Saturday, November 17, 2007

Árvore

Na árvore,
colhidas as folhas,
os ramos gritam,
sufocam de desolação
e a seiva gela
de tristeza.

6 comments:

Carminda Pinho said...

Grito de mãe!
É assim, mais ou menos, parecido, parece-me. Eu sinto assim...

Beijos

Carminda Pinho said...

Cada qual com "su gusto, e emcanto"
por supuesto!!! :)))

Bjokinhas e parabéns, "bota lá a placa" ;)

Carminda Pinho said...

há momentos assim... em que a ternura nos assalta... e, está chegando o frio...

Papoila said...

Querida Renda:
Está a chegar o Inverno e o frio já aperta.
Muito bonito o poema.
Beijos

Sophiamar said...

Pois é amiga renda, eu vi lá a menina com os papás mas a falta de hábito de visitar esta casa pregou-me esta partida. Não mais voltarei a estar assim tanto tempo afastada.Até porque sempre gostei dos seus comentários, da escrita, de tudo.
Gostei do poema, o frio chega, é o Inverno e a saudade...
Beijinhos

Gosto muito de S.Martinho e das suas gentes. Tu és de lá mesmo?

Porca da Vila said...

À medida que as árvores vão ficando despidas de folhas, também a passarada que nelas pernoita vai sofrendo com o frio.
Aqui bem perto de minha casa há uma dúzia de tílias enormes onde todos os dias, ao entardecer, recolhem milhares e milhares de estorninhos e pardais. Até dá pena vê-los disputar à bicada um ramo mais abrigado para dormir.
Nas noites mais frias, muitos aparecem mortos no chão pela manhã. Outros há, mais 'finos', que se empoleiram em cima dos candeeiros de iluminação, onde dormem bem mais quentinhos...

Um Xi Grande