Wednesday, February 27, 2008

Prós e contras 26 Fevº de 2008

E lá vem a prepotência
A dizer mil “inverdades”
E fala de competência
Pr’a esconder suas maldades.

Não percebe, não percebe
Mas manipula as questões
Responde ao que não se pede
Foge das nossas razões.

Não consegue conceber
Uma tal agitação
Quando nos quer oferecer
Um prémio de coração.

Ó Fatinha, está calada
Que só és moderadora
Ou estás preocupada
Co’as quotas da empregadora?

Se nós estamos descontentes
Não é por sermos mauzões
É por estarmos bem cientes
De quais são nossas razões.

Isto é mesmo Formosinho
Isto é quase transcendente
Afinal há o burrinho
E há o inteligente!

Já se me azedou a noite
Com tanta coisa “bizarra”
Afinal é um boicote
A tanta lei assisada.

Ai as escolas privadas
Que falam de desempenho
Com pessoas mui fadadas
Com talentos que não tenho.

Oh senhores educadores,
Por favor não batam palmas
Bem sabem que esses fervores
Dizem o que vai nas almas.

Põem-se a falar de tudo
Para não haver debate
Com este pano de fundo
Vou precisar de um Prozac.

Amanhã vou trabalhar
E vou com grande vaidade
De não me deixar vergar
E de ter dignidade.

Esqueci-me dos laureados
Que eu também tenho heróis
Tenho colegas calados
Que me servem de faróis.

Que nervos que já apanhei
Ai Jesus, estou farta disto
Estou confusa, já nem sei
Se ouço um pai ou um ministro.

Eu caí na patetice
De “re”-ver este programa
Mais uma vez fiz tolice
Que se lixe, vou pr’a cama.


Ethel P.

19 comments:

TINTA PERMANENTE said...

Uma bela trova sobre o tempo que passa!...

Uma noite sossegada!

abraços!

bell said...

Também eu caí na patetice... ai, ai!

Quintanilha said...

Porque será que nos sucessivos Governos, desde o 25 de Abril, não houve um único ministro da Educação que agradasse ao professores e seus sindicatos?

Olhem que estão enganados. A maioria dos portugueses não está convosco nem com a vossa luta.

Há coisas mais importantes do que o umbigo dos professores!

Quero ver qual será a vossa posição quando o PR declarar apoio ao Governo e à coragem para pôr ordem num sector que anda sem rei nem roque há décadas!

Vão mas é trabalhar!

rendadebilros said...

Olhe que não, olhe que não...

rendadebilros said...

Trabalhar ainda mais? Com que critérios é que o sr . é avaliado? Divulgue a grelha das suas avaliações... Pois nós somos todos os dias por muitos jovens... e pelos Pais... Para falar disto encontre-me em www.terrasmuialtas.blogspot.com
Se vem para desrespeitar, esqueça , não lhe dou esse direito, que o sr. não me conhece , não pode avaliar a minha vida profissional... 35 anos ...
O senhor está enervado... trabalha no Ministério? Não me diga??

Anonymous said...

Nem tudo está perdido!
Depois de Coimbra (cerca de 3.000 professores em vigília), Viseu (mais de dois mil na rua), Guarda e Castelo Branco também não desiludiram.
Vamos fazer de Lisboa, no dia 8, o palco da denuncia, numa jornada única de repúdio em nome da dignidade da profissão docente. Esta ministra da "avaliação" tem nota negativa. Não é recuperável, enquanto tal e não terá, connosco nenhuma outra oportunidade.
jcosta

Anonymous said...

quintanilha:
Não é com inverdades, também chamadas de socratinices (como a língua portuguesa é rica e dinâmica!) que se defendem posições. Vários ministros, depois do 25 de Abril, mereceram o respeito dos professores; de passagem recordo-lhe três: Fraústo da Silva, Roberto Carneiro e Marçal Grilo. Qualquer deles, sem demagogia ou obstinação doentia, deixou obra feita e reforma educativa digna de registo.
Não sei o que sabe de educação e da luta dos professores para afirmar que a maioria dos portugueses não está com a sua luta. Tenho lido muita supina ignorância sobre o assunto. Atendendo a que não avança mais do que vagas estultices, enfileira no ciclotímico comentário que, convocando o umbigo, sem se abastecer do cérebro, passa com facilidade à ofensa.
O que quer ver, nós já vimos e ouvimos com frequência. Se o dr Cavaco fizer o que os seus confidentes botões lhe anunciaram, teremos que continuar a luta. Sem a ajuda do “quintanilha”, já percebemos, e a de tantos portugueses que a sua aritmética lhe permitiu contabilizar. Para seu governo e pelo preço módico de uma oferta, aqui ficam alguns pontos para reflexão.
1. Quando o pm afirma que não se conforma que, ao fim de trinta anos, o seu governo não seja capaz de avaliar os professores, está a faltar à verdade. Desde 1992 (Dec. Regulamentar 14/92) que os professores são avaliados; muitos não progrediram em função do efeito dessa avaliação.
2. Desde a entrada em funções deste governo que os professores (e não me diga que nenhum é digno de ser escutado), não foram ouvidos em nenhuma das profundas e injustas alterações introduzidas na sua vida profissional;
3. Alterou-se o seu horário de trabalho e, na sua componente não-lectiva, inventaram-se funções mirabolantes, entre elas as famosas aulas de substituição, que estão longe da caricatura, se lhe disser que professores de história vão substituir outros de electricidade, com todos os arranjos e combinações que, a partir deste exemplo, possa imaginar;
4. Congelaram a progressão e, pelo meio, dividaram a carreira docente – que sempre foi horizontal – porque começa-se a dar aulas e termina-se a dar aulas (não é como na tropa do infeliz exemplo do sr. pm). Criaram o mais estúpido dos concursos para provimento dos professores titulares, e com tais regras que, um número significativo dos melhores professores deste país, muitos dos que dão aulas, ficaram de fora.
5. A catadupa de decretos, despachos, circulares e quejandos tem infernizado diariamente a vida dos professores e a escola que deveria ser um lugar tranquilo e sereno para transmitir o conhecimento, educar e ensinar, está transformada num inferno insustentável.
Quintanilha:
Os professores não são malfeitores, muito menos bodes expiatórios da despesa pública; são cidadãos que cumprem a s suas obrigações e todos os dias lançam às crianças e jovens deste país o fermento e a semente que poderão fazer deles homens e mulheres autónomos e preparados para enfrentar o futuro difícil que os espera. A terminar acrescento ainda dois aspectos: (i) nenhuma reforma de ensino terá sucesso contra os professores; (ii) a defesa da escola pública de qualidade assenta na dignificação da profissão docente. Se não entender o que aqui fica, paciência; quem sabe se mais uns anos de escola não farão o milagre de ao menos respeitar o trabalho dos outros.
jcosta

Andreia do Flautim said...

Beijinho para ti!

Carminda Pinho said...

É tempo de "gritar" assim ou de qualquer outra forma. Basta!

Beijos

Anonymous said...

O quintanilha tem um blogue!
Até aqui, nada de especial. Definiu algumas regras, até porque, enquanto proprietário, tem direito a admitir no seu condomínio quem muito bem entender; é um direito incontestável que lhe assiste.
E por isso resolveu optar por avisar que
Este blogue não permite comentários anónimos.
A moderação de comentários foi activada. Todos os comentários têm de ser aprovados pelo autor do blogue.


O quintanilha há-de ser uma pessoa de bem [embora tenha os seus receios] e, assim prevenido, vai usando o seu condomínio para atirar umas pedritas - com mails anónimos -, ou com notícias requentadas e propositadamente manipuladas, que rapina dos jornais [DN, 18 de Novembro de 2005]. Tudo sem um argumento, sem um olhar crítico sobre o mundo, como gosta de manter no cabeçalho do seu divertido brinquedo. Este homem - que o miúdo da foto deixava adivinhar outra postura ética, tem um qualquer problema mal resolvido com a escola, com os professores, ou com ambos, só pode. Para assessor, mesmo fraquinho, está longe de cumprir os critérios mínimos de qualidade: para crente, tem digerido de forma deficiente a doutrina, para crítico, por falta de consistência, seria despedido de imediato. Óh homem! Agarre-se à legislação, que é um autêntico best-seller, produzido à velocidade da luz e que, diariamente, inunda as escolas; vá a um dicionário, mesmo elementar, e descubra o significado do conceito "olhar crítico"; leia bons livros, qualquer um do Savater, ou até do Platão, já que o outro – o da cicuta –, nada escreveu; agora que as escolas estão de novo abertas para "novas oportunidades" e reciclagens várias, apareça por lá, vai ver que essa questão com os professores, há-de ser mais problema seu do que deles. Ah! Se puder, ouça a Ana Benavente, é uma rapariga da corte mas, hoje, acertou umas no seu padrinho e na inolvidável ministra. Se lhe sobrar tempo dê uma volta pelo JN (última página, crónicas de Manuel António Pina) vai ver que não se arrepende. Cultive-se, jardine. Olhe que o ódio, a inveja e a maledicência são parte do problema e não da solução para os problemas do país. Cumpra o melhor que souber as suas tarefas; creia que os outros, entre eles os professores, o fazem, todos os dias, o melhor que podem e lhes deixam. Continue a ler (e a ouvir) o José Pedro Gomes que, de resto, é um bom crítico, argumenta e escreve bem.
Sem ressentimentos e as minhas desculpas à rendadebilros, que cumprimento, por usar o seu espaço para lhe responder. Abra o condominium: somos gente de paz (mas crítica).
jcosta

rendadebilros said...

Caro J Costa
Para falar destes assuntos, podemos ir até www.terrasmuialtas.blogspot.com
Agradeço-lhe o seu comentário , muito sentido . Andamos todos muito desanimados com estes ataques. Eu respondi, por decência a Quintanilha, sem saber quem é , mas imaginando as suas "colagens". Depois arrependi-me, porque encontrei no blogue do Paulo Guinote , a educação do meu umbigo, onde muitos se "reúnem" para falar destes assuntos que nos "atormentam", o mesmo texto aqui deixado. Conclusão: o tal dito sr. quer "armar" confusão. Connnosco não. `Fará ele o favor de ir cantar para outra freguesia. Nós diremos o nosso pensamento no dia 8 de Março em Lisboa...
Parece que voltámos ao 25 de Abril... Fecha-se , se calhar um ciclo...
Aos amigos e outros visitantes, este assunto era para o blogue ao lado , veio aqui perturbar a "nossa2 conversa serena, ,mas vai tudo voltar ao normal.

Anonymous said...

Certo.
Renovo o meu pedido de desculpas. Também ouço o Ramiro, o Paulo, o Aijesus (que a convido a visitar), o insuperável Kaos, e o Lóbi, entre outros.
Vê-mo-nos em Lisboa se... ainda for necessário!
jcosta

Anonymous said...

Ooops! vemo-nos.
jcosta

mixtu said...

... sem stress
sentir
saber ser
para estar...

e gracias pela distinção, que te decir... gracias...

abrazo no deserto, quente...

Sophiamar said...

Força Amiga! Estou contigo.Boas quadras! Incendiaste os ânimos.Continua!

Beijinhosssss

rendadebilros said...

JCosta
Se me der autorização, gostava de publicar no "terras altas" parte do seu 2º comentário.
Bom fim de semana.

jcosta said...

Nada contra.
Bom fim-de-semana, também.

rendadebilros said...

Jcosta
Deixe-me também, por favor, o blogue do Ramiro do Ai jesus e Lobi. Já sou visita assídua do Paulo Guinote e do kaos.
Obrigada.

rendadebilros said...

Jcosta
Já os descobri... Obrigada na mesma.