Tuesday, February 27, 2007
Troncos mortos
Tinha ficado de pé aí um metro do tronco das árvores... Esta tarde, andavam a cortar o resto... Ainda não percebi por que carga de água é a Protecção Civil ou alguém com esses dizeres nas"etiquetas" das fatiotas de trabalho que anda a fazer esse lindo trabalho... E o dia passeava-se tão bonito por estas bandas ...
Monday, February 26, 2007
Querem apagar a minha vida
Estou assim um bocado aparvalhada. Pensei que só Estaline e outros companheiros apagavam as pessoas das fotos, quando não lhes convinha por variadíssimas razões aparecer junto delas para a posteridade, e ponho-me a ler a segunda versão do projecto de diploma regulamentar para acesso à categoria de professor titular, como quem não tem mesmo mais que fazer. E descobri, a manter-se esta versão ou equivalente, que - não é que me interesse ser titular muito especialmente, o que queria, na verdade, não era bem isso: agora só queria que , daqui por dois, quatro anos no máximo me deixassem reformar e mais nada - antes de 1999, e recuando até 1973, não vivi profissionalmente. Nada conta do que se passou nesses anos, nem a passagem pelo Conselho Directivo, nem pelo Conselho Pedagógico anos e anos como Delegada de Disciplina, nem como Directora de Turma... Nem conta nenhuma actividade que dinamizei e em que colaborei - e claro que não estou sozinha, outros trabalharam muito mais que eu - ( Visitas de Estudo, Feiras do Livro, Exposições, publicação do jornal, publicação de um livro de textos e poemas dos alunos - para o qual andei a pedinchar o dinheirinho de porta em porta como uma triste e "pobre de pedir"- Encontros com Escritores ( noutro dia, vi-me tão antiga que ainda me lembro de ver lá na Escola a Odette de Saint-Maurice !!!), o Dia do Francês com cantorias e danças e já nem me lembro do resto... Nem conta cada ano em que nem dei uma única falta ... Só contam os anos, em que as mazelas começam a carunchar e uma pessoa se vê obrigada a ir ao médico , a andar em exames de vigilância e prevenção, ou com viroses incompreensíveis, mas terríveis, e gripes ou afonias completas, quer dizer , em que não digo nem pio...
Conclusão: querem pura e simplesmente apagar a minha vida profissional de uma penada... e, se calhar, como crêem que já ando muito motivada, ainda querem humilhar-me mais e fazer-me crer a mim que nunca fiz nada e que não valho nada... mas estão enganados, porque a minha consciência do trabalho com os meus alunos vale mais que um cargo estupidamente chamado titular e, embora me apeteça chorar de raiva, não o vou fazer... o desprezo é o melhor, já que a luta de pouco valeu...
Esta tarde, fui a pé até ao Arquivo Distrital, via Avenida dos Bombeiros. À vinda, após as Portas do Sol, nem queria acreditar e fiquei ainda mais aparvalhada do que já ando ultimamente: cortaram todas as árvores da Avenida. É a preparação para as obras de um certo Fórum ( cuja abertura está anunciada para a Primavera de 2008)... começam bem!!! ( Não trazia a máquina fotográfica comigo!!!)
Conclusão: querem pura e simplesmente apagar a minha vida profissional de uma penada... e, se calhar, como crêem que já ando muito motivada, ainda querem humilhar-me mais e fazer-me crer a mim que nunca fiz nada e que não valho nada... mas estão enganados, porque a minha consciência do trabalho com os meus alunos vale mais que um cargo estupidamente chamado titular e, embora me apeteça chorar de raiva, não o vou fazer... o desprezo é o melhor, já que a luta de pouco valeu...
Esta tarde, fui a pé até ao Arquivo Distrital, via Avenida dos Bombeiros. À vinda, após as Portas do Sol, nem queria acreditar e fiquei ainda mais aparvalhada do que já ando ultimamente: cortaram todas as árvores da Avenida. É a preparação para as obras de um certo Fórum ( cuja abertura está anunciada para a Primavera de 2008)... começam bem!!! ( Não trazia a máquina fotográfica comigo!!!)
Friday, February 23, 2007
Dia quatro- diário de viagem, em traços largos
Sol ainda
Pequeno almoço como sempre, antes de nos abalançarmos por aquelas ruas fora, passando pelo Palau da Música Catalã, deambulando um pouco ao acaso por aqui e por ali para irmos almoçar na Cervejaria Catalã, onde os “montaditos” e as “tapas” saltam aos olhos, lindas e coloridas e nos põem apenas uma dificuldade – escolher. Para não ficarmos com muita pena, jantámos também lá, cansados ou já saudosos.
Pela tarde, bebemos um gole de água na Fonte de Canaletes ( diz uma lenda que, quem beber água desta fonte voltará, com certeza, a Barcelona) e sentámo-nos nos bancos a apreciar o vai e vem das pessoas num ciclo não-interrompido (em alguma hora do dia ou da noite haverá uma interrupção desta afluência de gente?) . Cirandámos por ali a ver umas montras, via Igreja de Santa Ana, Igreja del Pi ( a pequena praça desenvolveu-se à volta de um pinheiro) , Praça Real ( que não é a Praça do Rei) e abancámos frente a um chá e a um chocolate quente que os pés já se recusavam a andar mais…a deixar fluir as conversas sem tempo nem medida, até que, via telemóvel, quais autênticos catalães, marcámos encontro um pouco abaixo do bar Zurique, Praça da Catalunha… para jantar.
Separámo-nos no Passeio de Gràcia, uma, a quatro quadrículas dali, os outros, descendo até à Praça da Catalunha, a outras tantas quadrículas da Praça Urquinaona, a meia dúzia de passos do “Hostal”. Como, desta vez, nos recolhíamos mais cedo, não encontrámos, embrulhado num saco-cama, um indivíduo, a dormir, no cubículo da caixa automática.
Pequeno almoço como sempre, antes de nos abalançarmos por aquelas ruas fora, passando pelo Palau da Música Catalã, deambulando um pouco ao acaso por aqui e por ali para irmos almoçar na Cervejaria Catalã, onde os “montaditos” e as “tapas” saltam aos olhos, lindas e coloridas e nos põem apenas uma dificuldade – escolher. Para não ficarmos com muita pena, jantámos também lá, cansados ou já saudosos.
Pela tarde, bebemos um gole de água na Fonte de Canaletes ( diz uma lenda que, quem beber água desta fonte voltará, com certeza, a Barcelona) e sentámo-nos nos bancos a apreciar o vai e vem das pessoas num ciclo não-interrompido (em alguma hora do dia ou da noite haverá uma interrupção desta afluência de gente?) . Cirandámos por ali a ver umas montras, via Igreja de Santa Ana, Igreja del Pi ( a pequena praça desenvolveu-se à volta de um pinheiro) , Praça Real ( que não é a Praça do Rei) e abancámos frente a um chá e a um chocolate quente que os pés já se recusavam a andar mais…a deixar fluir as conversas sem tempo nem medida, até que, via telemóvel, quais autênticos catalães, marcámos encontro um pouco abaixo do bar Zurique, Praça da Catalunha… para jantar.
Separámo-nos no Passeio de Gràcia, uma, a quatro quadrículas dali, os outros, descendo até à Praça da Catalunha, a outras tantas quadrículas da Praça Urquinaona, a meia dúzia de passos do “Hostal”. Como, desta vez, nos recolhíamos mais cedo, não encontrámos, embrulhado num saco-cama, um indivíduo, a dormir, no cubículo da caixa automática.
O dia seguinte amanheceu com ar de regresso a casa…depois de um pequeno almoço com troca de recomendações…
Um dia destes, quando alguém marcar encontro em frente ao bar Zurique , na Praça da Catalunha, portem-se como verdadeiros catalães, habitantes de Barcelona.
Apareçam! Estarão à vossa espera……
Thursday, February 22, 2007
Dia três... diário em traços largos
Mensagem de dia de sol, via telemóvel, o que nos abria o apetite para ir até ao Parque da Cidadela, passear, passear, sem pensar muito, deixar correr os passos e os pensamentos e as conversas até à Barceloneta, juntinho ao mar com umas ondinhas estranhamente suficientes para uns tantos se dedicarem ao surf, Montjuic ao longe, mais ao lado, o Colombo com o braço esticado e as pernas a pedir repouso e o restaurante que procurávamos fechado e as voltas e voltinhas e o resto do dia sem grande história que nem a cabeça consegue processar tanta informação junta nem as pernas tantos passos que parece que não se dão mas caminham-se … ah passámos ainda junto às fachadas todas ( antigas , modernas e moderníssimas, construídas no tempo do Gaudí e depois ao longo das décadas e continuarão durante sabe-se lá quanto tempo) da Igreja da Sagrada Família, mas os guindastes, os ruídos e o pó tiram a beleza toda ao mo(nu)mento…
Conhecemos a celebérrima janela de um certo quarto, janela numa casa com varanda que dá para uns terraços, isto a quatro quadrículas ( aquela zona de Barcelona, em tempos , século XIX, foi planificada, segundo o Plano Cerda e construíram-se conjuntos de casas formando quadrículas uniformes sobre o terreno) da Praça Catalunha…
Dia dois – Domingo
Dia bonito para se passear no Parc Guell ( que o senhor Guell encomendou ao senhor Gaudí) . Não sabia eu que aquela subida íngreme a partir do metro que eu fizera “com uma perna às costas” me ia mostrar que eu tenho músculos em sítios incríveis e que eu jamais me apercebera deles.. Grande Parque para passear , mas , com tanta gente de todos os lados, muitos do nosso rectângulo, uma pessoa até fica cansada.
Vista da Cidade que se alonga até ao mar, com imensas pináculos de igrejas e catedrais e Casa-Museu Gaudí e passagem rápida pelas “casas dos strumpfes” ( que está visto que não se chamam assim) e descida até ao Centro para descansar pernas e processar tanta informação vista in loco e lida no nosso livrinho-guia e retemperar forças no “Els Fanals”, restaurante calmíssimo que era do que estávamos mesmo a precisar…
Ramblas again, com as gentes, os pássaros, as flores e desvio para a zona da Cidade Velha. Da Catedral em obras ( pedia-se um donativo obrigatório de 4 euros por isso, passámos ao largo) pela rua estreita até à praça da Generalitat e zona do Born pela rua da Argentería até à célebre ( pelo livro) Catedral do Mar, onde se voltou mais à noitinha, a porta já aberta e aqueles arcos altíssimos, iluminados fazendo-nos ascender a um lugar mais alto pelo trabalho ali realizado por aqueles homens do século XIV.
Foi então que descobrimos as “ Tapas del Born” que abriam essa noite, ofereciam champanhe e eram simpaticíssimos , de tal modo que voltámos na noite seguinte, lembravam-se de nós e trataram-nos duplamente bem e onde a Princesa se nos juntou vinda da sua aula de Catalão. Mas antes, ainda se tinha divagado pelo Born até ao Arco do Triunfo, caminhando, caminhando, caminhando…conversando…conversando…conversando…
Após o jantar, reencontro em frente ao bar Zurique, Praça da Catalunha como não podia deixar de ser, para uma “copa” no bairro Raval, num bar-livraria ( livraria para se ler , não para vender no caso), perto daquele onde supostamente se escrevia um romance na noite anterior.
Vista da Cidade que se alonga até ao mar, com imensas pináculos de igrejas e catedrais e Casa-Museu Gaudí e passagem rápida pelas “casas dos strumpfes” ( que está visto que não se chamam assim) e descida até ao Centro para descansar pernas e processar tanta informação vista in loco e lida no nosso livrinho-guia e retemperar forças no “Els Fanals”, restaurante calmíssimo que era do que estávamos mesmo a precisar…
Ramblas again, com as gentes, os pássaros, as flores e desvio para a zona da Cidade Velha. Da Catedral em obras ( pedia-se um donativo obrigatório de 4 euros por isso, passámos ao largo) pela rua estreita até à praça da Generalitat e zona do Born pela rua da Argentería até à célebre ( pelo livro) Catedral do Mar, onde se voltou mais à noitinha, a porta já aberta e aqueles arcos altíssimos, iluminados fazendo-nos ascender a um lugar mais alto pelo trabalho ali realizado por aqueles homens do século XIV.
Foi então que descobrimos as “ Tapas del Born” que abriam essa noite, ofereciam champanhe e eram simpaticíssimos , de tal modo que voltámos na noite seguinte, lembravam-se de nós e trataram-nos duplamente bem e onde a Princesa se nos juntou vinda da sua aula de Catalão. Mas antes, ainda se tinha divagado pelo Born até ao Arco do Triunfo, caminhando, caminhando, caminhando…conversando…conversando…conversando…
Após o jantar, reencontro em frente ao bar Zurique, Praça da Catalunha como não podia deixar de ser, para uma “copa” no bairro Raval, num bar-livraria ( livraria para se ler , não para vender no caso), perto daquele onde supostamente se escrevia um romance na noite anterior.
Diário de Viagem - Barcelona, dia um
Da janela do comboio, a terra sedenta e gulosa acabava por ficar alagada e lamacenta, debaixo da chuva imparável. Tudo calmo na viagem de avião. À espera, uma multidão (claro exagero) , embora a presença da Princesa parecesse como se aquela multidão toda estivesse ali por nossa causa.
Comecei a ler “A Catedral do Mar” e fui transportada a tempos muito antigos, violentos de uma injustiça atroz.
Primeiro dia
Chovia.
A largueza dos passeios e das ruas e a grandeza dos prédios, deixavam, com facilidade entrar a luz ferrugenta do dia . De nariz no ar, mirava as varandas de ferro, as fachadas todas vistosas. As imensas escadarias , mais ou menos, imponentes levavam-me a ver a Rebeca de Winter a descer, muito elegante, até ao salão.
Para enganar a chuva, enfiámo-nos, em boa hora, na Casa Batló ( que o senhor Batló pediu a António Gaudí para construir ) e a surpresa da poesia sem palavras: a conjugação do trabalho original do vidro, do ferro, do azulejo, da luz, muita luz, a luz e o ar presentes até nos sótãos-lavandarias fez esquecer a humidade e andámos ali a divagar pelas salas, encantados… Ainda demos uma vista de olhos pela Casa Milà, mas eram horas de atacar umas “tapas” para socorrer o estômago…
Deixou de chover.
Do Passeio de Gràcia até à Praça Catalunha e as Ramblas … em frente ao bar Zurique, na larga passadeira de peões, mal abria o sinal verde, assistia-se à contradança de uns bailarinos inconscientes do seu papel. E gente, sempre muita gente, e cor, muita cor na Boquería e mais gente, muita gente até à estátua de Colombo, lá do alto com o dedo a apontar em direcção a um qualquer destino por descobrir… um homem com tanta nacionalidade por saber.
Os pés moídos acalmaram à mesa do restaurante “ Julivert Meu” diante da refeição da noite e de um belo Rioja. Acabou-se a noite num bar do bairro Raval ( diz-se com b) , servidos por um jovem magrinho, de óculos e ar intelectuais que não parava de escrever num bloquinho, o qual continuou a ser escrito pelo colega que o rendeu e imaginou-se que estariam a criar um romance a dois e que o capítulo desse dia poderia muito bem ter começado assim: “ Entraram três figurinhas pelo bar dentro, sentaram-se a uma mesa e pediram três copos de vinho…”
Comecei a ler “A Catedral do Mar” e fui transportada a tempos muito antigos, violentos de uma injustiça atroz.
Primeiro dia
Chovia.
A largueza dos passeios e das ruas e a grandeza dos prédios, deixavam, com facilidade entrar a luz ferrugenta do dia . De nariz no ar, mirava as varandas de ferro, as fachadas todas vistosas. As imensas escadarias , mais ou menos, imponentes levavam-me a ver a Rebeca de Winter a descer, muito elegante, até ao salão.
Para enganar a chuva, enfiámo-nos, em boa hora, na Casa Batló ( que o senhor Batló pediu a António Gaudí para construir ) e a surpresa da poesia sem palavras: a conjugação do trabalho original do vidro, do ferro, do azulejo, da luz, muita luz, a luz e o ar presentes até nos sótãos-lavandarias fez esquecer a humidade e andámos ali a divagar pelas salas, encantados… Ainda demos uma vista de olhos pela Casa Milà, mas eram horas de atacar umas “tapas” para socorrer o estômago…
Deixou de chover.
Do Passeio de Gràcia até à Praça Catalunha e as Ramblas … em frente ao bar Zurique, na larga passadeira de peões, mal abria o sinal verde, assistia-se à contradança de uns bailarinos inconscientes do seu papel. E gente, sempre muita gente, e cor, muita cor na Boquería e mais gente, muita gente até à estátua de Colombo, lá do alto com o dedo a apontar em direcção a um qualquer destino por descobrir… um homem com tanta nacionalidade por saber.
Os pés moídos acalmaram à mesa do restaurante “ Julivert Meu” diante da refeição da noite e de um belo Rioja. Acabou-se a noite num bar do bairro Raval ( diz-se com b) , servidos por um jovem magrinho, de óculos e ar intelectuais que não parava de escrever num bloquinho, o qual continuou a ser escrito pelo colega que o rendeu e imaginou-se que estariam a criar um romance a dois e que o capítulo desse dia poderia muito bem ter começado assim: “ Entraram três figurinhas pelo bar dentro, sentaram-se a uma mesa e pediram três copos de vinho…”
Wednesday, February 14, 2007
Tempestade e bonança
Caiu a chuva
embrulhada
em ar violento
ensopou
a terra
as nuvens
emigraram
além-fronteiras
estrangeiras
imaginárias
deixaram
farfalhos
suspeitos
sujeitos
ao sabor
dos ventos
pensamentos
dispersos
ideias fugidias
fantasias
encantadas
plasmadas
nos céus
entretanto
enxutos
impolutos
apagadas
as pinceladas
de branco...
embrulhada
em ar violento
ensopou
a terra
as nuvens
emigraram
além-fronteiras
estrangeiras
imaginárias
deixaram
farfalhos
suspeitos
sujeitos
ao sabor
dos ventos
pensamentos
dispersos
ideias fugidias
fantasias
encantadas
plasmadas
nos céus
entretanto
enxutos
impolutos
apagadas
as pinceladas
de branco...
Sunday, February 11, 2007
Recado ao sobrinho mais querido do mundo
Estás um Homem, pareces um príncipe. Para te dar um beijo, temos que nos pôr em bicos de pés e tu tens que descer da tua altura impossível para nos abraçares. E ainda ontem ( o teu avô P. confidenciou mais que uma vez que o tempo passa muito depressa e a cada dia que vivemos acreditamos mais nele!!!) eras tão pequenino, dentro de uns fatinhos pequenos, mãozinhas pequeninas, carinha pequenina e uma boquinha linda ( eu adoro as mãozinhas e as boquinhas dos bebés) e anda por aí num álbum uma foto da tua prima, deliciada a espreitar para dentro dos cobertores, num gesto de carinho inexcedível e tudo à tua volta numa festa. Mais tarde, nas fotos já andas e brincas na areia da praia e, algum tempo depois, por alturas da "perestroika" ( uma graça que só nós entendemos) , passeámos por essas praias ( entre S. Martinho do Porto e a Praia do Salgado) que nos ficaram à tua Mãe e a mim gravadas da nossa infância e que são , agora, para ti e para a tua prima um marco da vossa e as fotos desse tempo mostram-vos crianças alegres e felizes , o que nos transporta para dias sem nuvens e esse tempo parecia não ter princípio nem fim. Agora, o menino cresceu e a tua vida voa entre o final dos estudos e a tua banda. Só quero que a tua Estrela e a Energia Superior que comanda as nossas vidas te indique sempre o melhor caminho, que o dia em que a tua vida entrou na nossa foi uma festa. Há um ano escrevi-o por aqui e sempre o repito neste dia e di-lo-ei até a memória me falhar: logo depois de nasceres, duas pessoas dançaram no corredor do Hospital e foi em honra da tua Mãe e por ti!!!
Parabéns!
Parabéns!
Thursday, February 08, 2007
Azul
Esborrachada
contra a vidraça
a chuva estrelada
fustigada a vento
caía ...
mansamente
devagarzinho
a manhã clareou
e o céu azulou.
contra a vidraça
a chuva estrelada
fustigada a vento
caía ...
mansamente
devagarzinho
a manhã clareou
e o céu azulou.
Tuesday, February 06, 2007
Praça Luís de Camões vulgo Praça Velha ( Guarda)III
As manilhas de esgoto, porque eram provisórias, foram retiradas, para pena de algumas pessoas que as adoravam . Foram, há dias, colocados estes tubos, que também dizem ser provisórios… ( isto porque ninguém quis, atempadamente, assumir que ia ficar um corredor para trânsito e não quiseram colocar árvores a separar as duas zonas, que , eventualmente , é o que irá acontecer). Isto são pensamentos meus a falar a meia voz com os meus botõezitos...
As crianças ( que eu já vi…) vão ter um local para se dedicarem aos malabarismos….e equilíbrios…onde, no Verão passado jogaram futebol em plano inclinado!!! Mas não liguem... São mesmo pensamentos meus com os meus botões que se fartam de magicar... Mas nem deviam, que não são arquitectos nem nada que se pareça... quer dizer nem os botões nem eu... Mas, enfim, dá-me para estes solilóquios... a certas horas após o jantar, quando o frio corre lá fora e a lareira embota as ideias de tão amodorradas que se sentem a olhar para as labaredas mágicas do fogo!!!
As crianças ( que eu já vi…) vão ter um local para se dedicarem aos malabarismos….e equilíbrios…onde, no Verão passado jogaram futebol em plano inclinado!!! Mas não liguem... São mesmo pensamentos meus com os meus botões que se fartam de magicar... Mas nem deviam, que não são arquitectos nem nada que se pareça... quer dizer nem os botões nem eu... Mas, enfim, dá-me para estes solilóquios... a certas horas após o jantar, quando o frio corre lá fora e a lareira embota as ideias de tão amodorradas que se sentem a olhar para as labaredas mágicas do fogo!!!
Praça Luís de Camões vulgo Praça Velha ( Guarda)II
Praça Velha “vestida” com relva sintética para o Verão de 2006, dando razão à opinião de algumas pessoas que achavam que a Praça devia ter relva…para amenizar o frio do granito.
As manilhas de esgoto com terra e arvorezinhas dentro "embelezavam" o recinto.
No Inverno, em manhãs de geada, parece mais uma pista de gelo…para peões e automóveis...
No Inverno, em manhãs de geada, parece mais uma pista de gelo…para peões e automóveis...
Praça Luís de Camões vulgo Praça Velha ( Guarda)
Praça Velha , antes das obras
de requalificação
Praça Velha depois das obras, com o “remendo” dos canteiros improvisados, porque ninguém percebeu que, de certos ângulos, o desnível não era apercebido pelos peões …
E, como se compreendeu depois, mantinha-se afinal um corredor para os automóveis, à direita, e foi necessário separar esta zona da de peões... com umas belíssimas manilhas de esgoto com terra dentro e árvores...
Friday, February 02, 2007
Escultura
Wednesday, January 31, 2007
Arco-íris
Tuesday, January 30, 2007
Parole... parole... parole...
Às vezes, põem-se a olhar para mim com cara de parvos: parece que só eu é que uso certas palavras. O pior é que eu , depois, não estou para explicar que algumas pessoas não têm vocabulário nenhum, porque era muito incómodo e as pessoas , elas mesmas, podiam pensar que eu estava a chamar-lhes incultas ou ignorantes. Se calhar, estou, mas isso fica com os meus botões, ninguém tem necessidade de saber, muito menos em época pós-Natal e Ano Novo e Festas e o Carnaval quase aí e tal. Não sei se é por isso, mas, enfim, é melhor não dizer nada, embora os Sagitários tenham a mania de ser muito frontais, com a idade acabam por achar que nem vale a pena, que dá muito trabalho ser tão frontal, que as pessoas podem ficar todas enxofradas. Pronto! Lá estou eu… alguém usa uma palavra como enxofrado? Ninguém! Ainda por cima, tenho que garantir que a palavra existe mesmo, que é só consultar um dicionário. Aliás, eu tenho um dicionário formidável. Lá estou eu…a usar formidável em qualquer circunstância… mas não é bonitinha esta palavra?… Até uma caldeirada é formidável, o que também ninguém diz…mas não pode estar porquê? Formidável? Se não estivesse é que era uma consumição!!!
Consumição, também não se pode dizer porquê? Até é uma palavra muito expressiva: vê-se logo que uma pessoa está roída de preocupação, nem é preciso dizer mais nada…
Mas não: é um ar de espanto, uns risinhos…
E trouxe-mouxe não é uma palavra tão castiça? Lá está ela, toda catita, no dicionário a rir-se com os seus “ou” toda insinuante…
E gentil não é um vocábulo lindo? Se uma pessoa é gentil nem é preciso adjectivá-la mais: já se sabe que é doce, querida e atenciosa!!!
Se ainda fosse o Manolo, que é todo versado em palavras difíceis, tanto em português, como em espanhol, como em francês… ainda compreendia o espanto, agora eu, que emprego palavras tão corriqueiras, ( às vezes até só sou capaz de dizer as ideias, as que não me surgem em português, em espanhol e, mais raramente, em francês, mas isso é outro caso, é por estar sempre a ver televisão em canais estranhos)… Mas, se ele fala difícil, tudo fica boquiaberto a escutar a sua erudição, sempre com aquela pronúncia raiana cativante. Cativante igualmente a conversa , claro!!! Agora se dou um pezinho de palavras muito próprias, logo vem alguém “mas por que diabo usas essas palavras? Ninguém diz isso!!!” Ninguém que é como quem diz… Todos menos eu…Eu rio-me muito, sou sempre muito exuberante! Mas devia ficar sorumbática, muito sorumbática até que ninguém se espantasse com o meu vocabulário particular…. Já tentei, mas não sou capaz, não está no meu espírito… Por isso é que deixar de usar palavras que ninguém mais usa não estará nunca na listinha de “coisas a fazer” nem este ANO nem nos seguintes!!!
E não sei porquê, veio-me hoje à lembrança o sabor das amoras maduras no verão das terras dos meus avós... Não sei que ligação pode esta recordação ter com as palavras...
Consumição, também não se pode dizer porquê? Até é uma palavra muito expressiva: vê-se logo que uma pessoa está roída de preocupação, nem é preciso dizer mais nada…
Mas não: é um ar de espanto, uns risinhos…
E trouxe-mouxe não é uma palavra tão castiça? Lá está ela, toda catita, no dicionário a rir-se com os seus “ou” toda insinuante…
E gentil não é um vocábulo lindo? Se uma pessoa é gentil nem é preciso adjectivá-la mais: já se sabe que é doce, querida e atenciosa!!!
Se ainda fosse o Manolo, que é todo versado em palavras difíceis, tanto em português, como em espanhol, como em francês… ainda compreendia o espanto, agora eu, que emprego palavras tão corriqueiras, ( às vezes até só sou capaz de dizer as ideias, as que não me surgem em português, em espanhol e, mais raramente, em francês, mas isso é outro caso, é por estar sempre a ver televisão em canais estranhos)… Mas, se ele fala difícil, tudo fica boquiaberto a escutar a sua erudição, sempre com aquela pronúncia raiana cativante. Cativante igualmente a conversa , claro!!! Agora se dou um pezinho de palavras muito próprias, logo vem alguém “mas por que diabo usas essas palavras? Ninguém diz isso!!!” Ninguém que é como quem diz… Todos menos eu…Eu rio-me muito, sou sempre muito exuberante! Mas devia ficar sorumbática, muito sorumbática até que ninguém se espantasse com o meu vocabulário particular…. Já tentei, mas não sou capaz, não está no meu espírito… Por isso é que deixar de usar palavras que ninguém mais usa não estará nunca na listinha de “coisas a fazer” nem este ANO nem nos seguintes!!!
E não sei porquê, veio-me hoje à lembrança o sabor das amoras maduras no verão das terras dos meus avós... Não sei que ligação pode esta recordação ter com as palavras...
Saturday, January 27, 2007
O frio com Tlebs dentro...

Três graus negativos, pelas onze horas da manhã... e o frio a zunir-me as orelhas doridas do vento gelado. Tenho que arranjar um garruço quentinho, se isto continua assim... Como se não bastasse este tempo agreste para me gelar o corpo , ponho-me a ler o jornal "Público" , diante de um café quentinho e fica-me gelada a alma... Eu bem tinha prometido a mim própria que não ia falar mais deste assunto que até me causa urticária ( em sentido figurado) , mas ... lá estava na página 22, canto inferior direito, se calhar para niguém ver:
"TLEBS só será suspensa em 2007-2008
O secretário de Estado adjunto da Educação precisou ontem que a experiência pedagógica associada à nova Terminologia Linguística para o Ensino Básico e Secundário ( TLEBS) só será suspensa no próximo ano lectivo.
Em declarações à Lusa, Jorge Pedreira esclareceu que a portaria que será publicada em Fevereiro só terá efeitos práticos em 2007/2008, ano em que "não vai realizar-se a experiência pedagógica com os alunos, já que não há condições técnicas para isso ".
Na quinta-feira, Jorge Pedreira tinha afirmado à Lusa que no próximo m~Es seria emitida " uma nova portaria a suspender a experiência pedagógica da TLEBS", sem nunca referir que a suspensão só entraria em vigor no próximo ano lectivo."
E a notícia prossegue em mais dois parágrafos.
Eu não sei se a notícia dá para rir ou para chorar, se para uma pessoa se revoltar...
Numa busca rápida na net, verifico que má-fé significa "intenção de prejudicar alguém; falsidade; deslealdade;"
Espero que o meu médico nunca me receite um medicamento que não tenha sido experimentado e certificado. E, no mínimo, espero que, quando dê conta que o medicamento não está certificado, mo retire imediatamente .
Friday, January 26, 2007
Não gosto...
Garantiram-me ( quem sabe destas coisas!!!) que anda alguém a mexer no meu blogue, que por isso tomou esta forma bizarra que é preciso andar numa auto-estrada até chegar aos posts... Mas quem? Como? Porquê? Para quê?
E eu não gosto, não gosto mesmo nada que mexam nas minhas coisas!!! Também não há nada neste simpes e modesto blogue que interesse às pessoas!... Ou há?
Agora, vai ser uma maçada pôr tudo no lugar outra vez...
E eu não gosto, não gosto mesmo nada que mexam nas minhas coisas!!! Também não há nada neste simpes e modesto blogue que interesse às pessoas!... Ou há?
Agora, vai ser uma maçada pôr tudo no lugar outra vez...
Três graus abaixo de zero, às nove da manhã!!!
O assobio gélido do vento cresta a pele, corta a carne quase até aos ossos.
O sol, traiçoeiro, reina límpido e zombeteiro. Arrogante e indiferente. Até cair a noite.
O sol, traiçoeiro, reina límpido e zombeteiro. Arrogante e indiferente. Até cair a noite.
Wednesday, January 24, 2007
Monday, January 22, 2007
Companhia
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