Thursday, May 25, 2017

As casas vazias



As casas vazias
Quedaram-se
Sem portas nem janelas.
Nas paredes, as nostalgias
Agarram-se às pedras.
Não habitam nelas
memórias
nem as histórias
resistiram
ao passar dos tempos.
Enquanto os muros
Não se esboroam,
Os espíritos atordoam
Os ares com silêncios.
Nas casas sem pessoas,
as árvores cresceram
dentro delas
e puseram-se à janela,
estendem os ramos
para ver o sol.
Nas casas sem pessoas,
Os pássaros entram
E saem livremente.
Renasce assim a casa
De um orgasmo
de morte aparente
para outra vida.



in Antologia Poetas Lusófonos Contemporâneos
Pastelaria Studios,

3 comments:

SILO LÍRICO - Poemas, Contos, Crônicas e Outras said...

Muito boa poesia
Nesse poema de encanto
Há um sonho em cada canto
Mesmo com a casa vazia

Porque nossa alma cria
Algo que leva ao espanto
Como o fantasma de um santo
Numa real fantasia

Onde a casa fica cheia
Do que a mente semeia
Que são especulações

Do que foi ou o que seria
Se não estivesse vazia
Mas cheia de aparição.

Grande abraço. Laerte.

SILO LÍRICO - Poemas, Contos, Crônicas e Outras said...

Muito boa poesia
Nesse poema de encanto
Há um sonho em cada canto
Mesmo com a casa vazia

Porque nossa alma cria
Algo que leva ao espanto
Como o fantasma de um santo
Numa real fantasia

Onde a casa fica cheia
Do que a mente semeia
Que são especulações

Do que foi ou o que seria
Se não estivesse vazia
Mas cheia de aparições.

Grande abraço. Laerte.

SILO LÍRICO - Poemas, Contos, Crônicas e Outras said...

Muito boa poesia
Nesse poema de encanto
Há um sonho em cada canto
Mesmo com a casa vazia

Porque nossa alma cria
Algo que leva ao espanto
Como o fantasma de um santo
Numa real fantasia

Onde a casa fica cheia
Do que a mente semeia
Que são especulações

Do que foi ou o que seria
Se não estivesse vazia
Mas cheia de aparições.

Grande abraço. Laerte.