... como se fosse uma peça de mobiliário: valorizaram-me tanto ( não me tivesse valorizado eu própria já tinha apanhado umas tantas depressões!!!!!!) como àquelas antigas mesas de tampo inclinado de não sei que madeira maciça da biblioteca, onde era muito mais confortável ler um livro devido à postura que se mantinha ( parece que agora descobriram mesmo que esse plano inclinado evitava as tão faladas dislexias, pelo menos em alguns casos) ... foram substituídas por outras menos possantes, menos traumatizantes, redondas, como se as pessoas fossem para um lugar de leitura para ler em grupo... enfim, aquelas antigas mesas andam por lá perdidas encostadas às paredes de uma ou duas salas...um dia destes demos por nós a suspirar por elas... é quase como eu me sinto... encostada à parede encurralada...
A certa altura, no rosto um arzinho fresquito "equilibra" o calor de fim de mês de Maio e, como ainda esta manhã, estive a ler o artigo de Miguel Esteves Cardoso, a propósito da Primavera, exactamente, " A Primavera pede desculpa" no espaço da Revista Única do Expresso, de 20 de Maio de 2006, lembrei-me que lhe podia dizer que não é apenas ele que adora a Primavera, que ele podia ver as fotos das flores e das cerejas que aqui coloquei... pretensões tontas!!! quer dizer, é só para dizer que ele não está sozinho no seu apreço pela Primavera, não tem nada a ver com a sua estadia no hospital nem nada, a não ser que eu, que ando um bocado zonza com as notícias que por aí pairam a torto e a direito, também não ande bem da cabeça e sinceramente , acho que não ando nada bem... e cheira-me mesmo a Primavera!!! Mas ainda é Primavera, não é? Ou já não?
Creio que vou pedir aos meus alunos cuja aula é às quinze horas do dia do jogo Portugal- México ou vice-versa que se juntem aos da turma das dez horas ( mudamos a hora da aula como o Parlamento muda a hora das suas actividades) para depois estarmos livres para ver o jogo... se eu propusesse uma coisa destas , era porque estava maluca e porque os professores só se querem baldar, mas como são os deputados , 'tá tudo certo, tudo bem , tudo numa nice!!! Também não somos menos que os brasileiros e os alemães !!! Que rico país!!!E viva a Selecçom!!!
Recebi, por correio electrónico, uma foto linda de um jardim super-cuidado com as roseiras e sardinheiras muito floridas e todas elegantes... Afinal, ainda é Primavera!!!

Sunday, May 28, 2006

Com uma Ministra assim...

Está resolvido o problema: já se imaginava, mas agora temos a confirmação pela boca da Exma Senhora Ministra da Educação - é só ler as parangonas e a notícia do Jornal de Notícias que nunca é demais ...
«Demolidor. Esta foi a tónica do discurso da ministra da Educação na sessão de abertura do Debate Nacional sobre Educação, ontem, na Maia. Maria de Lurdes Rodrigues justificou o elevado insucesso escolar e a falta de qualificação dos alunos com críticas ao trabalho dos professores e ao funcionamento das escolas. Alguns docentes não gostaram e protestaram dentro e fora do auditório, exortando a governante a adoptar um discurso que respeite a sua dignidade profissional.Poucos esperariam que a ministra abrisse um ciclo de debates, que visa repensar o sistema educativo, com um ataque tão forte e directo aos professores e à organização das escolas. Já o tinha feito, no início do mês, em Oliveira de Azeméis. Na altura, lembrou que Ensino Secundário não pode continuar "a preparar alunos apenas para o acesso à universidade"Ontem, porém, foi mais longe, e foi sem rodeios que Maria de Lurdes Rodrigues justificou a pouca qualificação dos jovens com um trabalho - quer das escolas, quer dos professores - que "não se encontra ao serviço dos resultados e das aprendizagens".A governante lamentou que a escola não esteja a combater as desigualdades sociais. A título de exemplo, referiu-se à organização dos horários escolares que, segundo sublinhou, privilegia os alunos melhores, assim como filhos de funcionários das escolas."No conjunto de regras de funcionamento da escola tem de se lhe inscrever a preocupação com os resultados dos alunos, medidos quer na provas de aferição, que pela qualidade dos diplomas e das competências adquiridas pelos alunos", realçou. Maria de Lurdes Rodrigues criticou, ainda, a cultura profissional dos professores. Segundo disse, ela é marcada pela actualização dos conhecimentos científicos, mas "não é uma cultura em que os principais desafios sejam os resultados" . Por outro lado, lamentou que os professores trabalhem individualmente, e não com espírito de equipa. "As reuniões nas escolas são cumpridas apenas porque os normativos legais assim o mandam", sublinhou. Para explicar melhor onde falham os professores, a ministra da Educação comparou-os com os médicos.Assim, disse que, enquanto para estes últimos, "o desafio máximo é o caso pior e mais difícil do hospital", nas escolas a cultura profissional dos professores não os orienta para os casos mais difíceis. No seu entender, há uma aristocracia nas escolas que reserva os melhores alunos para os professores mais experientes, e os piores alunos para os professores mais novos na profissão. Em resposta, Paula Romão, presidente do Conselho Executivo da "Secundária" da Maia, recordou à ministra que um médico, colocado perante 30 doentes com patologias diferentes em simultâneo, teria dificuldade em escolher o caso pior. Por seu turno, Isabel Cruz, directora de um centro de formação de professores, criticou os ataques feitos pela governante à classe, cuja imagem utilizada - como referiu - faz do professor "um baldas, que não quer trabalhar". A docente exortou a ministra a dialogar mais com os professores e a deixar-se de "mandar recados pela Comunicação Social".
JN, 30/05/2006»
Dizia eu , está resolvido todo e qualquer problema do país. Os culpados estão identificados - os professores, esses malvados, incompetentes, malandros, faltistas ( anoto que estou a ser irónica antes que alguém pense, com a incapacidade que os seus professores tiveram em lhe incutir espírito crítico, - continuo a usar a ironia- que estou a falar em sentido literal) , que não fazem reuniões senão aquelas a que são obrigados por lei ( se fizessem uma por dia talvez fosse proveitoso para os seus alunos como o são as aulas de substituição ... deve passar por osmose o conhecimento) , não se preocupam com os alunos, enfim , não se preocupam com nada de nada ... A comparação com os médicos , então é uma pérola... Dizia eu - estou a repetir-me , não sei se a culpa foi dos meus professores todos , as professoras da Escola Primária de S. Martinho do Porto , as de Lagoaça, os Professores do Externato de Vinhais , os do Liceu Nacional de Bragança ( um período), os do Liceu Rainha Santa Isabel no Porto ( já não existe, eu sei , mas existiu, garanto !!!) e at last but not least todos os doutos PROFESSORES da faculdade de Letras de Coimbra ( olhem que isto é fina ironia!!!) - que o problema e os culpados identificados, basta mandá-los para Espanha... e importar os que se prepararam do lado de lá da fronteira "quebrada"...
Com uma tutela assim...
Entretanto, o senhor primeiro Ministro vai aparecer no telejornal com a Selecção Nacional de futebol, esses sim, façam o que fizerem são sempre os heróis...

Ainda estamos em Maio...


Exactamente, Maio! O céu veio carregado de cinzento claro e branco abafado num dia de temperaturas de Verão . As maias gritam de amarelo num campo de erva verde e alfazema. Umas ervilhas de cheiro cor de rosa trepam por um muro, esguias e espertas. Em S. Martinho do Porto , há décadas atrás, o perfume intenso das ervilhas de cheiro de cores impensáveis e variadas entravam pela Primavera dentro.
Há um jardim que vai ficar um mimo esta tarde!

Saturday, May 27, 2006

Caminhar

Não fui dar a minha voltinha à hora do costume , por causa do calor estival , mas, depois, as nuvens esconderam , pretenderam esconder o sol e eu achei que a temperatura estava óptima para caminhar! (Agora já não se diz passear, só caminhar- esta palavra implica, suponho, actividade, passear é de gente que não tem que fazer, então toda a gente faz a sua “caminhada” , ninguém dá um passeio…) Mas não estava, continua um calor de trovoada, espesso e irrespirável. Para cúmulo, embora ande a tentar minorar as marcas em bico e as riscas, resultado da exposição solar da semana passada, isto parece não ter conserto nenhum. Assim , ando numa angústia: não sei se devo cobrir o corpo todo desde a goela até às pontas das unhas, se andar “à Verão” toda fresca, correndo o risco de arranjar mais uma colecção de marcas tipo sol/sombra… Enfim , lá fui, mas não era eu a única, o que não sei se é bom se é mau, nas circunstâncias: à minha frente, um homem, a mulher e a vizinha. Não sei se andavam a conversar passeando se a caminhar conversando. Cada um com o telemóvel na mão, o que é fantástico… Fantástico não poderem prescindir do telemóvel enquanto vão ali e já voltam. Pus-me a pensar que assim é mais prático. Poupam o trabalho de ter que explicar por que razão não trazem com eles ou não têm telemóvel. Ninguém se convence que uma pessoa normal pode ter optado por não ter telemóvel. Como pode ter optado por passear em vez de caminhar. Pode ainda ter organizado tão bem a sua agenda profissional ou outra que tem tempo para tudo, em vez de andar em stresse , mas , nesses casos, também não é normal : Normal é querer fazer em 24 horas o que nunca se faria em setenta e duas horas para andar a correr e , como é de bom tom, dizer que não se tem tempo para nada, que nunca se senta para nada, que não pode esperar por isto ou aquilo, que , por isso mesmo, tem sempre desculpa para chegar com atraso a todo o lado… Também ninguém se convence que uma pessoa normal opte por não ter filhos ( claro que tudo se avoluma e as razões ainda são de um âmbito mais misterioso e escandaloso se se tratar de uma mulher, para os homens inventam-se muitas vezes razões mais nobres para os mesmos actos e atitudes) , opte por não casar, opte por não ter carro, opte por uma vida diferente e escolhas diferentes dos quase todos os nove milhões…daquele país com população igual a S. Paulo, Brasil…
Estas reflexões são produto do calor de trovoada: também ninguém me mandou andar a caminhar ( caminhar é a palavra do tempo da minha avó!!!) a uma hora destas, devo ter ficado com os miolos fritos… Para a próxima, vou antes passear mas pela fresca, e, se alguém se escandalizar por eu andar a passear em vez de caminhar, …continuo simplesmente a passear…

Monday, May 22, 2006

O "papão"

Em todas as épocas pairam sombras sobre os povos, como os “papões” com que os pais ( creio que eram mais as mães!!!) de antigamente ameaçavam as crianças que não comiam sopa: neste momento, como se não bastasse o aumento contínuo do preço do petróleo, um “papão” lançado ( muito provavelmente com razão) pela Comunicação Social – o petróleo vai mesmo desaparecer …

C'est la vie!!!

Fim de semana: viagem até perto da capital, “bênção das pastas” da I., o que me valeu uma insolação: estou com umas marcas lindas nos braços e decotes ( frente e costas) para ir até à praia… um dia destes e fazer um sucesso. Jantar em Lx, no sábado, com a pessoa do costume com conversas já ditas ao telemóvel mas que se recuperam para os pormenores e para acrescentar as nuances dos gestos e das expressões faciais e outros temas , livros, filmes, fotos, pessoas, selecção nacional, quer dizer a selecção, comidas, bebidas, férias, viagens, entre muitos mais temas de maneira que o tempo corre e é sempre curtinho…e depois, no domingo, umas voltas perdidas pela CREL e CRIL e portagens e mais portagens e mais um almoço, esse sim que me enche o coração, conversa sem parar entre garfadas de peixinho que faz tão bem e não engorda e um vinho ou um fino à maneira, a fingir que podia ser sexta-feira, como dizem os outros na cançoneta e que o fim de semana está apenas a começar… Do regresso à base nem se diz nada… que se diz a uma pessoa que está no Hospital e que parece não ir de lá sair tão cedo? “Que tal?” como se nada se passasse? “ Como está?” como se não soubéssemos que bem não pode estar!!! “ Está bom? “ que parece que estamos a gozar com as pessoas? Fica-se para ali sem jeito, a pessoa cansada de tudo, de não poder respirar bem , de tantos tratamentos, de não perceber bem. Sem comentários.
Hoje de manhã é que percebi que a insolação é que foi um disparate , porque o tempo aqui até arrefeceu , quer dizer, não foi o tempo que arrefeceu , acho que foi mais a temperatura que baixou…
A inspiração está atrofiada… C'est la vie!!!

Tuesday, May 09, 2006

Hoje não se trata de D. Sebastião!


A jornalista da Televisão espanhola anunciava a segunda parte de um debate: iria ser discutida a polémica sobre o Código Da Vinci de Dan Brown. Aproveitou para perguntar aos convidados daquela primeira parte, dedicada à política actual espanhola em 59 segundos ( que dá nome ao programa) cada intervenção uma opinião breve sobre o livro. Todos jornalistas, uns mais conservadores, outros mais PSOE ( partido socialista espanhol) , tudo ( seis) gente formada e informada. Pois apenas um tinha lido o livro, como se eu acreditasse numa coisa dessas, mas os cinco deram palpites rápidos, é certo, sobre o estilo do autor e sobre o conteúdo da obra. Aquele que ficou em minoria ( também se pode dizer minoria absoluta para dizer que ficou ali solito?) mostrou-se algo desconfortável por ter sido apanhado em falta ( ter lido o livro , que malandro!) , mas não pôde livrar-se de dizer duas palavras, com a desculpa esfarrapada de não o ter lido porque, precisamente hoje, saía numa revista e, com direito a capa, uma matéria da sua autoria sobre o assunto… E o homem até se divertiu a ler o livro. Aliás, não sei por que razão a Opus Dei e etc. andam tão enervados com este livro , livros afins e o filme que não tarda aí, se não se cansam de repetir que é uma obra de ficção… Que terá uma obra de ficção que faz andar tanta gente aos pulinhos nervosos? Há pessoas mesmo tacanhas, que não têm confiança nem fé ( que é tão usada para tanta barbaridade…! O que se tem feito pelos tempos e por esse mundo, à conta de uma fé , seja lá qual for!) nem em si próprias, o que nem admira nada: pessoas há que ainda acreditam que os judeus ( actuais) estão a sofrer, sofreram e hão-de sofrer não se sabe se até à eternidade, por tudo o que fizeram há … dois mil anos …??? Não sabem o que é tudo, mas deve ter sido terrível… E se se lhes diz que , mesmo que há dois mil ( ou antes?) tenham praticado esses actos tremendos de expiação sem fim à vista , Deus ( em que os Católicos acreditam!?) não pode ser, não é um Deus vingativo, é um Deus de Amor e de Perdão, respondem que Deus também é juiz… Neste ponto da conversa, uma pessoa tem que se desviar e ir arejar: assim não é possível discutir! se Deus é juiz e ainda está a castigar pessoas por actos de há dois mil anos, deve ter uma memória muito selectiva e faz uma justiça muito injusta… só castiga judeus, aqueles que, ainda para cúmulo, desde há tanto tempo, adoram um Deus único…e mais a descendência toda. Podia também aproveitar para castigar os povos todos anteriores a Cristo ( aqui é que está o busílis!!!???) que também não tinham crença nenhuma neste Deus-Juiz e até adoravam deuses , muitos deuses …Podia também lembrar-se de castigar os assassinos e todos os criminosos que se pavoneiam à face da terra como se nada … Já agora que castigasse apenas os criminosos e não alargasse o castigo aos filhos, aos netos, aos bisnetos, aos trinetos…durante gerações e gerações… Parece mais uma prática estalinista.
Nota final: Que terão feito os portugueses para viverem sempre em crise? Devem ter feito qualquer coisa…p’ra aí há mais de mil anos… digo eu!

Monday, May 08, 2006

......sim?...


Chegou uma encomenda pelo correio! Eu não chorei. Senti uns braços de filha-criança-mulher à minha volta tão bons , tão doces, tão quentes que o meu coração só se embaciou de emoção um bocadinho… e formou-se um nozinho na garganta que tive que respirar muito fundo para poder falar… quer dizer: estou a disfarçar de tão emocionada, porque mal pude dizer uma palavra…

D. Sebastião

Li um artigo no “ Público” sobre o D. Sebastião. E li-o com imensa vontade de rir. O fim de D. Sebastião foi demasiado trágico para dar vontade de rir. Mas este rei leva-me não só até Alcácer-Quibir que nem sei bem onde fica e até àqueles tempos de 1578 e às aulas de História da 4ª classe e às do Liceu (com aquela listinha de pretendentes ao trono que acabava por caber a um terrível Filipe vindo lá de Castela que parecia o fim do mundo e, afinal, o homem tinha todo o direito do mundo , mas não era isso que nos ensinavam) mas também à minha – dos tempos da Faculdade - amiga L. da Tocha. Amiga com quem partilhei casa, ou antes, ela é que partilhou a nossa , com quem estudei horas sem fim para os exames nas ruazinhas do Jardim Botânico, em Coimbra (Coimbra do Choupal ainda és capital…) , a quem perguntava as datas todas daquelas peripécias históricas que ela me relatava, com quem aprendi quase de cor os livros de História da Cultura Portuguesa , de tal maneira que , depois da frequência, fomos chamadas ao gabinete do Professor que ele pensava que tínhamos copiado…pelo livro e não uma pela outra… ( tínhamos pela casa frases completas e complexas daqueles pensadores que metemos na cabeça até hoje nem sei como) . Acompanhei-a na despedida do namorado (que havia de ser seu marido por um tal dia vinte e quatro de Dezembro e ainda hoje é) na Estação Velha e que , por esses tempos, partia para a Guiné. Ela ajudou-me a escolher o tecido para um casaco comprido , o primeiro que comprei com o meu próprio dinheiro, quando comecei a trabalhar… E tantas outras recordações vão desfilando no fio da memória… Conclusão: durante aqueles anos éramos quase inseparáveis e entendíamo-nos às mil maravilhas… Até que… ( claro que não foi este episódio que nos separou, a nossa vida é que tomou outros rumos , mas…) … até que… apareceu o D. Sebastião… dizendo melhor: ele não apareceu; ao que se sabe , ele foi para Alcácer-Quibir e nunca mais voltou. Mas, naquele dia, apareceu entre nós, meteu-se na nossa amizade, houve discussão e amuos… E a mim só me dá e só me deu vontade de rir: ela lá estava, com a sua inseparável lima a tratar das suas unhas, e pediu-me para lhe perguntar, como tantas vezes: “ Vê lá se eu já sei isto ( eu disse-lhe muitas vezes que também havia de ir fazer as frequências com ela , acabava por tirar dois cursos de uma vez…) “ e “isto” era aquela tragédia do D. Sebastião e ela a contar, a contar , a contar e eu a ler nos apontamentos que ela estava a dizer tudo certinho e eu a “ver” aquele jovem com a “flor” da nobreza e mais todos os outros a tombarem a eito naquela terra longínqua e a ver a ameaça dos Filipes e a perda independência … e não me contive: “o D. Sebastião era louco!” Eu não sei o que ela agora pensa do assunto, mas sei que, afinal, mesmo entre os estudiosos deste rei, uns acham que ele foi um herói, outros acham que ele foi um louco, embora eu perceba, neste tempo que nem tudo é preto ou branco, há sempre umas nuances, uns matizes, umas pressões de muitos lados e ele era novo e tal, e, quando uma pessoa é jovem comete muitas loucuras, embora não sejam tão radicais como as de Alcácer-Quibir, acho eu, mas , enfim , a minha opinião era legítima e , embora a ideia da liberdade de expressão ainda não estivesse afinada ( estava quase quase quase!!! ) , eu tinha todo o direito de ter aquela opinião. E eu, sinceramente… aquilo era só um comentário, tão simples, assim, de passagem , para aliviar aquela monotonia de estar a ouvir os seus esquemas e as suas anotações ditas em forma de texto oral, para despejar na frequência, achei que nem sequer ia merecer uma interrupção daquelas! uma interrupção? Uma excomunhão, ela ia-me excomungando … não sei de onde , talvez da História, do quarto, da casa, da vida dela possivelmente. Uma igorante era o que eu era, um rei assim com uma visão tão extraordinária ( tão extraordinária que ficou para lá morto! – bradava eu , depois de ter sido apanhada de surpresa por aquela enxurrada de epítetos, todos sinónimos de ignorante) , que queria expandir Portugal e porque assim e porque deixa e porque também. Então , achei aquilo ridículo : o reizinho, tão novo, tão enfeitadinho naquelas roupas do retrato , que nunca mais voltou da sua heróica façanha ( eu até gostava do retrato, ele até se cognominava “ O Desejado”, o que é muito bonito e achava um desperdício aquela morte e as outras tão estupidamente e até gostava das lendas, do mistério , as manhãs de nevoeiro) e nós ali a discutir como umas tontas … desatei a rir às gargalhadas , e ainda hoje , o D. Sebastião me dá vontade de rir, porque penso logo nele, neste episódio. Ela é que não achou piada nenhuma, expulsou-me do quarto ou eu é que me pus a andar, porque não tenho grande habilidade para discutir durante muito tempo… Durante uns dias, fui dispensada de lhe fazer perguntas sobre a matéria que ela continuava a estudar afincadamente.
Depois, voltou tudo ao normal: amigas como dantes.
Nunca mais se falou do D. Sebastião.

Ainda era O Dia da Mãe...

A mulher pequenina e decidida ajudava o marido a estacionar o carro. Ele berrava lá de dentro sem atinar com as voltas a dar ao volante. Se calhar já não tem idade nem paciência nem reflexos para conduzir… Saíram umas pessoas do café a acalmá-lo. Por fim, lá conseguiu estacionar. Entraram e dirigiram-se a uma mesa do restaurante. Ele , de idade de ser avô muito avô, lá da sua altura alta, insultava-a. Ela sorria, semi-escondida de vergonha da situação ou dele ou da vida ou de si…Pediram um prato de bacalhau. Engolimos um travo amargo com o café e saímos, cabisbaixos. Um dia destes, vai haver um acidente!

...Serpente, disse ela!

Lido entre o dia vinte e nove de Abril , (este de agorinha, do fim de semana de praia e sol e calma e mar e companhias especiais, Dia de Mãe e Dia de Filha unidos ambos num laçarote de prenda muito particular) e o dia 7 de Maio… Estas palavras ficam escritas à margem da obra de Faíza Hayat, “ O Evangelho segundo a Serpente”, autora descoberta ao ler a Revista Xis que acompanha o “Público” de sábado.

Sunday, May 07, 2006

Dia da Mãe outra vez ...


...porque o Dia da Mãe ( os brasileiros dizem Dia das Mães) é hoje e mais 365 dias ou 364 conforme os casos e das Filhas também... estas cerejas são em tua honra...

Dia da Mãe ( nº 2)


Logo de manhã, recebi um querido telefonema pelo Dia da Mãe nº 2… Lá por Torres Novas, duas meninas divertem-se a conhecer recantos de Portugal. Devíamos passar a fazer os registos dos nossos passeios com uma foto e anotações a acompanhar…tipo fichas de viagens ( não se fazem fichas de leitura? Pois então….) Adiante: uma pessoa fica com o dia cheio assim a ouvir a voz de uma filha. Então, eu telefonei à minha Mãe que foi também viajar por paisagens de Trás-os-Montes com o Pai, toda animada. Em seguida, partimos para o almoço com a Mãe do J. Quando chegámos, andava toda divertida, encarrapitada na cerejeira a apanhar cerejas , todas vermelhinhas e apetitosas.

Saturday, May 06, 2006

Sem palavras...


foto sem relação com o texto!!!


As folhas das árvores verdes e tenras agitam-se num ritmo de baile lento e cadenciado. Já fui dar a minha passeata “solita” comme d’habitude naquela marcha a velocidade média, esta tarde debaixo de sol agradável com a música francesa do costume a cantarolar-me aos ouvidos… Regalei-me com o duche e , em seguida, com mais um episódio de CSI…entre os afazeres domésticos e umas viagens pela net e uns arquivos de fotos, assim se vai escoando o tempo…enquanto outras pessoinhas andam por Torres Novas não sei bem a fazer o quê, além de se encontrarem com a titi…

Friday, May 05, 2006

enfim!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Os alunos com mais de quinze ( segundo ciclo) que estejam para reprovar vão fazer exame ... para passarem ( estas duas últimas palavras são da minha autoria)... Ainda alguém me há-de explicar como é que alunos nestas condições que não conseguem passar de ano com todas as ajudas dos Professores e das leis fazendo testes e trabalhos e participação nas aulas ( sim! que a avaliação é contínua...) de matéria bem determinada, conseguirá aproveitamento num exame que engloba a matéria do quinto e do sexto anos das disciplinas todas ... excepto Educação Física e Educação Moral e Religiosa Católicas , vulgo Moral...também não sei porquê... Mais: mesmo que não haja nenhum aluno interessado em se auto-propor, as matrizes e as provas têm que se fazer... dantes, uma prova feita a nível nacional , este ano, uma em cada Escola... Também me custa a perceber como, ainda assim, ainda há quem reprove... Devem ser os mais distraídos...do planeta...
Mudando de assunto, também descobri hoje que as obras que pretendem evitar que os automóveis andem para trás e para a frente na zona de peões ( Praça Velha e arredores) são provisórias até as pessoas perceberem que aquela zona é de peões - as pessoas não sabem ler os sinais , além de já se terem esquecido do tempo da realização das obras, portanto, é preciso colocar-lhes obstáculos... de grades ou de betão que , daqui a algum tempo vão ser definitivamente (!) trocados por outros ... Quem vê isto, pensa que afinal não estamos em crise ... ou confirma que a crise é só para alguns... Num corredor para automóveis ao lado direito da Sé , pespegaram umas manilhas tremendas ( parece que também provisórias!!!) que encheram de areia e onde plantaram umas árvores... Colocaram igualmente no início da Rua direita uns matarruanos duns bancos de pedra horrorosos... e diz quem sabe que aquela linda (!!!) obra foi arquitectada por um arquitecto de renome... o Sr. Arquitecto devia ser obrigado a andar naquela praça num dia ( ia a dizer manhã, só que aqui, no tempo dela, a geada mantém-se durante parte do dia à sombra) de geada... Ia perceber que tal obra não é adequada para estas paragens... também adoro as ondas... não, não estão pintadas... a praça é que está às ondas...de pedra... Mas eu não percebo nada de arquitectura... isto é só falar por falar...

Wednesday, May 03, 2006

Dia da mãe e dos anos num só ... fim de semana...tão lindo!!!

Desataram-se umas trovoadas loucas por quase toda a Ibéria…Como tomei um valente calmante natural no fim de semana passado, que incluiu o 1º de Maio, estas incongruências de um tempo mais quente do que o hábito para a época deixaram-me completamente indiferente: aproveitei até para não andar de guarda-chuva e fiz um enorme sacrifício para fingir que estava muito aborrecida por andar à chuva. Isto sempre para evitar aquela frase que ouvi em tempos idos em que passeava calma e descontraída pelas ruas da cidade sem quase gente na rua e me perguntaram o que andava eu a fazer feita maluca sozinha à chuva… Até ia ficando traumatizada, se calhar, até fiquei porque nunca mais me esqueci, mas nem havia razão nenhuma para tal , porque nem andava feita maluca , pois sabia o que andava a fazer – andava à chuva a passear, se é que ainda não se percebeu - e nem andava bem à chuva, porque trazia um capuz…
Mas eu quero falar é do fim de semana…lindo de sol de calorzinho bom e o mar ali em frente aos olhos era só levantar os olhos e ele ali estava até nos lembrámos daquela exposição de Serralves sobre o mar tanta foto sobre o mar não me lembro é do nome do fotógrafo o que é pena ( não coloquei pontuação – foi de propósito para se perceber que estes pensamentos nos ocorreram assim seguidinhos sem pontuação nem nada cada uma acrescentando a sua lembrança) e a areia ah a areia estava tão boa para se passear até lá longe quase até S. Pedro de Muel também não fomos até lá porque não me deixaram ahahahahahahahahahahahahahah estava mesmo apetitosa na segunda até havia barquinhos barcos de pesca a sério com pescadores a sério a cortar as ondas as águas com uma perícia de experiência feita e havia um barzinho arranjamos sempre um poiso antes de almoço só não brindamos de todas as vezes pois quando se vai conduzir não se bebem bebidas alcoólicas e portanto não há brindes só desejos interiores e também se bebe um suminho de acerola e a bem dizer brindar com acerola uma vez tem piada mais não sei não; podia o martini não concordar com a companhia isto tem que se ler como os livros do Saramago ( ele disse uma vez numa entrevista que aconselhara um amigo que não entendia nada do que ele escrevia que lesse em voz alta: é o que eu proponho neste momento lê em voz alta que pode acontecer que não percebas nada na mesma) e os almoços que são sempre aquela aventura a primeira vez a espera e nunca mais lá voltamos e depois aquela pessoa que nós sabemos já no seu domínio como se vivesse ali de toda a vida e no final o dono do restaurante já a tratá-lo pelo nome “ó sr. G. obrigado e desculpe a demora” – neste momento, estás na CEE o que é uma novidade muito grande !!! – e depois as tardes cada um a fazer o que lhe apetece a repor baterias a andar na praia a dar umas braçadas na piscina a comprar biquinis na loja acabada de abrir a apanhar banhos de sol ai se demoravam mais tempo ficavam feitas lagostitas o que vale é que chamavam ( ainda bem pois chegavam entretanto os iniciados da Maia cheios de energia) para a hidromassagem e o banho turco tudo experiências radicais para alguns e os jantares ficava-se a olhar para aquele buffet e já os olhos comiam as cores e a abundância ah e aquele pôr do sol que não registámos nos appareil photo que mal feito tão lindo tão ele tão pôr do sol…e o almoço para nos despedirmos do mar ali numa mesa enorme viradinhos para a praia a meter as imagens na cabeça para em qualquer momento irmos buscar e juntarmos às de Braga, Lisboa, Cabo Verde, de Portimão, Vagueira, Miramar, S. Martinho do Porto, Salgado e outras tantas tantas tantas tantas sobretudo se estás tu acrescenta as que quiseres porque estou a ficar embriagada não propriamente das sangrias, das bons vinhos, das aguardentes ou dos portos brancos mas de tanto mar…tanto mar…mar…que não me canso de olhar…
Nota importante: estás à vontade para escrever um comentário…
Outra nota importante: não estou louca - o Dia da Mãe ainda não foi ( no calendário), mas para nós já, e volta a ser sempre que nos der na cabeçorra... O dia dos anos é que foi antecipadito o que foi um exagero , mas como é dia de trabalho...foi muito melhor assim...ó não!!!???

Saturday, April 15, 2006

Semana santa

Estou a escrever " semana santa" e a pensar que , para a maior parte das pessoas, esta expressão é ( está) desprovida de qualquer sentido, é daquelas expressões que se dizem por dizer , já vazias do seu primeiro conteúdo... creio que os turistas portugueses e outros que se passeiam dentro e fora dos seus países só lhe atribuem um... sentido: férias, fim de semana prolongado e sinónimos...especialmente os "nossos" deputados que acabaram por meter água: não combinaram lá muito bem aquela história das faltas na quarta-feira passada, quer dizer , não combinaram nada, podiam ter combinado que era um dia corriqueiro, normalzinho SEM votações, pois , caso não tivesse havido votações, não tinha havido necessidade de quorum e , assim, ninguém tinha dado conta de nada... Claro que , além de lhes cair tudo em cima ( e eles ralados com a sua família bem sossegados na praiinha da praxe a bronzear...) , a Comunicação Social acaba sempre por atacar todo o bicho careta e creio que têm sempre na manga aquela peça sobre o número de dias que cada um dos portugueses trabalha que são sempre pouquíssimos ( ainda não percebi por que razão o país já não fechou por falência dado o tão apregoado pouco tempo de trabalho por ano...) , contam logo os feriados e acrescentam-lhes as "pontes" e fazem umas contas rocambolescas que eu fico sempre "bouche bée" e penso logo em telefonar para todas as televisões ( depois dá-me a preguiça ou o comodismo ou seja lá o que isso se chama e não telefono) , mas, desta vez que eu ia mesmo telefonar, pararam a tempo, quer dizer , ficaram só pela contagem dos feriados em Portugal...não acrescentaram como é hábito que nos outros países é assim e assado e por isso é que os seus países e a sua economia e etc. vai de vento em popa, mas arrependeram-se, de contrário, desta vez, ia dizer-lhes que se informassem melhor, que só na vizinha Espanha têm mais feriados que eu sei lá...e , em cada feriado, acoplam-lhe sempre umas tantas "pontes" e parece que não acontece nada de mal à sua economia...ele é feriado do Dia da Bandeira, do Dia da Constituição, do Dia de S. José, do Dia de Reis , mas entretanto gozam também o do Natal e o do Ano Novo, e todos os feriados religiosos que nós por cá celebramos, claro! e na Páscoa estão toda a semana de " vacaciones"... Ah ! ainda alguém se lembra de que já foi feriado no Dia de Reis? ... Agora vêm dizer-me que estou a sonhar, eu acho é que as pessoas se esquecem de tudo muito depressa... ou então tenho eu uma cabecinha que não se esquece de nada... também é isso... Como é que sei? Porque vejo as notícias de " nuestros hermanos", aliás, desde que o António Mega Ferreira escreveu na " Visão" de 6 de Abril de 2006 e transcrevo " Que me dá a mim que uma criança nasça em território espanhol ou português, desde que nasça bem , sãzinha e rodeada de todos os cuidados?", eu penso que tem razão... " ... que me importa a mim para onde mandar as crianças à Escola, pôr o dinheiro no banco, cuidar da saúde, pagar os impostos, ir passar férias etc. etc. etc. etc. etc.. se em Espanha os professores tratarem bem das nossas crianças os bancários tratarem bem do nosso dinheiro os médicos tratarem bem da nossa saúde os governantes usarem bem o dinheiro dos impostos e etc etc etc etc por que diabo não nos mudamos todos para lá?... onde até é mais barato comprar casa e carro, e a gasolina por exemplo? Nem se percebe porque é que já não fazem isso há mais tempo... Nem sabiam os espanhóis que era a sua obrigação: tratar dos portugueses...
Enfim! Isto tudo para dizer que algumas pessoas em algumas terras ainda se lembram de que a Semana é Santa, excepto lá para os lados de Olhão que, por causa de uma procissão - não sei os pormenores!!!- incompatibilizaram-se com o padre e andou tudo à " batatada", com uma devoção invulgar... E, para acrescentar que , por estes tempos de confissão e arrependimento, com os novos pecados inscritos no livro dos erros dos católicos, não se esqueçam de se arrepender das horas que passam a ver televisão sabe-se lá a ver o quê..., a navegar na net sabe-se lá fazer o quê ou a ler jornais em excesso que publicam por aí umas notícias terríveis...
E atenção, que , com o aparecimento do Evangelho de Judas, pode haver muito boa gente que pode querer estudar mais os Evangelhos , este e os outros todos que nos foram encobrindo através dos tempos...
Remato: aqui , onde me encontro ( tive notícias de outras paragens, em lugares de outras procissões e está calor!!!) chove, o céu cinzento de semana santa !!!

Monday, March 20, 2006

Primavera ... início

Sal ( a foto não tem nada a ver!!!)


E no Sal,
que tal?...
que tal esse mar
essa praia, essa piscina,
esse crioulo, o deixa andar,
o descanso, o encanto,
o deserto, as miragens,
as paragens,
a serenidade,
a saudade,
as mornas,
a água sempre à volta,
aviões no ar,
gaivotas tontas,
areia sem fim,
gentes diferentes,
o ponche sem gelo,
as noites quentes,
os corpos dolentes,
o Sal...
Que tal?

Primavera


Chegou a Primavera, mas veio muito cinzenta e molhada: hoje fartou-se de andar à chuva...a Primavera!Eu sei que há gente a regalar-se no calorzinho dos trópicos...e que vai gostar de saber que escapou a este início primaveril...chuvoso...De qualquer modo, as árvores já andavam a anunciá-la há muito tempo...fora do calendário e, apesar da seca...

Sunday, March 19, 2006

País de língua oficial ... o português!!!



Sim! Enquanto há pessoas a viajar por um certo país de Língua oficial ... o português, outras limitam-se , o que não é nada mau, diga-se de passagem, a ir até Valhelhas almoçar ao SOADRO... Para registar o momento, porque a vida é feita de pessoas e de lugares e de momentos, fixa-se aqui o rio Zêzere, afluente do Tejo ( para não haver confusões e para se perceber as voltas que este rio dá...), a montante e a jusante da ponte filipina... não é bem o oceano Atlântico de que alguém está rodeada de todos os lados, mas tem a sua beleza...

Saturday, March 18, 2006

para quem vai de férias...


...para terras quentes, deixando para trás preocupações do trabalho e o tempo de chuva...

Saturday, March 11, 2006

Pontes...





Então lá vais ( sim, tu!!!) para a cidade das pontes...

remember!!!



In Visão de 9/3/2006, vem do século passado a imagem-memória de tempos idos - a cozinha da minha avó!!! o sabor do café feito sobre as brasas no caçoilo de barro, o cheirinho da broa acabada de cozer, o arroz do forno e o anho assado, o "basulaque", a família toda, o calor abrasador, a água da levada a correr à porta e nós a refrescar os pés e a aquecer a alma nos risos sem tom nem som, a cor do milho a secar ao sol na eira de pedra, o avô a virá-lo pacientemente com o ancinho, os homens a arrecadá-lo numa pressa, à chegada de uma chuvada intempestiva de Verão, a água tão fresquinha da fonte no cântaro de madeira trazido à cabeça pela avó num misterioso poder de força e equilíbrio sobre a rodilha, por aqueles caminhos estreitos semeados de pedras e sinuosidades, as sestas ( que ora fazíamos ora aproveitávamos para brincar na semi-obscuridade da casa silenciosa na hora de maior calor ) , a espera pelo carteiro , que se fazia anunciar por uma pequena corneta) , à porta do Sr. Joaquim Alfaiate, o apsseio diário até ao miradouro das Gravotas para ler o jornal com o pai, as ovelhas a pastar ( ah! boneca!!! gritava o avô) nos Pensais, os porquitos na corte, as noites de contos a olhar para as estrelas com o avô, o espanto das primeiras luzes eléctricas do outro lado do rio, em Resende, vistas da varanda lá de cima, alguém a desenhar o alfabeto grego no silêncio da mesa grande, as uvas mouriscas, colhidas, às escondidas ( ou nem por isso) de uma das janela de guilhotina da sala, as uvas cor de rosa à beira do caminho, as ramadas, os canaviais onde nos escondíamos se o almoço não agradava, a voz mágica da avó a ecoar pelas quebradas " Manueeeeeeeeeeeel ó Manueeeeeeeeeeeeel ..."

Wednesday, March 08, 2006

Que beleza, hem?.......

já vem aí?... a primavera?


É que , se já aí vem ( a Primavera), então eu vou ( diz a plantinha) dar uma espreitadela a ver o tempo... e, se me agradar já fico aqui a gozar o sol ...

Saturday, March 04, 2006

já???


Sei de sítios que não da net em que , embora no meio de um imenso matagal, as flores teimosas de tão amarelas, floresceram ainda em pleno e frio Inverno e acho que não há direito, porque, por estas bandas, nem as flores das mimosas se atrevem a tanto... e outras ensaiam um amarelito envergonhado e transido de frio ... ainda está brrrrrrr tão desagradável que - parecem dizer...- vamos ficar aqui encolhiditas até ver...

4 de Março



Hoje é o dia em que, todos os anos, mesmo depois de tanto ( ou tão pouco?) tempo, recordo sempre com uma ternura intensa aquele rosto moreninho entre lençóis brancos e, como num clique, vêm à memória imagens e momentos de uma vida!!! … uma praia imensa, só para nós, de Verão e de Inverno, numa baía em forma de concha que vim, mais tarde, encontrar, com espanto, nos livros de Geografia… um livro pequenino, fininho, maneirinho que ainda hoje possuímos que falava da vida do José do Egipto e de sonhos, muitos sonhos misteriosos, .. as fugas para ver a Amália cantar o fado numa televisão, a preto e branco, outro objecto encantado na época, que até se via perfeitamente uma mosca passear no xaile da fadista, …a mudança da praia para a terra, no interior junto ao Douro, gelada, no Inverno de neves abundantes e com um pão de sabor estranho, e de laranjas doces no Verão ardente , … as cambalhotas no ferro do portão da D. Emilinha, …o nascimento da mana mais nova, outro mistério cheio de silêncios e deslumbramentos, … e outra mudança e novas vivências … tantas mudanças e lembranças e vivências diferentes que devíamos ter ficado traumatizadinhas de todo, à luz das psicologias actuais, e nada , cá andamos inteiras por estas andanças da vida… até sobrevivemos aos exames ( alguns até repetidos pela morenita, devido à esperteza de jovens “ inteligentes” de esperteza saloia , por casualidade da terra onde agora vivo, que roubaram e venderam uns tantos exames) e – concluo, por hoje, estes “ recuerdos” com esta nota pitoresca que o dia tem tido o céu bastante cinzento e de “cinzentura” as fotos chegam - … recordando aquela noite de piquenique de suspiros grandes lindos e dulcíssimos em que nos embebedámos de risadas abafadas e de chá sem açúcar …
Ah! Também ninguém acredita – como a memória é curta e o tempo passa depressa ou vice-versa!!! – que este dia foi já feriado nacional para comemorar a data de nascimento do Infante D. Henrique , o da Ínclita Geração …

Tuesday, February 28, 2006

que tempo...




... um momento ... se pode guardar... ou esquecer...

Saturday, February 25, 2006

o tempo ...


Qual tempo? o tempo do Carnaval... pelas minhas bandas está assim... bom para alguém se regalar com uma boa lareira ... no aconchego... na calma e tranquilidade...
é , aliás, um tempo que não está para Carnavais... mas há sempre quem insista...

Wednesday, February 22, 2006

"A minha pátria é a Língua Portuguesa" dizia o poeta

E , como se não bastasse este atropelo contínuo aos meus direitos de trabalhadora no ensino a caminho dos trinta e três anos de serviço …foi preciso chegar a esta idade para ( aos 10 anos in Vinhais, Vila de Trás-os-Montes lá longe no ciminho do mapa meias portas com o país “hermano” decidi que havia de ser professora de português e francês e, nesse tempo, com apoio e sacrifício de todos , consegui e continuo a ser apenas de português e gostava , gostava tanto…gostava … ainda gosto, só não gosto da escola, odeio ir para a escola, já nem posso ver a escola nem a biblioteca nem a sala de informática nem os corredores onde passo horas perdidas da minha vida) me dizerem de quadrantes vários que sou uma malandra nunca trabalhei nada que se visse e que tinha que ficar de castigo seja lá onde for com os alunos uns quaisquer é só esperar pelo leilão quer falte o professor de música de moral de educação física de físico química de matemática e depois ficar exausta e triste e sem voz já nem sei se se anda a ressentir mais a voz ou a alma; não, mesmo assim, com o risco de ficar sem pio, a alma anda muito mais danificada… Dizia eu: como se não bastasse este atropelo contínuo aos meus direitos de trabalhadora no ensino a caminho dos trinta e três anos de serviço, agora parece que vem a caminho outra invenção por mãos do ME e Associação de Professores de Português e a Gramática de Lindley Cintra e Celso Cunha parece que vai ter que ser deitada para o lixo – isto a propósito da TLEBES leia-se Terminologia Linguística para os Ensino Básico e Secundário e leia-se também a opinião de Maria do Carmo Vieira in Público intitulado “ Até quando abusarão da nossa paciência? “ não sei a data – e , em vez de se investir mais no ensino da leitura e escrita e interpretação que até as comissões do estudo do sucesso da matemática dizem que o que faz falta é saber ler e interpretar (mas creio que interpretar está fora de moda há tantos outros interesses para além da interpretação…basta ter Internet na escola o sucesso está garantido…) vai chegar a nova invenção já me repito parece que também estou a endoidar que é esta terminologia nova e não tarda os alunos não vão saber quem é Luís de Camões nem Os Lusíadas que é muito chato mas vão saber – estas informações visam uma certa pessoa que me lê na capital – que os adjectivos qualificativos vão ser “subdivididos em adjectivos de possibilidade , e adjectivos derivados de uma base verbal e que podem ser parafraseados pela expressão que pode ser Vpp, sendo Vpp para a forma do particípio passado da base verbal derivante” e adjectivos relacionais … Estes exemplos foram retirados do artigo referido mas há mais muitos mais ( podem ser lidos na tal TLEBES) quantificadores, nomes contáveis, não contáveis , humanos e não humanos , animados e não animados, quer dizer vai ser uma animação … se nos dias que correm já é uma vitória que os alunos identifiquem substantivo ( até tinha passado a ser nome para que as crianças não ficassem traumatizadas… e agora…) e adjectivo sem hesitação , com tanta variação não sei não…eu acho que isto vai ser uma moda e enquanto sim e não vai andar tudo às aranhas com muita acção de formação …Eu já decidi. Lembram-se da moda da gramática generativa e das arvorezinhas tão lindas? Eu ignorei…é o que eu pretendo fazer…com as TLEBES , TLEBE para ti também…
OK abusei dos parêntesis e engoli muitas vírgulas mas quem quiser entender-me entenderá assim mesmo…
Ah ainda me ficou só mais uma dúvida: as gramáticas vão ter que ir mesmo para o lixo isto é tipo algum índex da Inquisição? ( em todos os domínios da vida não " se deita nada fora", aprende-se mesmo com os erros... mas parece que a nível da língua e da gramática, em Portugal a soberba é tanta que se quer arrasar tudo para construir de novo não se sabem bem o quê...) E – só mais uma duvidazita que a terminologia nova é clara como a água… turva como aquela que corre ( corria) nos rios quando há ( havia) uma tempestade violenta – os dicionários , aqueles que referem que água como sendo s. f. substantivo feminino vão ser todos atirados para o lixo também? Vão elaborar novos? como vai ser água? vai ser um substantivo contável ou não contável , animado ou não animado? E a água que corre nas torneiras que é contada no contador da empresa das águas já é contável? E se estiver parada num tanque é não animada? E se correr numa catarata? Já é animada?
Disse o poeta " A minha pátria é a Língua Portuguesa" não disse nada sobre a TLEBES ...
Ah só me falta acrescentar por agora que parece que um dos dois maiores anseios dos pais de crianças e jovens deste país: que eles aprendam estas novas TLEBES... a outra grande e profunda ansiedade é que os seus filhos, tenham eles seis anos, em particular estes, ou dezoito passem trinta e cinco horas na escola ... leram bem: seis anos , uma criança , trinta e cinco horas ... e mais disciplinas... eu ouvi isto ontem num programa da DOIS dito na maior das calmas por um senhor do PS...

Monday, February 20, 2006

é a vida!!! triste...

Num certo pequeno país acontecem coincidências engraçadíssimas: sempre que há uma greve dos professores ( o caso de hoje) ou de outros funcionários públicos, o governador desse país e/ou o vice-governador responsável ( alguns trazem uns urubus a espreitar atrás dos ombros) por esse sector desce do pedestal até ao povoado dizer que está tudo uma maravilha tudo é exemplar os trabalhadores alguns velhos do restelo desmancha-prazeres é que não sabem nada de nada ovelhas ra(o)nhosas a estragar o modelo tão perfeito ignorantes a queixar-se que o modelito é inútil pouca vergonha que chegam ao fim do dia e estão exaustos nem sequer já rendeu o trabalho com os seus próprios alunos e tão irresponsáveis que até ficam afónicos os tolos a preocupar-se com alunos que nem são os seus tão tolos tolos tolos que andaram anos a fio a não faltar ou a faltar o estritamente indispensável ou por doença e agora toma! levas com as aulas dos que faltam por circunstâncias várias é assim que é paga a dedicação pois claro... tolos tolos tolos.... que estão a ficar doentes de tristeza e angústia...chego a pensar que a ideia é essa matá-los de exaustão e angústia antes de chegarem à reforma ...
Notazita: Afinal, a creche vai estender-se aos alunos do secundário...lindo!!!

Sunday, February 19, 2006

recordar ...


... agosto , verão, dolce far niente...
uma miragem...

e da neve?


Uma pessoa foi debaixo de chuva-neve aos tordos - que era o último dia de caça e blá blá blá blá - ainda lhe disse que ia encontrá-los a trocar boladas de neve... para festejar ... ser o último dia de caça , claro!!!

e das rosas?


... E das rosas ... ainda não tinha falado hoje, pois não?

24 horas , o jornal!

Sobre o ataque ao jornal 24 horas silêncio de 24 horas vezes vários silenciosos dias...confrangedor , diz António Barreto , in Público de 19 de Fevereiro 2006... o medo anda a instalar-se... e , no caso , não há cartoons em causa... talvez se houvesse , já se tivessem ouvido vozes...para os condenar... que para os defender não é politicamente correcto... e de censura em censura... assiste-se a um silêncio terrível...parece que ninguém o ouve , mas depois, algum tempo depois, como sempre, será tarde...muito tarde...

Oh la neige la neige!!!


Et tombe la neige!!!
…… tão só uns tantos flocos para justificar a descida da temperatura …
e a lareira acesa a aquecer um dia cinzento… há dias, não parecia , mas ainda é Inverno…

Sunday, February 12, 2006

Galp em Espanha...

Óptimo dia para ir por aí fora até um lugar de Ciudad Rodrigo a comer o "cordero" grelhado com molho especial… e, à vinda, atestar o carro de gasóleo por menos 10 cêntimos DEZ / litro, o que equivale a vinte e poucos escudos por litro… nas bombas da Galp… não se acredita: só vendo os preços ali escarrapachadinhos – diesel 0.934, enquanto na Galp em Portugal estão escritos clarinhos como a água 1.064 euros…
Paragem em terra fronteiriça ( só se percebe que é ali a fronteira para quem não conhecia essas terras porque mantêm-se lá os mamarrachos de outros tempos para assinalar…) para um café , onde se lêem títulos de jornais alguns títulos bastante edificantes, tais como no Semanário de 10 de Fevereiro de 2006, aquele em que diz que Cavaco Silva quer José Manuel Fernandes para acessor( sic), não fui eu que escrevi tal palavra assim …sic significa que eu a encontrei assim tal e qual escrita…eu explico isto para não haver confusões… Acho é que foi gralha porque no texto aparece bem escrito assessoria , mas não se concebe tal lapso…
A propósito de jornais também vi no Independente um cartoon – esta palavra deve estar a ser dita e escrita como nunca!!! – a ocupar a capa… Creio que aí está tudo explicado sem palavras sem gritos sem violência sem ambiguidades – a Europa Portugal incluído está a deixar encurralar na Idade Média, mais precisamente nos tempos dos Actos de Fé Inquisição Santo Ofício que não tinham nada de fé nem de santidade era sempre foi sempre é e será sempre o money o poder … e , para se perceber quanto tempo se recua é olhar para essa primeira página e fazer as contas … o último acto de fé em Portugal ocorreu … há xis anos ( tempo do Marquês… esse) – “ou mais …” ( esta é uma private joke de família!!!) , estamos em 2006… voltámos então a 1800 e tal … afinal nem foi assim há tanto tempo… e já está tudo com saudades …
Também tenho que referir que, tal como in Visão desta semana Ricardo Araújo Pereira medita, afinal os habitantes de países lá longínquos conhecem muito melhor a imprensa europeia nomeadamente dinamarquesa que nós europeus, aliás , creio que até, a acreditar nas notícias, os próprios países que com a Dinamarca fazem fronteira não conhecia tal imprensa tal jornal ou mesmo tal país…as reacções da população daquelas longínquas paragens demoraram apenas APENAS quatro meses …( com a Internet as novidades chegam muito mais devagar a todos os pontos do globo) ao passo que à Alemanha , por exemplo só chegaram muito depois…que aqui há gato há…
Ah parece que estou em depressão não não estou nada ( aliás até vem um outro cartoon no Público acerca dos Professores que me deixou mais contente, só para eu saber que não estou só ao ver tanto disparate…), até esteve sol estive a ver mais um episódio do CSI e amanhã é outro dia …não digo outra semana que me lembro logo dele …de em certo secretário…

Thursday, February 09, 2006

animadores de creches

As nossas escolas - não tarda a moda chega às secundárias - estão a tranformar-se em grandes creches . E mais não digo . Ou digo apenas isto: a quem interessará que as nossas crianças e jovens não saibam pensar pela sua cabeça nem saibam organizar um simples momento livre ou a escolher autonomamente e em liberdade?
Ou quererão que fiquem de tal modo obtusos e animaizinhos bem destrados a pensar pela cabeça dos outros para fazer deles o que fez um simples homem em viagem pelo mundo árabe ( sendo o mundo árabe uma entidade que é tudo e nada e também é muito conveniente...) faz, acicatando contra o Ocidente gente analfabeta e sem formação e radical à espera de um pretexto qualquer ... um pretexto ... surgido de um facto que aconteceu há quatro meses...quatro meses... que é um dado que toda a gente esconde inclusive a comunicação social...
Então viva ... viva a creche que os pais pediram para os seus filhos dos três aos quinze ( quando não dezasseis , dezassete etc. etc.) anos... Viva! Viva! viva!

Monday, January 30, 2006

gelo...na alma

gelo...na sala nos pés ... pior...na alma...
acorda uma pessoa e pensa no suplício... muito má maneira de se começar o dia a semana e de acabar o mês
e assim vai arrastando o tempo arrastando a mente e o corpo pelas horas fora lentas e chatas chatas e lentas de estupidez e de tédio
nem já o sol anima
o sol que luz algum tempo eenfraquece devagar devagarinho pesado de branco
tão triste
tão frio
tão...

Sunday, January 29, 2006

...rosa ...e neve...


... e da neve... que anda a cair por todo o lado...

Não falei da rosa... da beleza da rosa...

Saturday, January 28, 2006

substituição

Escrevi estas palavras um dia destes a uma pessoa querida e penso que são dignas de figurar aqui mesmo. Ei-las:
aqui estou eu, de castigo com mais duas colegas de castigo na biblioteca , nem ponho aspas porque é mesmo assim ... os alunos , claro todos em aulas, ninguém na biblioteca até porque são quase horas de almoço e já está aberta a cantina, logicamente... Daqui se depreende o imenso êxito destas medidas para os alunos... Creio que é por estar tanto professor junto que vai haver mais sucesso, a sabedoria acumulada por metro quadrado deve ter algum efeito nos não sei quantos alunos de uma escola.. Logo, antes da minha aula de 90 minutos , vou ter mais 45 minutos , desta vez não na bibliotca mas substituição... se alguém faltar... vai ser outro sucesso .. aliás creio que o sucesso já é tão grande que todos os outros países a vão adoptar... para cúmulo nem sequer podemos sair de mansinho, mas não tarda nada que o faça , porque passámos ( excluo-me a mim e a alguns que isto de se generalzar é sempre perigoso) a ser todos bufos uns dos outros e vigilantes de horários e de faltas... quer-me parecer que a ideia também é essa, pois se a união faz a força, e, embora os lordes ( tinha escrito outra palavra , mas , como o Google anda a fzer tantas cedências por esse mundo fora, sempre é melhor prevenir...) dos gabinetes pouco saibam de pedagogia, sabem a da lei da selva e então conhecem a máxima 'dividir para reinar' e assim vão os investimentos na educação neste rectangulozito dito pelo poeta jardim à beira-mar planta... que já deito escola pelos poros todos pelos cabelos e pelas pontinhas das unhas...eu que há trinta e dois anos escolhi esta profissão convicta do seu valor , agora que me faltavam este mais três anos para a reforma ,em mais não sei quantos que agora me passaram a faltar ( nem quero pensar nesses anos todos para não desatar a chorar de tristeza raiva e frustração... são assim a as grandes políticas sociais em curso...) vou passar a ser conhecida pela velha das substituições de alunos com os quais não há tempo para criar empatia ou laços ou...por muito que os psicólogos cantem e saltem ... eu bem tento até " dizer umas graças" seguindo o alvitre de certa pessoa muito bem colocada mas os alunos não me acham piada nenhuma...fico é afónica e, quando chego às minhas aulas propriamente ditas... já nem tenho voz nem paciência e estou a chegar à exaustão..mais: além de ter que preparar as minhas aulas , tenho que prever tarefas para as substituições apoios recuperações and so on and so on...
enfim estão três graus abaixo de zero e o frio polar anda por aí, da neve só ameaças mas quem sabe? para já lareira acesa e música de Mozart... e esquecer tristezas a que se voltará segunda de manhã...
Para mais recebi ontem uma mensagem super querida da "do meio"... muito sentimental a pensar na vida... thank you

Saturday, November 12, 2005

zero graus

Zero graus... correm feitas malucas as folhitas amarelas a atravessar a rua diante de nós, em carreirinhas constantes, a fugir corridas pelo vento arrepiante da serra...na capital, informam-me que também realmente parece que está mais fresco mas com um ar de quem está longe noutro território que não tem nada a ver com esta temperatura que teima em meter-se nos ossos , arrefece o rosto e faz encolher toda a gente a andar nas ruas toda encolhidita tipo pinturas de Lowry ( Manchester , remember?) . Cresce a vontade das castanhas assadas, decresce a vontade de notícias todas péssimas até parece que cada dia que chega atrai mais pessimismo e eu já não quero falar de nada desses assuntos que não há cérebro que resista a tanto atropelo a tanta angústia a tanta depressão e por isso assinalo só a descida de temperatura a nível climático que da temperatura da alma já nem vale a pena falar...tudo manipulado palavras gestos e decisões ...pena é chegar-se a estes momentos em que se ouve falar as pessoas, mas os comentários são apenas sorrisos amarelos não o amarelo vibrante das flhas malucas nesta tarde cinza, não, um sorriso amarelo deslavado descrente em que o Maio de 68 parece uma data longínqua de outro planeta desmaiada pelo tempo tão esmaecida que até parece que nunca existiu... mas há sempre - enquanto não for proibido, agora está na moda esta palavra ...foi ressuscitada de outros tempos não tão longínquos afinal - há sempre o "direito à indignação" - frase de um candidato à Presidência da República..., só que mesmo esta pessoa pode um dia esquecer este direito tal o branqueamento de ideias deveres e direitos se anda subreptíciamnete a fazer... eu, por esse direito, vou estar de greve sexta-feira...po enquanto, vou esquecer todas as contrariedades e acender uma bela de uma lareira...quentinha quentinha...

Thursday, September 15, 2005

quando os boatos são monstros reais

Ainda há um calorzinho simpático... que ajuda a esta modorra... de tanta gente a ver um governo a fazer tábua rasa de direitos mais que adquiridos - agora chamam-lhes expectativas por exemplo - e tudo calado, amorfo, anestesiado, ingenuamente à espera que isto não vai acontecer, não está a acontecer, já acontecendo, entranhando-se devagar , devagarinho, primeiro vem como um boato pequenino e ,como todos os boatos vai engordando engordando engordando mas ninguém acredita . Ninguém acredita, mas quem sabe das coisas percebe que a ideia é essa - o boato ajuda a mentalização e, quando já tudo está iminente, vem a pancada tão forte , fica tudo tão atordoado que se aceita tudo com o pânico a engasgar-se de angústia no estômago , com o medo maior imposto pelas ordens sem discussão, com o pavor da obediência que tem que ser cega , com o cachaço bem colocado no cepo para a pancada não falhar... dada por um papão que , nestes tempos , tem o nome de crise e défice da qual, todos são culpados , excepto os ministros , o prime minister e outros tantos, mas mais culpados mais mais mais mais são os funcionários públicos, esse bicho estranho com nome tão pavoroso e, depois em particular, os juízes, esses mandriões cheios de férias e os militares, esses que não aparecem quando é preciso , se aparecem estão sujeitos a levar um tiro e se dão um tiro são uns assassinos...os médicos nem tanto, têm força, a força da união...porque os mais culpados de toda a crise são os professores, os malvados, os calaceiros , os malandros que não têm feito nada estes trinta anos , pelo menos. Já tinham ao longo dos anos coleccionado culpas: falava-se dos incêndios, era a escola que ...ou que não...falava-se dos acidentes na estrada , era , é a escola que mais que sim e que não, falava-se dos maus tratos e lá vinha a lengalenga e , por cada problema que se discutia e discute , eu fico logo à espreita, ai! que desta vez, não vão falar da escola , ai que não vão e não vão , mas , no último segundo, para concluir, ah! que alívio para todos , foi falta da escola ... que suspiro de alívio, de todos , porque lá está um bode expiatório, e eu porque não se esqueceram do bode!!! Mas desta vez , foi lindo!!! Tanto que não tinham feito , tantas faltas, tantas culpas, nem andando o resto da vida a fazer penitência , apagariam essa culpa , a do défice , crise crise crise crise , e creio, neste momento que os próprios já se convenceram disso, pois não dizem palavra, baixaram a cabeça, amordaçaram as palavras e estão muito bem comportadinhos, como sempre a aceitar a aceitar a aceitar... o que acho sinceramente é que os nossos ministros e seu chefe devem ter ficado muito traumatizados na escola, nenhum professor lhes ensinou nada pois ninguém era capaz de lhes ensinar tanta arrogância tanto desrespeito tanta falsidade tanta ... lata!!! ninguém que tivesse vivido numa ditadura lhes ditava tais comportamentos ... o que eu acho é que foram infelizes porque nunca brincaram num "feriado" quem é que quereria brincar com gente tão cinzenta? e agora castigam as outras crianças impedindo-as de saborear o momento mais doce na escola porque eles não sabem o que é isso , e impingem-lhes um horário igual ao de um adulto : não aprendem , então vão aprender à força numa camisa de forças, ficam aí na escola todos formatadinhos como as maçãs e as pêras ... só que desde que as maçãs e as pêras e os Pêssegos e outros são formatados perderam o sabor... Ainda continuam a saber a maçã , a pêra , a pêssego os frutos não formatados , são os únicos que ainda - por pouco tempo mantêm o sabor quase genuíno... meteram-nos na cabeça que temos que ter o tempo todo ocupado e de preferência temos que andar sempre a correr de contrário somos uns animais raros... não queria ser criança nestes tempos...porque a escola com todo o mérito que possa ter e sempre tem muitos, não ensina tudo, não ensina os passeios com os amigos, as brincadeiras em liberdade, os gritos de euforia, as lágrimas de um desgosto, os abraços, os beijos, andar de bicicleta ao acaso pela tardes fora, uns joelhos esfolados, umas corridas sem tino, no meio dos campos de centeio, um cansaço bom de estar bem com a vida...pobres crianças que tanto têm e que não podem perceber que pouco têm... todos conspiram contra elas...

Thursday, July 28, 2005

Ah! Aquela sangria naquela esplanada!!!

Está outono num dia de verão... há quem ache piada, mas eu não acho graça nenhuma, e ainda achava menos graça se isto tivesse acontecido na semana passada... que seria das manhãs na praia de areia quente e dos banhos no mar de água não tão quente ( ando muito exigente quanto à temperatura da água!!!) e das sangrias na esplanada alcantilada sobre a falésia com o mar no horizonte a perder de vista e das sestas à sombra das palmeiras na piscina e das leituras ( há leituras que só mesmo num dia quente à sombra se podem saborear!!!) do " Ensaio da Lucidez" e de " Só ao Bispo me confesso" ... que seria das tardes bem à tardinha dos jogos dos números de puxar pela cabeça e das músicas dos " Humanos" e das conversas sem horas sem pressas sem pressão cheias de vagar ... e que seria das noites e dos gelados e das risadas de "Madagáscar" (há risadas que só mesmo numa noite de Verão ...não tenho razão?) e que seria de tudo o que não digo aqui? e que seria agora de nós sem essa alegre saudade para recordar?
E do resto: jornais, notícias, Ministro das Finanças que já não é , reformas etc. etc. etc. recuso-me a falar! Há assuntos que não cabem neste nosso pedaço de Verão!!!

Saturday, June 25, 2005

Arrepios no Verão quente!!!

Os Professores... O PM elogia-os no Parlamento. Ele - e não só- quere-os quietinhos, bonitinhos, cumpridorzinhos,medrosinhos, passivos, e, se possível, ignorantes, para nada questionarem! Mau sinal!!! Até sinto arrepios!

Monday, May 02, 2005

memória muito curta!!!

Deixa-me incrédula a notícia das manifestações sucessivas em Timor Leste a propósito de o Governo querer deixar ao critério de cada família a inscrição dos seus filhos nas aulas de Religião e Moral. Ainda ninguém explicou aos senhores bispos porque parecem não compreender Português e estes , por sua vez, não explicaram aos seus paroquianos, que parecem ter ainda uma dificuldade maior na língua de Camões, que o facto de as aulas serem facultativas não impede que todos se inscrevam, se assim o entenderem. Não têm é o direito de obrigar outros, que assim não o entenderem, a fazê-lo. Esqueceram-se de um dos direitos fundamentais do ser humano, livre e independente, que é o direito de escolha. Mais incrédula fico ao saber ,como todos, que foi pelo direito da escolha de serem independentes que tantos lutaram , estiveram presos ou morreram. Ou então , preferem não pensar por si próprios e que alguém pense sempre por eles? Neste caso, é um sinal preocupante. Os senhores jornalistas também não têm ajudado nada. Ninguém pôs esta questão aos senhores bispos ou acham-se infalíveis e as suas ideias indiscutíveis? Mais : as notícias muitas vezes nem sequer explicavam que a ideia do governo era a escolha , davam a entender que era eliminar sem mais. Isto é manipulação da opinião pública.
à parte: verifico que não tenho escrito muito; vamos ver se atiro para aqui as minhas opiniões nem sempre politicamente correctas...pelo menos, para desafar em " voz alta"...

Friday, February 11, 2005

aquela dança!!!

Hoje cumprimos, com grande prazer, um ritual – dar os parabéns a um jovem... que , num dia como hoje, ou até nem era bem como hoje ... porque tudo no seu caminho estava para acontecer... enfim, um dia há xis anos , uma Mãe sofria no seu transe de dar à luz e, mal “chegou” a criança , dançava-se no corredor do hospital... a saudar aquela nova vida!!! Hoje , à distância , e , como todos os anos , vem à lembrança
aquela dança...
...maluca e espontânea , única maneira encontrada para nos dizermos a felicidade!!! A Mãe , essa terá outras recordações secretas...

Tuesday, December 14, 2004

ausência...

Há muito , muito tempo que por aqui não “passo” a deixar duas letras dos meus pensamentos e/ou recordações. Culpa de um certo “ vírus” que “ataca” em tempo de frio. E, realmente, a mim que me estava a parecer que este Outono até estava a ser “levadeiro”, com uma temperaturas amenas, atacou-me ... atacou-me o frio e não só... a tristeza também. Depois, é verdade que a vida continua e também isso me espanta , que, apesar da “despedida” das pessoas, a vida é tão cruel que nem páram as horas não bloqueiam os relógios, não fica o mundo inteiro suspenso... não. Tudo fora de um círculo minúsculo continua como se essas perdas fossem um grãozinho de areia pouco importante na engrenagem do mundo ( nós é que nos damos demasiada importância!!!) . E, mesmo dentro do círculo , a certa altura, retoma-se a “viagem”... Assim , as recordações que deixei interrompidas com a promessa de as retomar, não são hoje para aqui chamadas... ficarão para outra altura... até porque vem aí o Natal e vamos viver a festa com outra sabedoria , espero!

Saturday, November 13, 2004

Em Novembro...recordando Setembro!!!

A esta hora , a luz deixa um estranho rasto dourado sobre a terra : são as cores amareladas das árvores, os telhados sobre o casario branco, os campos o horizonte... e foi por causa desta cor bizarra de um final de tarde que evoquei mais uma vez aquela recente viagem à infância, em que vivemos uma semana de paz e sol no sossego de fins de Setembro... Lá fomos nós à procura desses tempos. Da outra vez, já lá tínhamos ido, armados de máquina fotográfica emprestada, por acaso , com rolo, não como da outra vez, que nem rolo a máquina tinha, mas, por isso mesmo , mais irritante e mais decepcionante ainda, porque a máquina é que não estava em condições... enfim , daquelas peripécias que podem estragar o prazer de um bonito passeio. Desta vez, não : tudo foi calmo e tranquilo, com máquina e tudo. Bem, ainda não com aquelas máquinas sofisticadas que agora existem, mas uma máquina com rolo , que tirou mesmo fotografias, o que já de si , atendendo às anteriores experiências, já era um grande passo... um grande progresso!!!
Enfim , serpenteámos por aquelas arribas de um e outro lado do rio Douro. Valia-nos a beleza das oliveiras derreadinhas, carregadinhas de azeitonas já a “pintar” para espanto do especialista na matéria!!! E laranjas a usufruir, na paisagem verde, do privilégio do microclima da região... E, nesse encantamento ( menor para quem conduzia) , subimos nós a estrada, com o rio lá no fundo, cada vez mais longínquo a perder de vista, cruzando com raros automóveis, até terras de Guerra Junqueiro, a “ terra mais Manuelina “ de Portugal...... E lá estava outra vez e sempre a Escola Primária, como se chamava naqueles tempos até se perder um dia de vista que primária queria dizer primeira e se substituiu o nome por razões variadas, entre elas porque deixou de ser a primeira e , a maior parte das vezes, a única e incompleta... Mas isso são outras contas de outro rosário e é o progresso e tal e tal! Lá estava ela , enorme ainda , incomparável, na minha vida, com aquela arquitectura ( até o “especialista em azeite já a reconhece na televisão, quando a vê como cenário de alguma notícia daquelas terras !!!) de exame de 4ª classe, porque, por isso me ficou na memória... à qual alio aquela cerimónia toda com júri e tudo e o melhor vestuário, na deslocação à vila... com as mães todas à espera dos filhos e dos resultados ( o Capitão Ferreira também lhe anda associada, mas isso são histórias de outras vidas!!!) . Almoço, claro e passeio pelas ruas silenciosas , até nós falávamos mais baixo, sem querer, mulheres à porta das casas, bordando, e espantámo-nos com dois ou três turistas que por ali deambulavam... Tudo limpo, luminoso, sem pressas... Encetámos caminho até Lagoaça, momento para contar mais peripécias, como aquela em que o Pai resolveu, num dia de neve, alugar um táxi e ir até Mazouco por altura das arrematações dos enchidos e o carro ficou preso na neve e foi preciso ir cortar pernadas de pinheiros para que pudéssemos seguir viagem e, quando, finalmente, chegámos ao destino, foi o espanto do arrojo e o nosso foi o facto de não haver neve nenhuma , à medida que se ia descendo em direcção ao rio...
Em Lagoaça lá estava, virada para a praceta, a casa de portas vermelhas, mas agora estão pintadas de verde! E também já não está lá o fontanário, onde íamos buscar água. Confirmei isso com as pessoas que por ali estavam sentadas na conversa para eu não ficar a pensar que a memória me andava a pregar partidas!!!
Hoje vou ficar por aqui, porque foram muitas e intensas as recordações de Lagoaça e, embora não as vá rememorar todas – não saberia ! – elas merecem umas notas descansadas e só quem viveu lá ou quem , como nós, passou por lá naquela tarde de um Outono de Verão, consegue compreender porquê....

Sunday, October 10, 2004

Outono já???

Chegou o Outono. Quer dizer, já tinha chegado há algum tempo , no calendário, mas só mesmo o calendário é que deu conta, porque , eu , em particular, não tinha dado conta de nada. Andava numa satisfação que ninguém imagina, até me passou pela cabeça que , este ano , ia ser assim: um Verão primavera, fosse o que fosse , sem parar, roupas leves, calçado fresco, enfim , uma delícia... Choveria de noite, como devia ser... e porque é preciso e tal e coisa, mas de manhã, lá estava o sol, quentinho, suave, lindo...Até havia menos acidentes! Mesmo porque as pessoas andariam todas mais bem dispostas. Todas? Não! Há sempre os desmancha-prazeres, que adoram o Inverno, com aquela desculpa um tanto esfarrapada do romantismo da lareira, ai tão bom tão lindo tão romântico!!! Pois, que remédio, à falta da esplanada, corpos dourados, sol, praia, refrescos de cores insuspeitadas e de frutos exóticos ao pôr do sol no mar... pois que remédio! Lá fica a lareira em vez de .... Quem é que pode achar piada e lindo e romântico ao facto de uma pessoa andar toda encasacada que até doem os ossos de tanto peso sobre o esqueleto, uma pessoa transida de frio , para mais nem pode andar” feita parva sozinha “ à chuva que a chuva é gelada e não dá gozo nenhum? Continuando: andava tudo distraído até que o Outono surgiu , eu ia dizer sem pré-aviso, mas não! O aviso veio: Um certo Ministro dos Assuntos Parlamentares pôs-se a lamentar do ódio venenoso que um tal Marcelo Rebelo de Sousa lhe tem e ao Governo e pronto! O outono desatou aos berros e veio cheiinho de força com tempestade política à mistura!!! Eu sei que se percebe que estou com vontade de rir , mas parece mal que o caso é mais para chorar!!!
Outro dia ainda vou falar da semana após o 23 de Setembro, aquela em que já deveria haver aulas e depois já deixou de haver? Essa! Mas não é por isso , é para falar de outras vidas , outras viagens, essas sim , é que são dignas de recordar!!!
Por agora, do Outono gosto da desfaçatez de vestir as vinhas daquelas cores berrantes e do descaramento de lhes aplicar mesmo tinta vermelha! Isso, sim é sempre a melhor parte do Outono!

Sunday, September 19, 2004

Fronteira do verão

Estamos num tempo ambíguo ( não estou a referir-me à política nem aos políticos e suas intervenções nem sequer à colocação de professores ... mas ao tempo-clima-méteo!) , aquele momento do ano margem entre o verão e o outono, um momento com uma fronteira difícilde riscar num qualquer calendário... Corre uma arangenzinha por entre estes vinte graus inimagináveis depois de umas manhãs outonais! Céu azulíssimo com umas pinceladas ténues e descuidadas de seda branca esfarrapada; em redor, alguns pequenos maços de algodão em rama delimitam o horizonte! O sol bem quentinho e saboroso escorre sobre a cidade quase sem pessoas ( as poucas que passeiam parecem fora do sítio numa terra silenciosa ) e as folhitas das árvores bamboleiam-se com seu verde contaminado de amarelo e algumas já se tornaram castanhas e duras e riscam o chão à sua passagem.
Num dia assim , começa a caça ... ao coelho e há pessoas que , habituadas a viver cada dia da semana, a trabalhar escondidas do sol, metem-se na mesma toca a trabalhar. E dizem que , neste país , não se trabalha!!!

Wednesday, September 01, 2004

De regresso!

Foi bonito, foi mesmo lindo este mesito fora desta City! E, como se esteve em férias...duplamente, triplamente bonito! Agora a questão é que há algures no tempo um ponto final e, um dia, seja porque é final de Agosto, porque os dias começam a minguar ( ai! acho que alguém vai colocar esta palavra ao lado das palavras " horríveis de dizer", neste caso de escrever, como pr exemplo "consumição" e "gentil" hahaahah! ), os meteorologistas começam a falar em descidas de temperatura e refrescam as noites e os dias, às vezes , devagarinho, outras daquela forma abrupta que até me deixam K. O. Eu detesto dias frescos para já não falar dos frios ( aliás destes - frios - só gosto deles à lareira e, mesmo assim, também é muito aborrecido que me obrigam a estar em casa durante muita horas e isso não tem piada nenhuma!...às vezes!). Enfim , cá regressámos: e eu com aquele síndrome de final de férias, venho encontrar tudo igual, não mudou nada... a mudar , é sempre para pior ou sou eu que tenho esta embirração comigo...ah! mas mudar, vai mudar: o "Sancho"! Coitado, ele que já estava tão habituadinho àquele centrinho... da praça! Vai mudar de sítio, já mexem as máquinas, o pó e a complicação inerente...de trânsito, vai ser lindo para estacionar, quando o trabalhinho começar naquele ritmo regular!!! Vai, vai! Enquanto isso não tem grande influência na minha vida, não é nada despropositado fazerum balanço deste mês! Então, aí fica... o balanço! Sesimbra: aqueles olhos brilhantes quando chegámos , ao ver aquela piscina maravilhosa e aquele mar tão azul tão sem fim, disseram tudo e eu , com as lágrimas escondidas por dentro de tão contente por aquela alegria, ganhei as férias naquele momento! Os passeios na praia, o ritual do jornal e do café ( e do estacionamento!!! O sr. Presidente da Câmara é cheio de boa vontade, mas olhe que a questão está complicada!!!), as braçadas na piscina, o sol, o olhar lavado naquele azul até lá tão longe e a baía lá em baixo, as varandas - acontece-me agora como quando recordo o verão de 2003 e fecho os olhos e vejo aquele mar visto daquela casa na Vagueira e sorrio quase sem querer - e os jantares n' O Canhão, como se sempre tivéssemos vivido ali, e os fins de semana!!! só foi pena o último domingo não ter aquele sol ambiconado no Verão, valeu pela caldeirada... depois lá deixámos a falésia com aquela saudade lusitana. Passámos por S. Martinho do Porto!... Ah! aquela infância, aquela infância! cada vez fica mais longínqua na lembrança, tanto mais quanto os símbolos daquele tempo , aquela casa juntinho à baía - baía-concha com direitos de reprodução fotográfica nos manuais escolares! - se encontra agora fechada, quase abandonada, esquecida. E das vidas e peripécias de uma família que já nem as paredes confessam só - ainda! - sobram as recordações e uma ou outra foto do álbum de família: os pais eram jovens e tinham a vida pela frente e as crianças ( ainda só duas!) viviam anos de uma infância descuidada e tranquila ( apesar de tudo!!! ) que lhes deixou o sabor a mar pela vida fora! A este lugar, ficará para sempre ( para sempre enquanto vivermos!) ligado o nascimento de uma menina muio moreninha, cuja carinha vi, pela primeira vez, no meio dos lençóis branquinhos, num dia quatro de Março e, um pouco mais tarde, já essa menina corria por todo o lado, a primeira leitura de uma obra, aquele livrinho minúsculo da história do José do Egipto!!! E mais , muitas mais peripécias... mas afinal, estava ali, agora só de passagem, como de passagem, estive na Praia do Salgado com aquela paisagem fantástica de mar e moinhos e, depois, na Nazaré! Rumo ao Norte! Logo fomos convidados a ir até outra paisagem diferente: aquela outra fantástica sobre o Douro( não tarda nada, vamos vê-la em toda a sua exuberância na " Ferreirinha " da RTP!) ! Enchemos os olhos daquelas ramadas prenhes de uvas a inchar da chuva que, nesse dia de Agosto, caía que Deus a dava! Viemos embora a toque de chuva, e não deu para mais nada!
Depois foi aquele ritual ( ah! na primeira semana Volta a Portugal em bicicleta, uma boa desculpa para uma certa pessoa dormir uma soneca e espreitar os corredores ahhahahah) dos JO, que só vou referir pelo S. Paulinho, pelo Francis, pelo Rui, pela Vanessa, pelo Emanuel, pelo ginasta ( que falha! não me lembro do nome), pelo Chaíça que ganharam medalhas ( os primeiros) e ganharam pela atitude positiva, pela boa disposição, pela garra. De muitos outros - pequeninos, pequeninos! - não rezará a minha História destes JO! E outros rituais: café , muitas vezes já na Praia de Miramar, caminhada na Linha Azul, que não me canso de dizer que, copiada ou inventada, foi uma ideia genial!, no regresso, a capelinha do Senhor da Pedra , ali, erecta no meio dos rochedos batidos pela água do mar, sol " naquele " tal toldo, almoço feito a maior parte das vezes pela Filó ou no Areal ou em Espinho, caminhada pelo passeio de Espinho, outra obra a elogiar ( há Presidentes da Câmara que fazem melhor que outros o seu trabalho, pareeeeeeeeeeeeeeeece!!!!!!!!!!!!!!!!!), mais sol , jantar, etc etc etc e casino e cinema e shoppings e tal!!! E almoço em Lisboa, no regresso! E o tempo voou!!! Ficou tudo muito resumido, mas são horas de jantar!!!
Boa desculpa para concluir, não é?