Thursday, August 31, 2006

Era domingo!!!






















Despediram-se devagarinho das ruas que tinham sido o seu " pueblo" por aqueles dias em que já tinham o seu sítio para o café do meio da manhã e para um copo de final de noite... como velhos conhecidos e meteram-se por estrada em ziguezague em direcção à fronteira e Bragança...
Passaram por França, já em Portugal, rindo da curiosidade e alguém lembrou um documentário sobre emigração para justificar tal desacerto na toponímia.
E as pessoas não querem acreditar, mas é verdade: Tínhamos saído dias antes de casa direitinhos a Sanábria e chegámos sem dificuldade ao exacto local onde íamos pernoitar. Em Bragança, já andámos às voltas para encontrar uma indicação com a saída para Vinhais e acabámos por ter que perguntar que não havia meio de encontrar uma informação. Esta ida a Vinhais estava prevista no roteiro tipo roteiro da saudade. Já lá tínhamos ido anos antes , mas foi aquela cena de levar uma máquina fotográfica avariada e , portanto, deu-se aquela situação de chegar ao fotógrafo e ficar com cara de parva tal como a outra em que a máquina não tinha rolo... Num e noutro caso, é muitas vezes grande o desgosto, porque nem sempre se pode voltar ao mesmo lugar e, de qualquer modo, já nunca se repetem as situações...
Fomos a Vinhais: etapa de uma vida nómada de há muitos anos , tantos que aquele concelho parece ter parado no tempo e eu já não tenho propriamente nem dez nem doze anos... dali só se volta a sair pelo mesmo caminho, às curvas e contracurvas por Bragança.
Parada, estúpida de saudade dos jogos do ringue em frente ao colégio ( Externato) e dos joelhos esfolados e lavados das areias no fontanário que continua tal e qual, dirigimo-nos a um residente a pedir a informação desejada com um nome e , na minha memória, o retrato de uma jovem com uma trança espectacular . O homem agarrou no carro dele e seguimo-lo. Aí chegados, verificada a identidade da pessoa procurada, já nos despedíamos do senhor " não, não, eu agora entro e bebo um copo" . Estávamos literalmente a viajar no tempo, naquele tempo das portas abertas e do "entre quem é" que eu já escondera no recôndito da lembrança... E , nós a medo que o dono da casa fora chamar a mulher, instados a entrar pelo vizinho que se sentou tão à vontade como se a casa fosse dele e não saíamos ainda do nosso espanto, chegou ela, a menina da trança, afinal agora ela mais baixa que eu, e já sem trança, mas com um abraço que atravessou décadas sem nenhuma barreira a não ser a das circunstâncias da vida... para desfiar memórias de crianças...
Foi breve o encontro, porque era a viagem de regresso das férias ( enfim!!!tinha que ser , não é? ) e havia outro encontro pelo caminho... Breve, mas rico...
Antes de partirmos do "regresso ao passado", o F. ofereceu-nos dois lindos botões de rosa. Estão ali entre as páginas de um dicionário...

Transumância... ainda em Puebla de Sanábria


Sem querer, assistimos a este espectáculo...
lá iam a caminho de pastagens mais férteis ovelhas e carneiros indiferentes ao espanto das pessoas . Atravessaram a povoação como sempre, desde há anos anos e anos...

Sanábria























Era sábado: a manhã chegou silenciosamente muito silenciosamente e com um calorzinho saboroso a anunciar um agradável passeio nas paisagens de encher o olhar e o coração e sol junto ao lago ali mesmo à beirinha da água com umas ondinhas splash splash splash pequeninas juntinho aos pés a embalar os mais sonolentos ( houve mesmo quem passasse pelas brasas) ... que nem se deu pelo deslizar do tempo...

Wednesday, August 30, 2006

Puebla de Sanábria


















A manhã seguinte chegou fresquita fresquita…e reservou-se o dia para a visita dos monumentos…o castelo, as ruas, as praças, os gigantones…e o Rio Tera, a História cruzada com a nossa - a batalha de Toro e a ajuda portuguesa contra os franceses no tempo de Napoleão registadas no filme da Sala de Audiovisuais do Castelo - e o aperitivo no miradouro e o almoço já integrados no ambiente e passeio e mais passeio e sempre o encanto de cada recanto... e as conversas sem pressas... e os jogos do Trivial para terminar o dia acompanhados da aguardente "tostado" com sabor a mel...

Lago de Sanábria



Sol e mergulhos no lago ( houve quem se abstivesse da água tal a satisfação de estar ali naquela paz ao sol com aquelas companhias ) e exploração rápida do local antes do jantar... jantar à maneira espanhola "para compartir" com um bom vinho a acompanhar...
Noite no Bar Central...
Para quem tiver muita curiosidade, espreitar, por exemplo http://www.sanabria.tk/ porque qualquer outra palavra será demais...

Rua de Braganza


Tempo de meter roupa na máquina, passar a ferro, voltar a fazer as malas e lá foi o trio direcção Puebla de Sanábria, via Zamora. Tudo bem sinalizado. Houve um engraçadinho que se enganou a meter o gasóleo... Achou o Diesel A mais barato que o gasóleo normal em Portugal que toca de atestar Diesel A todo satisfeito... Só quando começou a ver o outro preço ainda mais barato é que se compenetrou da falha... "La encomienda" junto a uma barragem foi a paragem para almoço já pelo horário espanhol... que isto de andar por outros países tem que seguir a norma " em Roma sê romano" e, então, uma pessoa vai-se adaptando pouco a pouco...Chegados a Puebla de Sanábria, encontrou-se o "Hostal" Carlos V sem problemas, os quartos óptimos, ah e o sossego para dormir como há muito tempo não se ouvia!!! E abertas as janelas , a vista ah a vista ...

Tuesday, August 29, 2006

Paragem ... na praia de...?





















Após o Cruzeiro no Douro, em que lavei a alma e os olhos, muitos trechos do rio evocaram imagens do passado, dos antepassados longínquos até ao tempo de D. Afonso Henriques e das vidas todas que se escoaram por terras dessas margens, dos avós mais próximos e das saudosas férias grandes , mesmo grandes tão boas... tempo para a passagem sacramental por uma praia que tem também um bonito lugar nos meus verões com o almocinho da praxe a olhar para o mar... com o J. e a X.... Que mais se poderia desejar entre passeios?

Monday, August 28, 2006

O Douro...ainda!

Do Douro...


















Ainda alguém se lembra de um texto da " Primária" em que eram apresentados o Tejo, o Douro e o Guadiana ( era esse o título do texto , não percebo por que razão não era "Douro, Tejo e Guadiana"...) como três irmãos que, à medida que iam acordando, partiriam em direcção ao mar? Lembram-se? O Guadiana acordou cedíssimo, como menino bem comportado e lá foi, escolhendo os mais bonitos locais para se espraiar... O Tejo acordou já mais tarde; teve que se despachar e já não pôde escolher umas margens tão belas... O Douro acordou em último lugar e, quando viu que já era tarde, lançou-se por montes e vales , a correr até ao mar, sem tempo para escolher caminhos...
Por este motivo, por esta agreste escolha e porque conhecia, na altura da leitura do texto, a beleza selvagem desse rio, ali , pelos lados de Lagoaça, sempre o preferi aos outros. Talvez ainda porque detesto levantar-me cedo... e talvez não goste muito de gente pasmada como aparentava ser o Guadiana...
Enfim, agora nm livrinho fininho de passatempos de Língua Portuguesa( 5º ano), reencontrei o dito texto ( ou alguma versão do mesmo) : Teófilo Braga, "Contos Tradicionais do Povo Português", Publ. D. Quixote.
Termina assim: " O Douro foi o último que acordou, por isso rompeu por montes e vales, sem se importar com a escolha, e eis porque as suas margens são tristes e pedregosas."
Entrevejo aqui uma crítica ao mano preguiçoso...
E se as margens eram tristes e pedregosas naqueles tempos de gente muito madrugadora, não sei... agora são assim desta beleza !!! Penso eu...

Sol...















Na Praia da Apúlia a apanhar muito sol com um intervalo para um belo almoço no " Camelo" frente a uma paisagem magnífica de mar, sol e moinhos...

Ai, Agosto...


Mar... tanto mar...

Saturday, August 19, 2006

Casas...



São dias são momentos são lugares são casas ... na memória: esta é a casa da baía, onde nasceu "a mana do meio", e que eu recordo amiúde e já falei dela em outras páginas e outros dias , por exemplo a 4 de Março, a casa que (quase) vem nos livros , porque a Concha lá vem toda esbelta exposta indiferente,como se eu não tivesse nada a ver com ela...
aquela onde eu nasci , não sei dela, anda escondida nos minhas lembranças de adolescente, a estas horas já nem é real, submersa em alguma urbanização tipo condomínio fechado...
A outra é a da Serra de onde se vê o Douro da Cruzinha, já falei dela quando passeei por lá em saudade ... Nasceu lá a " pequenina"... As portas estavam à época pintadas de vermelho e íamos buscar água a uma fonte no meio da praceta: não tenho fotos dessa fonte - já não existe!
Habitámos mais casas , mas em nenhuma delas nasceu, no nosso tempo, uma criança... nessa outra casa algumas casas depois, quando as crianças chegaram , já tinham cinco dias... primeiro , uma linda "senhora", depois , um belo " senhor"...
Esta tarde deu-me para isto!

Mudam-se os tempos...


Está ou não encatrafiado lá no canto, reduzidíssimo a uma insignificância que a História NÃO lhe atribui?????? Nem os amores...

Mas a foto tem outra qualidade, lá isso...

O "Sancho", perdão , D. Sancho I: Antos e depois...




... O " Sancho" , perdão , Sua Alteza D. Sancho I , O Povoador, o da Ribeirinha... no anterior local onde " pontificava " , segundo as crónicas, há mais de 50 anos no centro da Praça Luís de Camões, mais conhecida por Praça Velha( que é isso comparado com a idade da Catedral?) , local de onde já tinha sido "extraído" um antigo coreto ( ainda teve sorte o Sancho, perdão , D. Sancho, que não desapareceu !!!quer dizer, ficou nas fotos antigas e nas memórias de alguns...) e o mesmo D. Sancho encatrafiado nas correntes de ar ao canto da Sé, tendo estendido na sua frente um tapete frio de granito escorregadio em manhãs de geada ( a aparência de relva verde estendida no chão desde o Mundial é mesmo aparente, aliás é sintética! - pois se a rela fosse rela, outro galo cantaria... - e ninguém sabe se é para ficar; pelo menos , no Verão retirou alguma frieza à Praça Velha deserta e a garotoda andou por lá a brincar) ...
O único comentário que faço é que o verbo "encatrafiar" existe mesmo: é só ver no dicionário!
E as fotos mais antigas não foram feitas em digital... nota-se à distância...

Friday, August 18, 2006

Belém

Acordei estremunhada
esta manhã molhada
de verão de inverno
uma fria chuvada
descia pela estrada!

Lá longe no caminho
Rodeada de carinho
Desabrochou uma vida...

A partir de agora
Pelo tempo fora
Belém não é só um lugar
É uma pessoa ímpar!

Thursday, August 17, 2006

Tudo normal!...

Sai uma pessoa de manhãzinha
sozinha
para tomar café
e fica com os cabelos em pé
andam a fazer limpezas
pelo meio das mesas...

No quiosque com alegria
diz bom dia
Sobrancelhas levantadas
Dizem-se espantadas
Ninguém responde à saudação
nem por educação.

De volta para casa devagarinho
De mansinho
Obrigatório parar nos sinais
Que os demais
Disparam em veloz corrida
Sem respeito pela vida!

Vive-se na grande aldeia
já a tudo alheia
Como na cidade indiferente
Anónima solitária gente
A comprar um jornal,
Portanto tudo normal!

Wednesday, August 16, 2006

Inverno



Dia 16 de Agosto: Dia de Inverno! Não, não me enganei: é mesmo assim hoje o dia. Depois de temperaturas altíssimas, de sufoco, drasticamente as temperaturas desceram com ameaças de trovoadas e inundações! Mas animou-se o dia com umas visitas muito queridas, saborosas como chocolates suíços, e uma amiga deixou-me um recado lindo e, não tarda nada, para asemana, vou regalar-me a passear pelo Douro acima até à Régua ...Só espero que o S. Pedro tenha um bocadinho de juízo e reponha as temperaturas normais para a época... Lá se inaugurou o troço de 9Km( falta o de 21KM com aquela célebre "bossa de camelo em que futuramente se terá que reduzir de 120KM para 80KM e a providência cautelar da Associação dos Cidadãos Automobilizados não foi aceite pelo Tribunal...) Mangualde- Viseu ( está uma belíssima auto-estrada com locais em que não se pode andar a mais de 100km/h para se sair daqui para fora arejar junto ao mar!!!), porque tudo precisa de ser inaugurado... - afinal estes 9Km não foram inaugurados - foram só abertos ...) Ainda um dia destes veio um Secretário de Estado inaugurar a nova sede da GNR- BT... nova sede ... ALUGADA! por isso... ( quando falam em inauguraçõe e visitas lembro-me logo do Américo Tomás, que é que querem? e da minha escolinha de Lagoaça e da de Anadia , em épocas diferentes, claro!) Por falar em Lagoaça, eis a escolinha... e a Escola ( agora não sei o que lá funciona!) de Freixo de Espada à Cinta, onde fiz exame da quarta classe...Sim! Não parece , pois não? Mas já houve exames da quarta classe!

Tuesday, August 15, 2006

Rosas...


Bate o sol em branco
nas paredes das casas
da serra esturricada...

Tonteia pelos montes
em desnorte de asas
uma ave assustada...

E, num jardim à margem,
no meio da folhagem
verde aperaltada,
vive um botão em flor
por momentos escassos
(que tisna tudo o calor)
e amanhã de manhã
uma rosa em esplendor
desmaia de rubra-cor
nos castanhos abraços
da terra chã...

Em tempos de caça...


... é bom lembrar que há patos ...
que podem andar a nadar descansados ...


muito fresquinhos, muito aprumados...

Saturday, August 12, 2006

Depois...


Depois, passou-se uma semana de um calor " fritar charnecos no ninho" como diria o outro, calor de dia, de noite, à beira-mar, à beira-terra, dentro, fora... passaram-se três dias porreirinhos sem vento nem ondas ( como não havia de estar calor? ... até é prenúncio de tempestade que pode ser subtil ...) e, ao terceiro dia...quase quarto... ninguém ressuscitou, apenas a bonança se desfez quase sem se dar por isso... não houve nem raios nem coriscos... e devagarinho fiquei fantasma que, ao quinto dia , se tornou invisível. Então, percebi que já não "cantava" nada ali... e saí de mansinho... desandando a passear por Espinho e a banquetear-me de peixe... a minha tensão desceu drasticamente, o que, por um lado até é bom...A noite passada estava tão quente de novo que me sentei à porta da varanda a ver a " vida" da noite: entre o silêncio do calor acumulado nas paredes e nas ruas e os saltos dos carros na lomba , um gato malhado gozava o seu passeio nocturno ...
Por agora, só quero boas ondas pela Lagoa de Óbidos... Tudo o resto são apenas pormenores sem importância.

Viagens e livros


No Intercidades, li Vasco da Graça Moura em " contos Inéditos"( Visão) " Duas Mulheres em Novembro" e o "Público", leio sempre o " Público", é um vício , um vício bom , no meu entender...
Chegada a Lx, à minha espera um brutal calor de Agosto. Desceu mais tarde pelas escadas rolantes uma fada de rosa e branco vestida de sorrisos e saudade que apagámos num jarro de sangria, conversa fiada e peixe grelhado.
" A verdadeira história do Capuchinho vermelho"para maiores de quatro anos veio a calhar para refrescar os ânimos e registámos os nossos nomes na máquina do Quiz do Alvaláxia. Cansadas de verde pusemos na mesa do jantar um copo vermelho e outro azul. E no Teatro Maria Matos Café discorri sem quase interrupção ( ou por causa do calor, do sono ou condescendência de filha ou todas) sobre tempos de tolices antigas.
Domingo e café da manhã num cafezinho à esquina, e fuga da calmaria para a Estufa Fria que não estava tão fria...como seria de esperar... Pela tarde dentro, encafuámo-nos na Fnac a ler B.D. e deliciámo-nos mais tarde com um swirl da Olá entre conversas e recomendaçõesantes da viagem no Alfa Pendular...onde engoli "Minto até ao dizer que minto" de José Luís Peixoto que eu não "conhecia" ( esperando chegar a horas e sem percalços sem princípio de incêndio como no ano passado por esta altura) e pus-me aler porque , à noite, sempre está mais fresco) " A Queda de Roma e o fim da civilização" de Bryan Ward - Perkins ( p'ró que me deu?) . Trouxe mais três livros na mala que eu perco a cabeça quando entro numa livraria... E acho que, por esta vez ( esqueci-me!!! ou não veio a propósito!!!) não usei " formidável", " consumição" e "trouxe-mouxe" para alívio de uma certa pessoa que acha que só eu é que uso estas palavras estranhas(?).

Friday, August 04, 2006

Enquanto houver flores...















... As cores abraçam-se
numa dança
mágica
de
harmonia!

Thursday, August 03, 2006

Para refrescar!!!


Pespegaram-se nuvens " dos Simpsons" por cima da cabeça numa tarde de calor... Corre um ventito brincalhão enrolado nas folhas das árvores verdes...
Não se pode estar na esplanada, com música tão alta de um lado e ruído das obras do outro... ´



Há quem diga que tenho muitas fotografias do mar este ano, mas são lindas, não são?

21 mortos numa semana...

Poderia pensar-se que o nosso país está em guerra, mas não ( ou estará?) : 21 mortos numa semana... na estrada, segundo o Público de hoje, dia 3 de Agosto de 2006... No que vai de ano, de acordo com o mesmo jornal, "a Direcção Geral de Viação já contabilizou desde o início do ano 455 ( QUATROCENTOS E CINQUENTA E CINCO) mortes em acidentes de trânsito..." ." Cinco jovens perderam a vida em despiste de automóvel", título do mesmo jornal, local, página 47. Mas (quase) toda a gente encara estas mortes como a coisa mais natural deste mundo moderno cheio de carros e velocidade e juventude ( jovens entre os 18 e 30 anos!!!) . ( Quase) ninguém acha isto um desperdício de vidas? Ninguém se reúne para decretar um cessar-fogo imediato? Ah! Estava a ficar confusa, o nosso país não está em guerra!

Sunday, July 30, 2006

LUÍS REPRESAS na Guarda...

Luís Represas veio actuar à cidade da Guarda na Semana das Festas, mais concretamente dia 29 de Julho. No programa , não se entendia bem se o concerto começava às dez horas e trinta da noite se às dez e cinquenta também da noite, no Parque Municipal. Antes , na Praça Velha, folclore, às vinte e uma horas... Quando me apercebi disto, torci o nariz , um bocadinho... Mas, uma pessoa não pode estar sempre a desconfiar, tem que dar o benefício da dúvida, não pode criticar por criticar, aquela velha ladainha.
Lá fomos , a tempo e horas, que temos a mania estranha de ser pontuais por princípio e por respeito pelo cantor/poeta. Já convencidos, intimamente, de que o concerto teria aquele bizarro quarto de hora de atraso, flanámos ( antes que me digam que esta palavra não existe, sublinho que é uma palavra portuguesa oriunda do francês flâner, que é um verbo intransitivo e significa passear ociosamente) pelo Parque entre a gente, esperando o momento da actuação. Depois de algumas voltas e voltinhas, para não nos cansarmos, sentámo-nos por ali num murito... Pessoa conhecida disse que o programa do folclore tinha começado com uma hora de atraso... Ainda nesse momento, como o Parque estava bem lotado, cheio de gente, pensei que isso não queria dizer nada, em tantas outras cidades, há programas vários e as pessoas vão escolhendo aquele que mais lhes agrada... Santa ingenuidade... por volta das vinte e três horas, algumas pessoas começam a assobiar manifestando-se contra o atraso, vem uma senhorita muito senhora do seu nariz explicar que o outro espectáculo ainda não tinha terminado por ter começado atrasado e que nós tínhamos que esperar e que ela ( acho que falaria em nome da organização das festas) não tinha culpa... Os assobios responderam-lhe , porque, se a senhorita não tinha culpa ( se calhar foi quem programou, digo eu ) , nós que ali estámos à espera , que tínhamos chegado a tempo, muito menos... mas acho que há pessoas que não entendem isso. Passou uma hora: e a senhorita achou que alguns assobios que se iam ouvindo mereciam um puxão de orelhas e teve a distinta lata de dizer às pessoas de todas as idades que estavam ainda à espera , mas algumas já arrependidas de ter saído de casa, que se deviam comportar ( não sei as palavras exactas) e que as pessoas da Guarda não podiam mostrar o seu desagrado para com o cantor . Quer dizer, nem percebeu que o desagrado não era com o cantor... Eu não sou da Guarda, vivo cá por um acaso , como podia viver noutro sítio qualquer do país, ou do mundo e não posso sentir o que sentiram as pessoas nascidas na Guarda, mas não devem ter gostado do que ouviam porque reagiram de novo.
Felizmente, ( faltavam doze minutos para a meia-noite!!!!!) Luís Represas veio para o palco cantou aquela música com aqueles poemas com aquela voz... e foi tão inteligente que até deu a perceber ao público que o atraso não tinha sido dele e que ele tinha percebido perfeitamente que os tais assobios não lhe eram dirigidos... (Só que aquele espera, a meu ver, desnecessária, também era um desrespeito para com o artista...)
Do atraso , a ninguém se pede nem explicações nem responsabilidades, porque não está nos nossos hábitos... Mas não havia necessidade!!!
Não levei a máquina fotográfica, o que foi pena.
Luís Represas mereceu a espera e os aplausos.
Corria um friozinho das noites de Verão... pela cidade e pelo país que temos.

Friday, July 28, 2006

Lá como cá...



Em Portugal, se os resultados dos exames não agradam, repetem-se... ainda não percebi com que objectivo... o Governo até já aprovou uma alteração ao regime de acesso ao ensino superior prevendo situações como as deste ano, situações excepcionais... Será que a lei estabelece também o que significa excepcional? E rigor... o entendimento destas leis será igual ao do dicionário?
Em Itália, se as prisões estão sobrelotadas, aprova-se uma lei que indulte uns milhares...


Fotos que não têm nada a ver com o texto acima:
- capela vista da praia ;
- Óbidos by night em tempo de mercado medieval.

Monday, July 24, 2006

pausa...

...junto ao mar!




Momentos de pausa...



...viajando no tempo, em Óbidos, V Mercado Medieval!

Monday, July 10, 2006

D. Afonso Henriques

Quiseram abrir o túmulo de D. Afonso Henriques em Santa Cruz, Coimbra e, afinal, depois de um ano de papéis para cá e para lá, a investigadora Eugénia Cunha e outros investigaores, entre eles um espanhol e um francês, viram-se confrontados com uma anulação da autorização, quando já estava apedra tumular a ser levantada... Parece que faltava um papelinho ... é o efeito do Simplex...Simplex, Simplex, mas nem tanto... e a Ministra da Cultura cancelou deu ordem de anulação da autorização... Se D. Afonso Henriques estivesse sujeito a tanta burocracia para se deslocar, tinha ficado à espera das autorizações todinhas e nem tinha saído de Guimarães, ali com O Paio Sores Pinto ao lado todo guerreiro, não tínhamos ( o país , porque eu própria tinha com conquistas ou sem conquistas com Afonso ou sem Afonso, só era necessário ter existido o Paio Pinto) chegado a existir e eu era porventura uma cidadã da província de Castilla y Léon... hablando castelhano com mucho salero... As consequências que pode ter a existência de muito ou pouco papel...
A água do Alqueva está a ser muito bem aproveitada , pelo menos em 25% para já por nuestros hermanos para regar olivais ...que eles compraram em... Portugal... agora as terras não se conquistam à força de capa e espada, mas com dinheirito vivo... Fiquei com uma dúvida: e se os Espanhóis comprarem os terrenos, usarem as águas, levarem as mulheres portuguesas para terem os seus filhos nos seus hospitais, se continuarem a formar médicos , engenheiros , vetrinários e outros , oriundos de Portugal e depois a dar-lhes trabalho e pagarem os seus salários, ainda vamos continuar de costas voltadas? ( ihihih não ia bem escrever isto, mas fica assim politicamente correcto: hoje está tanto calor que não há energia para mais)...
Nas Portas do Sol, voltejava ( agora não posso dizer feita maluca, porque está provado que elas só parecem malucas, mas aquelas voltas e voltinhas têm um objectivo muito preciso!!!) uma borboleta amarela!!!

Calooooooor!


O país está sob temperaturas anormalmente quentes. Ontem também. Em Lamego, bem esperámos pela abertura da Expodouro pelas quatro da tarde, sentados à sombra, numa esplanada a beber água... fresca sem gás e com gás... ... Entrámos e quase logo saímos: parecia um banho turco, com a diferença de que não estávamos equipados para o efeito... Eu bem pensei a posteriori que podíamos ter ido ali ao Bazar Mandarim para nos fornecermos de produtos essenciais para passar a noite , tínhamos feito a sesta depois do cabritinho asssado com batatinha e arroz e íamos à feira após o pôr-do-sol, mas não fui suficientemente rápida a raciocinar... Devia estar com os miolos um tanto esturricados... Andava por lá tanta gente que eu , mais habituada a maiores multidões , achei pouco movimento ... para o caso de não se perceber a piada , estou a ser irónica...
E eu, que não tenho ouvido nenhum para a música, reproduzi-la só com muita ajuda e quanto a voz , nada, andei com a mais recente música da Shakira na cabeça , vá-se lá entender uma coisa destas...
Nota: lua ao anoitecer de dia nove de Julho...

Saturday, July 08, 2006

Outsider


Calor, muito calor..
Fiquei por aqui entretida na frescura das paredes da casa a arrumar - hoje não arrumei papéis - ficheiros e fotos digitalizadas . Estou moderníssima!
Ontem vi um documentário que me deixou perplexa. A propósito dos atenatdos e dos grupos que os executam. Afinal o problema parece ser ao mesmo tempo complexo ( para o meu entendimento) e simples ( qualquer ser humano é capaz das maiores atrocidades e é isto que é chocante: eu perceber que podia ser cruel como tantos outros já o foram). Enfim, todas as pesquisas e estudos levados a cabo por variadas pessoas e encarando os factos e os "actores " de diversas perspectivas o fundamento para explicar tais actos monstruosos encontra-se na ... dinâmica do grupo , à qual uma pessoa deseja pertencer por razões variadas e, para isso, faz qualquer coisa , qualquer coisa... uma pessoa que queira pertencer a um grupo , para se sentir e mostrar integrada faz qualquer coisa...por isso , creio que ser contra-corrente , ter ideias próprias , manter a personalidade firme ( ou ser teimoso dará o mesmo efeito ihihih ) , ter opiniões diversas e pensar diferente do grupo devia afinal ser incentivado...ou não?
Apenas em uma semana , o preço do gasóleo aumentou duas vezes... repito , correndo o risco de ser outsider , estrangeira, velha do Restelo e equivalente , não vou atrás das multidões...a bem , especialmente da minha sanidade mental...

Saturday, July 01, 2006

Pescadores e poetas


Da Praia de Mira, emitiu esta semana a RTP parte do programa Portugal em Directo. Vivem naquela localidade antigos e sofridos pescadores de bacalhau ou pescadores de outras espécies. Quando discorrem sobre a sua arte como ninguém, espraia-se em palavras a sua alma de poetas . Mas o maior de todos é o grande amigo do meu pai, o sr. Nogueira, que respondeu às questões da jornalista sobre a pesca e sobre os pescadores com uma fluência de palavras que a mim não me espanta. Teve a oportunidade de ler um dos seus poemas. Dessem-lhe tempo e não tardaria a recitar de cor poemas de Luís de Camões e Almeida Garrett e, deste, extractos das obras em prosa. Entre outros. E Até dos seus próprios versos. Ele cuja única universidade que frequentou foi a da vida! E está prestes a publicar um livro , notícia de fonte fidedigna.
Nota: foto- Praia da Vieira.

Baden-Baden


Lá por 1997, estive em Baden- Baden, Floresta Negra que , afinal, é verde verde verde…de todos os verdes possíveis e imaginários. Havia um belíssimo palácio com uma extensão de relva também muito verde verde verde a perder de vista. Tocava uma orquestra num enorme palco . Em cadeiras , na relva, sentados , de pé ouvia-se a música num cenário de filme. Uma mulher jovem de vestido comprido dançava pela relva fora no seu próprio bailado de sonho. Indiferente aos poucos olhares menos habituados a excentricidades que a seguiam naquele feliz rodopiar, guiada pela orquestra enlevava-se nos requebros do corpo que o tecido de uma écharpe finíssima seguia nas suas mãos…
Mais abaixo, nas termas a preservar, encarrapitados nuns escadotes , jovens de ambos os sexos restauravam minuciosamente formas e cores das pinturas das paredes e tecto…
Por cá, o feno cortado aquece sob o sol de Verão à espera da recolha.

Wednesday, June 28, 2006

Andar nas nuvens...


Já decidi que não gosto muito da aragem do Outono em pleno Verão! Também decidi que contra tudo e contra todos, não vou esquecer uma série de questões que este ano me deixaram apreensiva só porque anda tudo histérico à volta de uma bola…não sou capaz… Desde o início deste ano lectivo fiquei assim: incrédula com tudo o que se passa à minha volta , à volta da minha profissão. Ainda não despertei , fiquei neste estado, perdi a euforia, como quem recebe uma martelada e ainda não sabe bem onde está…
Realmente quem vir os noticiários de todos os canais televisivos em Portugal, é levado a pensar que há apenas um tema no mundo inteiro digno de notícia , o que não corresponde à verdade: é aconselhável ter paciência e esperar para ver outras notícias ensanduíchadas entre as da bola. Refiro as de Timor Leste, que um dia destes lá passarão para a abertura, acordados de espanto a perguntarem-se todos como é possível, como foi possível ; as de Gaza; as do assassino em série ( ninguém tem dito esta frase em português , dizem “ serial killer” como se fosse o nome de uma série; ainda não percebi se era para as pessoas não perceberem a gravidade da situação se para parecerem muito intelectuais … assassino em série numa terrinha de cinquenta habitantes do tal país de brandos costumes é mais duro de ouvir , não é?) de uma terra de paz podre… e mais não digo… Se querem andar nas nuvens , que andem…( alguém deu conta do projecto de correio electrónico com dez milhões de caixas de correio electrónico anunciado com pompa e circunstância pelo nosso mais manda –chuva de todos? Mas quem disse a essas pessoas que eu não quero continuar a receber cartas de verddade? E caixas de correio electrónico para essas terrinhas a quilómetros de distância do correio? As pessoas nem têm mais que fazer do que ir cada dia 40 ou 50 Km, não sei como, ver a sua caixa do correio? Ninguém acha absurdo? E porque todos têm que ter a sua caixa de correio electrónico? E se as pessoas não quiserem? ).
Repito: Se querem andar nas nuvens , que andem… Eu estou assim com este feitio azedado e prefiro andar nas nuvens mas atenção: nestas nuvens que se situam em
http://www.cloudappreciationsociety.org/gallery/

Saturday, June 24, 2006

Dia 23 de Junho, o dia mais feliz do ano!!!

Quando li uma curiosidade publicada no Público de hoje, in o Insólito “ o dia mais feliz do ano foi ontem, dia 23 de Junho “ ( determinado por uma fórmula matemática por um tal Cliff Arnalff professor universitário – o mais deprimente é o dia 24 de Janeiro …pudera , o mês parece tão comprido depois do Natal e do Ano Novo que admiração, nem era preciso fazer cálculos matemáticos … ) é que entendi por que razão a Alice L. subiu para um dos pilares do Jardim de S. Lázaro , em plenos festejos de S. João no Porto, fez ontem xis anos ( primeiro ano de trabalho das meninas em Anadia , Escola Preparatória inaugurada nesse mesmo início de ano lectivo por Américo Tomás – onde isso já vai, a era pré 25 Abril, o de 74 do século passado!!! E ainda havia exames do 2º ano do Ciclo!!!) , levantou o braço , direito ou esquerdo , isso já não sei, e começou a gritar “eu sou a estátua da Liberdade…” Tinha que ser um dia mesmo feliz para que a minha contida e assisada colega se dar a uma atitude extrovertida destas… Não sei se as sardinhas e o vinho , o clima de festa , a erva cidreira ( não consigo lembrar-me, mas creio que ainda não tinham surgido os martelos!!!) , o alho porro também tiveram algo a ver com isso. Tivemos como cicerone e acompanhante o saudoso Alex…
Também me recordei ontem das alcachofras de S. Martinho do Porto e das fogueiras, mas aí as “duas pequenitas” eram mais tipo observadoras…
A manhã de hoje chegou com as orvalhadas previstas para as manhãs de S. João…
A F. faz 77 anos e estava toda activa ... claro que não dispensa novo telefonema dia 1 de Julho, toda vaidosa por fazer anos duas vezes, obra da disparidade entre a data real do nascimento e a do registo...

Friday, June 23, 2006

nascidos em 1980!!!


Pois é: vão deixar saudades estas crianças que partem para outra etapa da vida…por estes dias elas próprias debatiam-se entre o entusiasmo dos “inter-turmas”, a alegria das férias próximas, o alívio das tarefas e a saudade que já andava no ar… mas que querem que diga? lembro-me logo daqueles “nascidos em 1980” . Colocaram a fasquia tão alta (ontem com os meus pensamentos só me lembrava da palavra em castelhano “listón” e foi um cabo dos trabalhos para me recordar da palavra em português… acho que estou a ver muita televisão espanhola !!! como quando me surgem frases do tipo “ passam de mim” ou “ vão votar sim , não?” que soou estranha – a frase- ainda por cima dita numa esplanada de uma praia bem portuguesa; ainda pensei que era do Porto branco fresquinho e cheiinho , mas mais tarde é que “vi” que era apenas um interferência de línguas… agora vou deixar o parêntesis que isto não parecia, mas era um parêntesis) Retomando: colocaram a fasquia tão alta que é difícil serem destronados, mas enfim, são momentos em que tudo se conjuga para ser excepcional, até os astros…
Mas vamos ver-nos por aí…
O Francisco José Viegas deu uma entrevista à Visão ( 22/06/2006) e resolvi que não são só os nomes, os lugares que conseguem despoletar recordações, aliás , já muita gente antes de mim, descobriu que também os sabores ( ai as madalenas de Proust!!!) , os cheiros, um objecto …e sei lá que mais o fazem como um clic…agora foi uma entrevista que fala da infância, dos livros que leu – até achava que apenas eu tinha lido Júlio Dinis e Camilo, além de Eça , mas afinal não: apenas eu os li primeiro que Francisco José Viegas… - das bandas desenhadas do Jornal de Notícias que os pais dele assinavam : eu era mais o Primeiro de Janeiro que publicava ao domingo o Príncipe Valente, a Dona Perliquitetes, e outros de que agora não recordo o nome. O jornal também recebíamos em S. Tomé de Covelas , no Douro, nas férias , pelo correio , um dia depois quando as notícias já estavam ultrapassadíssimas, mas, na altura isso não fazia diferença nenhuma…
Também reflecti que, se não retemos todos os nomes ou rostos dos professores, isso também não tem problema nenhum, embora , por vezes, nos marquem ou por serem excepcionalmente bons ou por serem muito rígidos… Se não nos lembramos , acho que ainda bem, correu tudo com muita naturalidade…como deve ser…
O J. faz anos hoje e andámos por aí a gozar o dia, almoçámos as espetadas de enguias com batatinha cozida, como é hábito por estas bandas e preparamo-nos para, logo, atacar a sardinha assada e caldo de grão ( em outras paragens será caldo verde que , se houver, também segue viagem) …
Só uma notinha: sobre assuntos que me poderiam vir a causar indigestão, não falo…

Wednesday, June 21, 2006

passagem ...


Passagem pela barra de S. Martinho do Porto: já alguma vez disse que o nome de um lugar evoca mil recordações? Pois disse: e repito... E se nomearmos o lugar na sua presença? É uma vida que desfila... recordações a que são chamadas muitas pessoas...

ponto de luz


O ponto de luz brilhante num fundo negro "posted" em 10 de Junho com AVISO... é a lua...quase-quase em lua cheia...
Em contrapartida, esta luz vermelho-fogo é o sol poente...

...sem palavras!


Thursday, June 15, 2006

chuva e sol!!!


Estou na net a euro por quarto de hora e portanto tenho que me despachar... isto é um parêntesis.
Agora a sério: ontem lá viemos cumprir a nossa solidariedade para quem está no hospital há cerca de três meses e, em greve, e, na manifestação, em espírito - para a próxima, hão-de ver-me lá aos gritos , desta vez, não pôde ser pelo que digo atrás ... chegámos óptimos: o non-stress que é uma pessoa ver-se fora de certas terrinhas amorfas e raquíticas, onde uma pessoa se sente encurralada e encontrar-se numa varanda com o mar - escuro, embora- espraiado em frente... sob uma tempestade...acordámos a uma boa hora de tomar um pequeno almoço em frente ao mar , de dar um rico passeio pelo areal fora, de apanhar sol, e de comer uma bela sardinhada, antes de chegar a chuva de novo... à hora do jogo Equador-Costa Rica, é um bom momento para se comprar os novos episódios CSI com o Público ( nem vou falar da notícia a vermelho de hoje , porque são comentários desnecessários!!!) e para se fazer uma massagem crâneo-cervical para ver se abrandam as guinadas malucas da minha cabeça...
Mas já nem me lembrava da beleza do mar com chuva dentro... e tudo tem outra beleza com olhos de não ter nada mais que fazer do que olhar para o mar sem relógio sem pressas - embora haja uma certa pessoa que , mesmo assim, me pressione hahahahahahahahahahahahah eu igoro claro! -sem pressas e sem relógio...também é uma boa oportunidade para se pôr a capinha da chuva e andar feita maluca à chuva sem ninguém dizer nada nem raparos nem nada nem ninguém achar estranho tal passeio...
Pronto! Cá te esperamos, menina que está a fazer o seu portfolio ... que é o mais importante: a tua companhia... E agora vou postar isto que os euros ( 2) estão a findar...

Saturday, June 10, 2006

ROMEO

Tenho andado a procurar um local onde possa comprar quando o meu stock acabar (estou a rimar mas é sem querer) a água de toilette ou eau de parfum ROMEO de Romeo Gigli... Já encontrei via net com portes grátis e tudo... nos Estates quer dizer Estados Unidos da América... E eu já a pensar que tinha que desistir da minha eau de parfum preferida... Isto da net é uma grande invenção!!!
Ah! E está certo : ROMEO e não Romeu, que este departamento é outra questão!!!

... in illo tempore...

" Num regime que concedia privilégios por razões nobiliárquicas, de amizade ou grau de parentesco, critérios como a competência, o merecimento e a honestidade eram inexistentes."
in O Profeta do Castigo Divino de Pedro Almeida Vieira sobre os anos de 1750 , reinado de D. João V.
Qualquer semelhança com a realidade actual é pura coincidência!!!

AVISO


AVISO
Há VIDA para além do futebol!!!