Sunday, July 08, 2007

Mões - Castro Daire





Ouvimos falar numa feira Medieval em Castro Daire e nem pensámos duas vezes, embora, ultimamente, estas feiras proliferem por esse país fora em cada recanto, o que lhes retira o encanto e hoje os olhos até estão mais focados na Festa dos Tabuleiros de Tomar, que deve ser festa em grande. Pela Lezíria, inaugura-se também uma comprida ponte e é só festas, romarias e inaugurações e valha-nos o Verão para andar tudo ao som de fogo de artifício , pelo menos em sentido figurado que, fogo real deste de lançar no ar o foguetório, é preciso cuidado… Lá fomos – como diriam os governantes - para o Portugal profundo. De Castro Daire, conhecia a localização de ver no mapa e umas duas ou três freguesias – Gozende ( pode escrever-se com s ) , Picão e Ermida, conhecia a proximidade fronteiriça a Cinfães, porque , ao andar a viajar pelas vidas dos meus antepassados, parei também nos nomes das terras ( freguesias que se tornaram lugares, lugares que se tornaram quintas, quintas que deixaram alguns vestígios e outros lugares que desapareceram… administrativamente e só vivem nos documentos dos Arquivos ou na Torre do Tombo). Nomes que identifiquei com a ajuda do Dicionário Corográfico de Portugal, dos confrades do sítio GENEAPortugal, dos genealogistas que tive a sorte de encontrar pelo caminho ( talvez um dia parte dessa H(h)istória do meu passado seja contada por Nuno Resende que bloga em “O Breviário” e, através do qual tive acesso a ligações familiares nunca possíveis sem o seu trabalho e a generosidade que teve em partilhar tais conhecimentos com esta humilde mortal!) . Enfim, chegámos aos arredores de Castro Daire , já depois de sair da A24, e, de Feiras, apenas anúncios de beira de estrada “Feira Medieval – Mões”. Não conhecia Mões. Nunca na vida ouvira falar de tal freguesia, nem os meus olhos se haviam jamais detido nela , nem quando procurara a situação das já referidas atrás. De nariz franzido, com as indicações de dois locais , que, àquela hora quase não se via vivalma por ali, passámos Ponte Pedrinha e, virando sempre à esquerda, sempre à esquerda, sempre à esquerda, lá demos com a freguesia. Primeiro sinal de que algo se passava: trânsito proibido a certa altura. Lá fomos a pé , como deve ser, por ali fora e foi uma boa surpresa: tudo bonito, limpo e escorreito. As pessoas , uma simpatia, em que se notava uma vivência total do acontecimento, aliás, a organização estava a cargo da Filarmónica de Mões, as mulheres e moças, bem vestidas para a ocasião ( talvez tivesse havido ontem algum desfile a propósito!) e bem calçadas a condizer, o que nem sempre acontece... ( os homens também!). Mas ia dizer que, em Mões, há mulheres e moças muito bonitas…Comeu-se bem ( já acabara o cabrito assado no forno de lenha!) e não cabíamos em nós do espanto: em Mões, lá num alto sobranceiro ao rio Paiva, no meio das serranias, vive-se assim uma Feira … Para se saber mais sobre Mões e, como chegou até nós de tempos longínquos, como esteve ligada a Egas Moniz, e a muitos reis pelo tempo fora, como foi concelho com foral e depois deixou de ser, consultar, por exemplo: http://www.minhaterra.com.pt/template/frames.php?intNivelID=4031

12 comments:

Meg said...

Renda, já andei bem por esses lados, mas Mões não conheço. A vitela assada sim. Isso é outro Portugal, de que tenho muitas, muitas saudades.
Quem sabe, em Setembro não me meto à estrada...
Um abraço

Nuno Resende said...

Então, andou pelas nossas terras? Foi fazer como o Jacinto da Cidade e as Serras e deleitar-se com os petiscos da outra serra, em Mões, à vista do Montemuro, onde singraram os seus Campelo - essa família que me tem preenchido dias e dias de (boas) dores de cabeça. Cumprimentos da Invicta!

bell said...

Já tinha lido sobre Mões e a sua feira medieval num blogue duma dessas moças bonitas da terra. Um domingo bem passado, portanto!

**

Meg said...

Triste, Renda, foi o passado, para quê revisitá-lo? Pronto, acabaram-se as viagens, prometo.
Se me der para ir para esses lados, eu aviso.
Um abraço

bell said...

Renda, quase descanso! Estou a acabar um trabalho com 2 colegas: um registo cronológico das diferentes actividades desenvolvidas na escola ao longo de 35 anos. Implica muita bisbilhotice, também! eh eh
Aprecio a tua curiosidade e empenho em conhecer as tuas raízes. E ao mesmo tempo, vais descobrindo o nosso país.

Boas bisbilhotices!! eh eh

bell said...

Não, creio que julgavam que o exame seria apenas um pro forma.

O projecto iniciou-se há dois anos com uma exposição de fotos, trabalhos e notícias alusivas à escola (eu não estava, na altura). Daí evoluiu para a criação de um dossier com informação mais exaustiva e que pudesse ser acessível a professores e alunos. Mas a tarefa tem-se revelado complicada, há anos em que não encontramos nenhum registo, outros em que há imensos. O que fazemos é digitalizar fotos e documentos, legendá-los e ordená-los cronologicamente. Juntámos a história da escola e testemunhos de professores e alunos.ogtpb

Teresa said...

Não conheço o local, mas prometo visitar assim que houver oportunidade. Um beijinho Renda

Papoila said...

Olá Renda!
Pela tua descrição fiquei com imensa curiosidade em conhecer Mões mesmo sem feira medieval!
Gosto muito dessa zona.
Beijos

Andreia do Flautim said...

Eu sou de Mões! Pertenço à Filarmonica de Mões e também participei na feira! =)
Já é a 4º feira que organizamos, e as pessoas têm gostado muito!=)

publiquei alguma fotos no meu blog e tb em http://www.filarmonicademoes.blogspot.com/

se quiseres ver!

Um abraço!

ADNTM said...

fico feliz por ter gostado da feira medieval.
pois é... este ano se quiser pode visitar de novo a V feira medieval de Mões...
dia 12 e 13 de Julho de 2008.

Este ano a associação para o desenvolvimento das novas tecnologias de Mões vai ser a promotora, mas contando também com o apoio da filarmónica de Mões.

poderá visitar o site em

http://www.feiramedieval.com

http://www.adntm.org

se quiser fazer um post sobre a feira medieval de 2008 era bem vindo pa promover a nossa terra e a nossa feira...

no interior também se fazem coisas lindas...

com os melhores cumprimentos ADNTM

Susana Castelo said...

Fico muito feliz e orgulhosa que tenha gostado. É a terra da minha mãe e dos meus avós. Sem dúvida uma vila lindíssima, acolhedora. Caso pense em voltar aconselho-a a conhecer a Quinta da Rabaçosa. Vai ficar fascinada ;) Pode ver em http://www.trilhos-serranos.com/Artigo2096.html?cache=1808154994249340. Cumprimentos

Anonymous said...

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