Wednesday, August 30, 2006

Lago de Sanábria



Sol e mergulhos no lago ( houve quem se abstivesse da água tal a satisfação de estar ali naquela paz ao sol com aquelas companhias ) e exploração rápida do local antes do jantar... jantar à maneira espanhola "para compartir" com um bom vinho a acompanhar...
Noite no Bar Central...
Para quem tiver muita curiosidade, espreitar, por exemplo http://www.sanabria.tk/ porque qualquer outra palavra será demais...

Rua de Braganza


Tempo de meter roupa na máquina, passar a ferro, voltar a fazer as malas e lá foi o trio direcção Puebla de Sanábria, via Zamora. Tudo bem sinalizado. Houve um engraçadinho que se enganou a meter o gasóleo... Achou o Diesel A mais barato que o gasóleo normal em Portugal que toca de atestar Diesel A todo satisfeito... Só quando começou a ver o outro preço ainda mais barato é que se compenetrou da falha... "La encomienda" junto a uma barragem foi a paragem para almoço já pelo horário espanhol... que isto de andar por outros países tem que seguir a norma " em Roma sê romano" e, então, uma pessoa vai-se adaptando pouco a pouco...Chegados a Puebla de Sanábria, encontrou-se o "Hostal" Carlos V sem problemas, os quartos óptimos, ah e o sossego para dormir como há muito tempo não se ouvia!!! E abertas as janelas , a vista ah a vista ...

Tuesday, August 29, 2006

Paragem ... na praia de...?





















Após o Cruzeiro no Douro, em que lavei a alma e os olhos, muitos trechos do rio evocaram imagens do passado, dos antepassados longínquos até ao tempo de D. Afonso Henriques e das vidas todas que se escoaram por terras dessas margens, dos avós mais próximos e das saudosas férias grandes , mesmo grandes tão boas... tempo para a passagem sacramental por uma praia que tem também um bonito lugar nos meus verões com o almocinho da praxe a olhar para o mar... com o J. e a X.... Que mais se poderia desejar entre passeios?

Monday, August 28, 2006

O Douro...ainda!

Do Douro...


















Ainda alguém se lembra de um texto da " Primária" em que eram apresentados o Tejo, o Douro e o Guadiana ( era esse o título do texto , não percebo por que razão não era "Douro, Tejo e Guadiana"...) como três irmãos que, à medida que iam acordando, partiriam em direcção ao mar? Lembram-se? O Guadiana acordou cedíssimo, como menino bem comportado e lá foi, escolhendo os mais bonitos locais para se espraiar... O Tejo acordou já mais tarde; teve que se despachar e já não pôde escolher umas margens tão belas... O Douro acordou em último lugar e, quando viu que já era tarde, lançou-se por montes e vales , a correr até ao mar, sem tempo para escolher caminhos...
Por este motivo, por esta agreste escolha e porque conhecia, na altura da leitura do texto, a beleza selvagem desse rio, ali , pelos lados de Lagoaça, sempre o preferi aos outros. Talvez ainda porque detesto levantar-me cedo... e talvez não goste muito de gente pasmada como aparentava ser o Guadiana...
Enfim, agora nm livrinho fininho de passatempos de Língua Portuguesa( 5º ano), reencontrei o dito texto ( ou alguma versão do mesmo) : Teófilo Braga, "Contos Tradicionais do Povo Português", Publ. D. Quixote.
Termina assim: " O Douro foi o último que acordou, por isso rompeu por montes e vales, sem se importar com a escolha, e eis porque as suas margens são tristes e pedregosas."
Entrevejo aqui uma crítica ao mano preguiçoso...
E se as margens eram tristes e pedregosas naqueles tempos de gente muito madrugadora, não sei... agora são assim desta beleza !!! Penso eu...

Sol...















Na Praia da Apúlia a apanhar muito sol com um intervalo para um belo almoço no " Camelo" frente a uma paisagem magnífica de mar, sol e moinhos...

Ai, Agosto...


Mar... tanto mar...

Saturday, August 19, 2006

Casas...



São dias são momentos são lugares são casas ... na memória: esta é a casa da baía, onde nasceu "a mana do meio", e que eu recordo amiúde e já falei dela em outras páginas e outros dias , por exemplo a 4 de Março, a casa que (quase) vem nos livros , porque a Concha lá vem toda esbelta exposta indiferente,como se eu não tivesse nada a ver com ela...
aquela onde eu nasci , não sei dela, anda escondida nos minhas lembranças de adolescente, a estas horas já nem é real, submersa em alguma urbanização tipo condomínio fechado...
A outra é a da Serra de onde se vê o Douro da Cruzinha, já falei dela quando passeei por lá em saudade ... Nasceu lá a " pequenina"... As portas estavam à época pintadas de vermelho e íamos buscar água a uma fonte no meio da praceta: não tenho fotos dessa fonte - já não existe!
Habitámos mais casas , mas em nenhuma delas nasceu, no nosso tempo, uma criança... nessa outra casa algumas casas depois, quando as crianças chegaram , já tinham cinco dias... primeiro , uma linda "senhora", depois , um belo " senhor"...
Esta tarde deu-me para isto!

Mudam-se os tempos...


Está ou não encatrafiado lá no canto, reduzidíssimo a uma insignificância que a História NÃO lhe atribui?????? Nem os amores...

Mas a foto tem outra qualidade, lá isso...

O "Sancho", perdão , D. Sancho I: Antos e depois...




... O " Sancho" , perdão , Sua Alteza D. Sancho I , O Povoador, o da Ribeirinha... no anterior local onde " pontificava " , segundo as crónicas, há mais de 50 anos no centro da Praça Luís de Camões, mais conhecida por Praça Velha( que é isso comparado com a idade da Catedral?) , local de onde já tinha sido "extraído" um antigo coreto ( ainda teve sorte o Sancho, perdão , D. Sancho, que não desapareceu !!!quer dizer, ficou nas fotos antigas e nas memórias de alguns...) e o mesmo D. Sancho encatrafiado nas correntes de ar ao canto da Sé, tendo estendido na sua frente um tapete frio de granito escorregadio em manhãs de geada ( a aparência de relva verde estendida no chão desde o Mundial é mesmo aparente, aliás é sintética! - pois se a rela fosse rela, outro galo cantaria... - e ninguém sabe se é para ficar; pelo menos , no Verão retirou alguma frieza à Praça Velha deserta e a garotoda andou por lá a brincar) ...
O único comentário que faço é que o verbo "encatrafiar" existe mesmo: é só ver no dicionário!
E as fotos mais antigas não foram feitas em digital... nota-se à distância...

Friday, August 18, 2006

Belém

Acordei estremunhada
esta manhã molhada
de verão de inverno
uma fria chuvada
descia pela estrada!

Lá longe no caminho
Rodeada de carinho
Desabrochou uma vida...

A partir de agora
Pelo tempo fora
Belém não é só um lugar
É uma pessoa ímpar!

Thursday, August 17, 2006

Tudo normal!...

Sai uma pessoa de manhãzinha
sozinha
para tomar café
e fica com os cabelos em pé
andam a fazer limpezas
pelo meio das mesas...

No quiosque com alegria
diz bom dia
Sobrancelhas levantadas
Dizem-se espantadas
Ninguém responde à saudação
nem por educação.

De volta para casa devagarinho
De mansinho
Obrigatório parar nos sinais
Que os demais
Disparam em veloz corrida
Sem respeito pela vida!

Vive-se na grande aldeia
já a tudo alheia
Como na cidade indiferente
Anónima solitária gente
A comprar um jornal,
Portanto tudo normal!

Wednesday, August 16, 2006

Inverno



Dia 16 de Agosto: Dia de Inverno! Não, não me enganei: é mesmo assim hoje o dia. Depois de temperaturas altíssimas, de sufoco, drasticamente as temperaturas desceram com ameaças de trovoadas e inundações! Mas animou-se o dia com umas visitas muito queridas, saborosas como chocolates suíços, e uma amiga deixou-me um recado lindo e, não tarda nada, para asemana, vou regalar-me a passear pelo Douro acima até à Régua ...Só espero que o S. Pedro tenha um bocadinho de juízo e reponha as temperaturas normais para a época... Lá se inaugurou o troço de 9Km( falta o de 21KM com aquela célebre "bossa de camelo em que futuramente se terá que reduzir de 120KM para 80KM e a providência cautelar da Associação dos Cidadãos Automobilizados não foi aceite pelo Tribunal...) Mangualde- Viseu ( está uma belíssima auto-estrada com locais em que não se pode andar a mais de 100km/h para se sair daqui para fora arejar junto ao mar!!!), porque tudo precisa de ser inaugurado... - afinal estes 9Km não foram inaugurados - foram só abertos ...) Ainda um dia destes veio um Secretário de Estado inaugurar a nova sede da GNR- BT... nova sede ... ALUGADA! por isso... ( quando falam em inauguraçõe e visitas lembro-me logo do Américo Tomás, que é que querem? e da minha escolinha de Lagoaça e da de Anadia , em épocas diferentes, claro!) Por falar em Lagoaça, eis a escolinha... e a Escola ( agora não sei o que lá funciona!) de Freixo de Espada à Cinta, onde fiz exame da quarta classe...Sim! Não parece , pois não? Mas já houve exames da quarta classe!

Tuesday, August 15, 2006

Rosas...


Bate o sol em branco
nas paredes das casas
da serra esturricada...

Tonteia pelos montes
em desnorte de asas
uma ave assustada...

E, num jardim à margem,
no meio da folhagem
verde aperaltada,
vive um botão em flor
por momentos escassos
(que tisna tudo o calor)
e amanhã de manhã
uma rosa em esplendor
desmaia de rubra-cor
nos castanhos abraços
da terra chã...

Em tempos de caça...


... é bom lembrar que há patos ...
que podem andar a nadar descansados ...


muito fresquinhos, muito aprumados...

Saturday, August 12, 2006

Depois...


Depois, passou-se uma semana de um calor " fritar charnecos no ninho" como diria o outro, calor de dia, de noite, à beira-mar, à beira-terra, dentro, fora... passaram-se três dias porreirinhos sem vento nem ondas ( como não havia de estar calor? ... até é prenúncio de tempestade que pode ser subtil ...) e, ao terceiro dia...quase quarto... ninguém ressuscitou, apenas a bonança se desfez quase sem se dar por isso... não houve nem raios nem coriscos... e devagarinho fiquei fantasma que, ao quinto dia , se tornou invisível. Então, percebi que já não "cantava" nada ali... e saí de mansinho... desandando a passear por Espinho e a banquetear-me de peixe... a minha tensão desceu drasticamente, o que, por um lado até é bom...A noite passada estava tão quente de novo que me sentei à porta da varanda a ver a " vida" da noite: entre o silêncio do calor acumulado nas paredes e nas ruas e os saltos dos carros na lomba , um gato malhado gozava o seu passeio nocturno ...
Por agora, só quero boas ondas pela Lagoa de Óbidos... Tudo o resto são apenas pormenores sem importância.

Viagens e livros


No Intercidades, li Vasco da Graça Moura em " contos Inéditos"( Visão) " Duas Mulheres em Novembro" e o "Público", leio sempre o " Público", é um vício , um vício bom , no meu entender...
Chegada a Lx, à minha espera um brutal calor de Agosto. Desceu mais tarde pelas escadas rolantes uma fada de rosa e branco vestida de sorrisos e saudade que apagámos num jarro de sangria, conversa fiada e peixe grelhado.
" A verdadeira história do Capuchinho vermelho"para maiores de quatro anos veio a calhar para refrescar os ânimos e registámos os nossos nomes na máquina do Quiz do Alvaláxia. Cansadas de verde pusemos na mesa do jantar um copo vermelho e outro azul. E no Teatro Maria Matos Café discorri sem quase interrupção ( ou por causa do calor, do sono ou condescendência de filha ou todas) sobre tempos de tolices antigas.
Domingo e café da manhã num cafezinho à esquina, e fuga da calmaria para a Estufa Fria que não estava tão fria...como seria de esperar... Pela tarde dentro, encafuámo-nos na Fnac a ler B.D. e deliciámo-nos mais tarde com um swirl da Olá entre conversas e recomendaçõesantes da viagem no Alfa Pendular...onde engoli "Minto até ao dizer que minto" de José Luís Peixoto que eu não "conhecia" ( esperando chegar a horas e sem percalços sem princípio de incêndio como no ano passado por esta altura) e pus-me aler porque , à noite, sempre está mais fresco) " A Queda de Roma e o fim da civilização" de Bryan Ward - Perkins ( p'ró que me deu?) . Trouxe mais três livros na mala que eu perco a cabeça quando entro numa livraria... E acho que, por esta vez ( esqueci-me!!! ou não veio a propósito!!!) não usei " formidável", " consumição" e "trouxe-mouxe" para alívio de uma certa pessoa que acha que só eu é que uso estas palavras estranhas(?).

Friday, August 04, 2006

Enquanto houver flores...















... As cores abraçam-se
numa dança
mágica
de
harmonia!

Thursday, August 03, 2006

Para refrescar!!!


Pespegaram-se nuvens " dos Simpsons" por cima da cabeça numa tarde de calor... Corre um ventito brincalhão enrolado nas folhas das árvores verdes...
Não se pode estar na esplanada, com música tão alta de um lado e ruído das obras do outro... ´



Há quem diga que tenho muitas fotografias do mar este ano, mas são lindas, não são?

21 mortos numa semana...

Poderia pensar-se que o nosso país está em guerra, mas não ( ou estará?) : 21 mortos numa semana... na estrada, segundo o Público de hoje, dia 3 de Agosto de 2006... No que vai de ano, de acordo com o mesmo jornal, "a Direcção Geral de Viação já contabilizou desde o início do ano 455 ( QUATROCENTOS E CINQUENTA E CINCO) mortes em acidentes de trânsito..." ." Cinco jovens perderam a vida em despiste de automóvel", título do mesmo jornal, local, página 47. Mas (quase) toda a gente encara estas mortes como a coisa mais natural deste mundo moderno cheio de carros e velocidade e juventude ( jovens entre os 18 e 30 anos!!!) . ( Quase) ninguém acha isto um desperdício de vidas? Ninguém se reúne para decretar um cessar-fogo imediato? Ah! Estava a ficar confusa, o nosso país não está em guerra!

Sunday, July 30, 2006

LUÍS REPRESAS na Guarda...

Luís Represas veio actuar à cidade da Guarda na Semana das Festas, mais concretamente dia 29 de Julho. No programa , não se entendia bem se o concerto começava às dez horas e trinta da noite se às dez e cinquenta também da noite, no Parque Municipal. Antes , na Praça Velha, folclore, às vinte e uma horas... Quando me apercebi disto, torci o nariz , um bocadinho... Mas, uma pessoa não pode estar sempre a desconfiar, tem que dar o benefício da dúvida, não pode criticar por criticar, aquela velha ladainha.
Lá fomos , a tempo e horas, que temos a mania estranha de ser pontuais por princípio e por respeito pelo cantor/poeta. Já convencidos, intimamente, de que o concerto teria aquele bizarro quarto de hora de atraso, flanámos ( antes que me digam que esta palavra não existe, sublinho que é uma palavra portuguesa oriunda do francês flâner, que é um verbo intransitivo e significa passear ociosamente) pelo Parque entre a gente, esperando o momento da actuação. Depois de algumas voltas e voltinhas, para não nos cansarmos, sentámo-nos por ali num murito... Pessoa conhecida disse que o programa do folclore tinha começado com uma hora de atraso... Ainda nesse momento, como o Parque estava bem lotado, cheio de gente, pensei que isso não queria dizer nada, em tantas outras cidades, há programas vários e as pessoas vão escolhendo aquele que mais lhes agrada... Santa ingenuidade... por volta das vinte e três horas, algumas pessoas começam a assobiar manifestando-se contra o atraso, vem uma senhorita muito senhora do seu nariz explicar que o outro espectáculo ainda não tinha terminado por ter começado atrasado e que nós tínhamos que esperar e que ela ( acho que falaria em nome da organização das festas) não tinha culpa... Os assobios responderam-lhe , porque, se a senhorita não tinha culpa ( se calhar foi quem programou, digo eu ) , nós que ali estámos à espera , que tínhamos chegado a tempo, muito menos... mas acho que há pessoas que não entendem isso. Passou uma hora: e a senhorita achou que alguns assobios que se iam ouvindo mereciam um puxão de orelhas e teve a distinta lata de dizer às pessoas de todas as idades que estavam ainda à espera , mas algumas já arrependidas de ter saído de casa, que se deviam comportar ( não sei as palavras exactas) e que as pessoas da Guarda não podiam mostrar o seu desagrado para com o cantor . Quer dizer, nem percebeu que o desagrado não era com o cantor... Eu não sou da Guarda, vivo cá por um acaso , como podia viver noutro sítio qualquer do país, ou do mundo e não posso sentir o que sentiram as pessoas nascidas na Guarda, mas não devem ter gostado do que ouviam porque reagiram de novo.
Felizmente, ( faltavam doze minutos para a meia-noite!!!!!) Luís Represas veio para o palco cantou aquela música com aqueles poemas com aquela voz... e foi tão inteligente que até deu a perceber ao público que o atraso não tinha sido dele e que ele tinha percebido perfeitamente que os tais assobios não lhe eram dirigidos... (Só que aquele espera, a meu ver, desnecessária, também era um desrespeito para com o artista...)
Do atraso , a ninguém se pede nem explicações nem responsabilidades, porque não está nos nossos hábitos... Mas não havia necessidade!!!
Não levei a máquina fotográfica, o que foi pena.
Luís Represas mereceu a espera e os aplausos.
Corria um friozinho das noites de Verão... pela cidade e pelo país que temos.

Friday, July 28, 2006

Lá como cá...



Em Portugal, se os resultados dos exames não agradam, repetem-se... ainda não percebi com que objectivo... o Governo até já aprovou uma alteração ao regime de acesso ao ensino superior prevendo situações como as deste ano, situações excepcionais... Será que a lei estabelece também o que significa excepcional? E rigor... o entendimento destas leis será igual ao do dicionário?
Em Itália, se as prisões estão sobrelotadas, aprova-se uma lei que indulte uns milhares...


Fotos que não têm nada a ver com o texto acima:
- capela vista da praia ;
- Óbidos by night em tempo de mercado medieval.

Monday, July 24, 2006

pausa...

...junto ao mar!




Momentos de pausa...



...viajando no tempo, em Óbidos, V Mercado Medieval!

Monday, July 10, 2006

D. Afonso Henriques

Quiseram abrir o túmulo de D. Afonso Henriques em Santa Cruz, Coimbra e, afinal, depois de um ano de papéis para cá e para lá, a investigadora Eugénia Cunha e outros investigaores, entre eles um espanhol e um francês, viram-se confrontados com uma anulação da autorização, quando já estava apedra tumular a ser levantada... Parece que faltava um papelinho ... é o efeito do Simplex...Simplex, Simplex, mas nem tanto... e a Ministra da Cultura cancelou deu ordem de anulação da autorização... Se D. Afonso Henriques estivesse sujeito a tanta burocracia para se deslocar, tinha ficado à espera das autorizações todinhas e nem tinha saído de Guimarães, ali com O Paio Sores Pinto ao lado todo guerreiro, não tínhamos ( o país , porque eu própria tinha com conquistas ou sem conquistas com Afonso ou sem Afonso, só era necessário ter existido o Paio Pinto) chegado a existir e eu era porventura uma cidadã da província de Castilla y Léon... hablando castelhano com mucho salero... As consequências que pode ter a existência de muito ou pouco papel...
A água do Alqueva está a ser muito bem aproveitada , pelo menos em 25% para já por nuestros hermanos para regar olivais ...que eles compraram em... Portugal... agora as terras não se conquistam à força de capa e espada, mas com dinheirito vivo... Fiquei com uma dúvida: e se os Espanhóis comprarem os terrenos, usarem as águas, levarem as mulheres portuguesas para terem os seus filhos nos seus hospitais, se continuarem a formar médicos , engenheiros , vetrinários e outros , oriundos de Portugal e depois a dar-lhes trabalho e pagarem os seus salários, ainda vamos continuar de costas voltadas? ( ihihih não ia bem escrever isto, mas fica assim politicamente correcto: hoje está tanto calor que não há energia para mais)...
Nas Portas do Sol, voltejava ( agora não posso dizer feita maluca, porque está provado que elas só parecem malucas, mas aquelas voltas e voltinhas têm um objectivo muito preciso!!!) uma borboleta amarela!!!

Calooooooor!


O país está sob temperaturas anormalmente quentes. Ontem também. Em Lamego, bem esperámos pela abertura da Expodouro pelas quatro da tarde, sentados à sombra, numa esplanada a beber água... fresca sem gás e com gás... ... Entrámos e quase logo saímos: parecia um banho turco, com a diferença de que não estávamos equipados para o efeito... Eu bem pensei a posteriori que podíamos ter ido ali ao Bazar Mandarim para nos fornecermos de produtos essenciais para passar a noite , tínhamos feito a sesta depois do cabritinho asssado com batatinha e arroz e íamos à feira após o pôr-do-sol, mas não fui suficientemente rápida a raciocinar... Devia estar com os miolos um tanto esturricados... Andava por lá tanta gente que eu , mais habituada a maiores multidões , achei pouco movimento ... para o caso de não se perceber a piada , estou a ser irónica...
E eu, que não tenho ouvido nenhum para a música, reproduzi-la só com muita ajuda e quanto a voz , nada, andei com a mais recente música da Shakira na cabeça , vá-se lá entender uma coisa destas...
Nota: lua ao anoitecer de dia nove de Julho...

Saturday, July 08, 2006

Outsider


Calor, muito calor..
Fiquei por aqui entretida na frescura das paredes da casa a arrumar - hoje não arrumei papéis - ficheiros e fotos digitalizadas . Estou moderníssima!
Ontem vi um documentário que me deixou perplexa. A propósito dos atenatdos e dos grupos que os executam. Afinal o problema parece ser ao mesmo tempo complexo ( para o meu entendimento) e simples ( qualquer ser humano é capaz das maiores atrocidades e é isto que é chocante: eu perceber que podia ser cruel como tantos outros já o foram). Enfim, todas as pesquisas e estudos levados a cabo por variadas pessoas e encarando os factos e os "actores " de diversas perspectivas o fundamento para explicar tais actos monstruosos encontra-se na ... dinâmica do grupo , à qual uma pessoa deseja pertencer por razões variadas e, para isso, faz qualquer coisa , qualquer coisa... uma pessoa que queira pertencer a um grupo , para se sentir e mostrar integrada faz qualquer coisa...por isso , creio que ser contra-corrente , ter ideias próprias , manter a personalidade firme ( ou ser teimoso dará o mesmo efeito ihihih ) , ter opiniões diversas e pensar diferente do grupo devia afinal ser incentivado...ou não?
Apenas em uma semana , o preço do gasóleo aumentou duas vezes... repito , correndo o risco de ser outsider , estrangeira, velha do Restelo e equivalente , não vou atrás das multidões...a bem , especialmente da minha sanidade mental...

Saturday, July 01, 2006

Pescadores e poetas


Da Praia de Mira, emitiu esta semana a RTP parte do programa Portugal em Directo. Vivem naquela localidade antigos e sofridos pescadores de bacalhau ou pescadores de outras espécies. Quando discorrem sobre a sua arte como ninguém, espraia-se em palavras a sua alma de poetas . Mas o maior de todos é o grande amigo do meu pai, o sr. Nogueira, que respondeu às questões da jornalista sobre a pesca e sobre os pescadores com uma fluência de palavras que a mim não me espanta. Teve a oportunidade de ler um dos seus poemas. Dessem-lhe tempo e não tardaria a recitar de cor poemas de Luís de Camões e Almeida Garrett e, deste, extractos das obras em prosa. Entre outros. E Até dos seus próprios versos. Ele cuja única universidade que frequentou foi a da vida! E está prestes a publicar um livro , notícia de fonte fidedigna.
Nota: foto- Praia da Vieira.

Baden-Baden


Lá por 1997, estive em Baden- Baden, Floresta Negra que , afinal, é verde verde verde…de todos os verdes possíveis e imaginários. Havia um belíssimo palácio com uma extensão de relva também muito verde verde verde a perder de vista. Tocava uma orquestra num enorme palco . Em cadeiras , na relva, sentados , de pé ouvia-se a música num cenário de filme. Uma mulher jovem de vestido comprido dançava pela relva fora no seu próprio bailado de sonho. Indiferente aos poucos olhares menos habituados a excentricidades que a seguiam naquele feliz rodopiar, guiada pela orquestra enlevava-se nos requebros do corpo que o tecido de uma écharpe finíssima seguia nas suas mãos…
Mais abaixo, nas termas a preservar, encarrapitados nuns escadotes , jovens de ambos os sexos restauravam minuciosamente formas e cores das pinturas das paredes e tecto…
Por cá, o feno cortado aquece sob o sol de Verão à espera da recolha.

Wednesday, June 28, 2006

Andar nas nuvens...


Já decidi que não gosto muito da aragem do Outono em pleno Verão! Também decidi que contra tudo e contra todos, não vou esquecer uma série de questões que este ano me deixaram apreensiva só porque anda tudo histérico à volta de uma bola…não sou capaz… Desde o início deste ano lectivo fiquei assim: incrédula com tudo o que se passa à minha volta , à volta da minha profissão. Ainda não despertei , fiquei neste estado, perdi a euforia, como quem recebe uma martelada e ainda não sabe bem onde está…
Realmente quem vir os noticiários de todos os canais televisivos em Portugal, é levado a pensar que há apenas um tema no mundo inteiro digno de notícia , o que não corresponde à verdade: é aconselhável ter paciência e esperar para ver outras notícias ensanduíchadas entre as da bola. Refiro as de Timor Leste, que um dia destes lá passarão para a abertura, acordados de espanto a perguntarem-se todos como é possível, como foi possível ; as de Gaza; as do assassino em série ( ninguém tem dito esta frase em português , dizem “ serial killer” como se fosse o nome de uma série; ainda não percebi se era para as pessoas não perceberem a gravidade da situação se para parecerem muito intelectuais … assassino em série numa terrinha de cinquenta habitantes do tal país de brandos costumes é mais duro de ouvir , não é?) de uma terra de paz podre… e mais não digo… Se querem andar nas nuvens , que andem…( alguém deu conta do projecto de correio electrónico com dez milhões de caixas de correio electrónico anunciado com pompa e circunstância pelo nosso mais manda –chuva de todos? Mas quem disse a essas pessoas que eu não quero continuar a receber cartas de verddade? E caixas de correio electrónico para essas terrinhas a quilómetros de distância do correio? As pessoas nem têm mais que fazer do que ir cada dia 40 ou 50 Km, não sei como, ver a sua caixa do correio? Ninguém acha absurdo? E porque todos têm que ter a sua caixa de correio electrónico? E se as pessoas não quiserem? ).
Repito: Se querem andar nas nuvens , que andem… Eu estou assim com este feitio azedado e prefiro andar nas nuvens mas atenção: nestas nuvens que se situam em
http://www.cloudappreciationsociety.org/gallery/

Saturday, June 24, 2006

Dia 23 de Junho, o dia mais feliz do ano!!!

Quando li uma curiosidade publicada no Público de hoje, in o Insólito “ o dia mais feliz do ano foi ontem, dia 23 de Junho “ ( determinado por uma fórmula matemática por um tal Cliff Arnalff professor universitário – o mais deprimente é o dia 24 de Janeiro …pudera , o mês parece tão comprido depois do Natal e do Ano Novo que admiração, nem era preciso fazer cálculos matemáticos … ) é que entendi por que razão a Alice L. subiu para um dos pilares do Jardim de S. Lázaro , em plenos festejos de S. João no Porto, fez ontem xis anos ( primeiro ano de trabalho das meninas em Anadia , Escola Preparatória inaugurada nesse mesmo início de ano lectivo por Américo Tomás – onde isso já vai, a era pré 25 Abril, o de 74 do século passado!!! E ainda havia exames do 2º ano do Ciclo!!!) , levantou o braço , direito ou esquerdo , isso já não sei, e começou a gritar “eu sou a estátua da Liberdade…” Tinha que ser um dia mesmo feliz para que a minha contida e assisada colega se dar a uma atitude extrovertida destas… Não sei se as sardinhas e o vinho , o clima de festa , a erva cidreira ( não consigo lembrar-me, mas creio que ainda não tinham surgido os martelos!!!) , o alho porro também tiveram algo a ver com isso. Tivemos como cicerone e acompanhante o saudoso Alex…
Também me recordei ontem das alcachofras de S. Martinho do Porto e das fogueiras, mas aí as “duas pequenitas” eram mais tipo observadoras…
A manhã de hoje chegou com as orvalhadas previstas para as manhãs de S. João…
A F. faz 77 anos e estava toda activa ... claro que não dispensa novo telefonema dia 1 de Julho, toda vaidosa por fazer anos duas vezes, obra da disparidade entre a data real do nascimento e a do registo...

Friday, June 23, 2006

nascidos em 1980!!!


Pois é: vão deixar saudades estas crianças que partem para outra etapa da vida…por estes dias elas próprias debatiam-se entre o entusiasmo dos “inter-turmas”, a alegria das férias próximas, o alívio das tarefas e a saudade que já andava no ar… mas que querem que diga? lembro-me logo daqueles “nascidos em 1980” . Colocaram a fasquia tão alta (ontem com os meus pensamentos só me lembrava da palavra em castelhano “listón” e foi um cabo dos trabalhos para me recordar da palavra em português… acho que estou a ver muita televisão espanhola !!! como quando me surgem frases do tipo “ passam de mim” ou “ vão votar sim , não?” que soou estranha – a frase- ainda por cima dita numa esplanada de uma praia bem portuguesa; ainda pensei que era do Porto branco fresquinho e cheiinho , mas mais tarde é que “vi” que era apenas um interferência de línguas… agora vou deixar o parêntesis que isto não parecia, mas era um parêntesis) Retomando: colocaram a fasquia tão alta que é difícil serem destronados, mas enfim, são momentos em que tudo se conjuga para ser excepcional, até os astros…
Mas vamos ver-nos por aí…
O Francisco José Viegas deu uma entrevista à Visão ( 22/06/2006) e resolvi que não são só os nomes, os lugares que conseguem despoletar recordações, aliás , já muita gente antes de mim, descobriu que também os sabores ( ai as madalenas de Proust!!!) , os cheiros, um objecto …e sei lá que mais o fazem como um clic…agora foi uma entrevista que fala da infância, dos livros que leu – até achava que apenas eu tinha lido Júlio Dinis e Camilo, além de Eça , mas afinal não: apenas eu os li primeiro que Francisco José Viegas… - das bandas desenhadas do Jornal de Notícias que os pais dele assinavam : eu era mais o Primeiro de Janeiro que publicava ao domingo o Príncipe Valente, a Dona Perliquitetes, e outros de que agora não recordo o nome. O jornal também recebíamos em S. Tomé de Covelas , no Douro, nas férias , pelo correio , um dia depois quando as notícias já estavam ultrapassadíssimas, mas, na altura isso não fazia diferença nenhuma…
Também reflecti que, se não retemos todos os nomes ou rostos dos professores, isso também não tem problema nenhum, embora , por vezes, nos marquem ou por serem excepcionalmente bons ou por serem muito rígidos… Se não nos lembramos , acho que ainda bem, correu tudo com muita naturalidade…como deve ser…
O J. faz anos hoje e andámos por aí a gozar o dia, almoçámos as espetadas de enguias com batatinha cozida, como é hábito por estas bandas e preparamo-nos para, logo, atacar a sardinha assada e caldo de grão ( em outras paragens será caldo verde que , se houver, também segue viagem) …
Só uma notinha: sobre assuntos que me poderiam vir a causar indigestão, não falo…

Wednesday, June 21, 2006

passagem ...


Passagem pela barra de S. Martinho do Porto: já alguma vez disse que o nome de um lugar evoca mil recordações? Pois disse: e repito... E se nomearmos o lugar na sua presença? É uma vida que desfila... recordações a que são chamadas muitas pessoas...

ponto de luz


O ponto de luz brilhante num fundo negro "posted" em 10 de Junho com AVISO... é a lua...quase-quase em lua cheia...
Em contrapartida, esta luz vermelho-fogo é o sol poente...

...sem palavras!


Thursday, June 15, 2006

chuva e sol!!!


Estou na net a euro por quarto de hora e portanto tenho que me despachar... isto é um parêntesis.
Agora a sério: ontem lá viemos cumprir a nossa solidariedade para quem está no hospital há cerca de três meses e, em greve, e, na manifestação, em espírito - para a próxima, hão-de ver-me lá aos gritos , desta vez, não pôde ser pelo que digo atrás ... chegámos óptimos: o non-stress que é uma pessoa ver-se fora de certas terrinhas amorfas e raquíticas, onde uma pessoa se sente encurralada e encontrar-se numa varanda com o mar - escuro, embora- espraiado em frente... sob uma tempestade...acordámos a uma boa hora de tomar um pequeno almoço em frente ao mar , de dar um rico passeio pelo areal fora, de apanhar sol, e de comer uma bela sardinhada, antes de chegar a chuva de novo... à hora do jogo Equador-Costa Rica, é um bom momento para se comprar os novos episódios CSI com o Público ( nem vou falar da notícia a vermelho de hoje , porque são comentários desnecessários!!!) e para se fazer uma massagem crâneo-cervical para ver se abrandam as guinadas malucas da minha cabeça...
Mas já nem me lembrava da beleza do mar com chuva dentro... e tudo tem outra beleza com olhos de não ter nada mais que fazer do que olhar para o mar sem relógio sem pressas - embora haja uma certa pessoa que , mesmo assim, me pressione hahahahahahahahahahahahah eu igoro claro! -sem pressas e sem relógio...também é uma boa oportunidade para se pôr a capinha da chuva e andar feita maluca à chuva sem ninguém dizer nada nem raparos nem nada nem ninguém achar estranho tal passeio...
Pronto! Cá te esperamos, menina que está a fazer o seu portfolio ... que é o mais importante: a tua companhia... E agora vou postar isto que os euros ( 2) estão a findar...

Saturday, June 10, 2006

ROMEO

Tenho andado a procurar um local onde possa comprar quando o meu stock acabar (estou a rimar mas é sem querer) a água de toilette ou eau de parfum ROMEO de Romeo Gigli... Já encontrei via net com portes grátis e tudo... nos Estates quer dizer Estados Unidos da América... E eu já a pensar que tinha que desistir da minha eau de parfum preferida... Isto da net é uma grande invenção!!!
Ah! E está certo : ROMEO e não Romeu, que este departamento é outra questão!!!

... in illo tempore...

" Num regime que concedia privilégios por razões nobiliárquicas, de amizade ou grau de parentesco, critérios como a competência, o merecimento e a honestidade eram inexistentes."
in O Profeta do Castigo Divino de Pedro Almeida Vieira sobre os anos de 1750 , reinado de D. João V.
Qualquer semelhança com a realidade actual é pura coincidência!!!

AVISO


AVISO
Há VIDA para além do futebol!!!

Wednesday, May 31, 2006

Ressaca!!!............

Não me recompus da ressaca das novidades todas para o novo Estatuto da Carreira Docente e das declarações da Sra. Ministra...
Mantive-me sossegadinha num cantinho dos meus trinta e três anos de serviço, a pensar, a pensar , a pensar... como se fosse uma peça de mobiliário: valorizaram-me tanto ( não me tivesse valorizado eu própria já tinha apanhado umas tantas depressões!!!!!!) como àquelas antigas mesas de tampo inclinado de não sei que madeira maciça da biblioteca, onde era muito mais confortável ler um livro devido à postura que se mantinha ( parece que agora descobriram mesmo que esse plano inclinado evitava as tão faladas dislexias, pelo menos em alguns casos) ... foram substituídas por outras menos possantes, menos traumatizantes, redondas, como se as pessoas fossem para um lugar de leitura para ler em grupo... enfim, aquelas antigas mesas andam por lá perdidas encostadas às paredes de uma ou duas salas...um dia destes demos por nós a suspirar por elas... é quase como eu me sinto... encostada à parede encurralada...
A certa altura, no rosto um arzinho fresquito "equilibra" o calor de fim de mês de Maio e, como ainda esta manhã, estive a ler o artigo de Miguel Esteves Cardoso, a propósito da Primavera, exactamente, " A Primavera pede desculpa" no espaço da Revista Única do Expresso, de 20 de Maio de 2006, lembrei-me que lhe podia dizer que não é apenas ele que adora a Primavera, que ele podia ver as fotos das flores e das cerejas que aqui coloquei... pretensões tontas!!! quer dizer, é só para dizer que ele não está sozinho no seu apreço pela Primavera, não tem nada a ver com a sua estadia no hospital nem nada, a não ser que eu, que ando um bocado zonza com as notícias que por aí pairam a torto e a direito, também não ande bem da cabeça e sinceramente , acho que não ando nada bem... e cheira-me mesmo a Primavera!!! Mas ainda é Primavera, não é? Ou já não?
Creio que vou pedir aos meus alunos cuja aula é às quinze horas do dia do jogo Portugal- México ou vice-versa que se juntem aos da turma das dez horas ( mudamos a hora da aula como o Parlamento muda a hora das suas actividades) para depois estarmos livres para ver o jogo... se eu propusesse uma coisa destas , era porque estava maluca e porque os professores só se querem baldar, mas como são os deputados , 'tá tudo certo, tudo bem , tudo numa nice!!! Também não somos menos que os brasileiros e os alemães !!! Que rico país!!!E viva a Selecçom!!!
Recebi, por correio electrónico, uma foto linda de um jardim super-cuidado com as roseiras e sardinheiras muito floridas e todas elegantes... Afinal, ainda é Primavera!!!

Sunday, May 28, 2006

Com uma Ministra assim...

Está resolvido o problema: já se imaginava, mas agora temos a confirmação pela boca da Exma Senhora Ministra da Educação - é só ler as parangonas e a notícia do Jornal de Notícias que nunca é demais ...
«Demolidor. Esta foi a tónica do discurso da ministra da Educação na sessão de abertura do Debate Nacional sobre Educação, ontem, na Maia. Maria de Lurdes Rodrigues justificou o elevado insucesso escolar e a falta de qualificação dos alunos com críticas ao trabalho dos professores e ao funcionamento das escolas. Alguns docentes não gostaram e protestaram dentro e fora do auditório, exortando a governante a adoptar um discurso que respeite a sua dignidade profissional.Poucos esperariam que a ministra abrisse um ciclo de debates, que visa repensar o sistema educativo, com um ataque tão forte e directo aos professores e à organização das escolas. Já o tinha feito, no início do mês, em Oliveira de Azeméis. Na altura, lembrou que Ensino Secundário não pode continuar "a preparar alunos apenas para o acesso à universidade"Ontem, porém, foi mais longe, e foi sem rodeios que Maria de Lurdes Rodrigues justificou a pouca qualificação dos jovens com um trabalho - quer das escolas, quer dos professores - que "não se encontra ao serviço dos resultados e das aprendizagens".A governante lamentou que a escola não esteja a combater as desigualdades sociais. A título de exemplo, referiu-se à organização dos horários escolares que, segundo sublinhou, privilegia os alunos melhores, assim como filhos de funcionários das escolas."No conjunto de regras de funcionamento da escola tem de se lhe inscrever a preocupação com os resultados dos alunos, medidos quer na provas de aferição, que pela qualidade dos diplomas e das competências adquiridas pelos alunos", realçou. Maria de Lurdes Rodrigues criticou, ainda, a cultura profissional dos professores. Segundo disse, ela é marcada pela actualização dos conhecimentos científicos, mas "não é uma cultura em que os principais desafios sejam os resultados" . Por outro lado, lamentou que os professores trabalhem individualmente, e não com espírito de equipa. "As reuniões nas escolas são cumpridas apenas porque os normativos legais assim o mandam", sublinhou. Para explicar melhor onde falham os professores, a ministra da Educação comparou-os com os médicos.Assim, disse que, enquanto para estes últimos, "o desafio máximo é o caso pior e mais difícil do hospital", nas escolas a cultura profissional dos professores não os orienta para os casos mais difíceis. No seu entender, há uma aristocracia nas escolas que reserva os melhores alunos para os professores mais experientes, e os piores alunos para os professores mais novos na profissão. Em resposta, Paula Romão, presidente do Conselho Executivo da "Secundária" da Maia, recordou à ministra que um médico, colocado perante 30 doentes com patologias diferentes em simultâneo, teria dificuldade em escolher o caso pior. Por seu turno, Isabel Cruz, directora de um centro de formação de professores, criticou os ataques feitos pela governante à classe, cuja imagem utilizada - como referiu - faz do professor "um baldas, que não quer trabalhar". A docente exortou a ministra a dialogar mais com os professores e a deixar-se de "mandar recados pela Comunicação Social".
JN, 30/05/2006»
Dizia eu , está resolvido todo e qualquer problema do país. Os culpados estão identificados - os professores, esses malvados, incompetentes, malandros, faltistas ( anoto que estou a ser irónica antes que alguém pense, com a incapacidade que os seus professores tiveram em lhe incutir espírito crítico, - continuo a usar a ironia- que estou a falar em sentido literal) , que não fazem reuniões senão aquelas a que são obrigados por lei ( se fizessem uma por dia talvez fosse proveitoso para os seus alunos como o são as aulas de substituição ... deve passar por osmose o conhecimento) , não se preocupam com os alunos, enfim , não se preocupam com nada de nada ... A comparação com os médicos , então é uma pérola... Dizia eu - estou a repetir-me , não sei se a culpa foi dos meus professores todos , as professoras da Escola Primária de S. Martinho do Porto , as de Lagoaça, os Professores do Externato de Vinhais , os do Liceu Nacional de Bragança ( um período), os do Liceu Rainha Santa Isabel no Porto ( já não existe, eu sei , mas existiu, garanto !!!) e at last but not least todos os doutos PROFESSORES da faculdade de Letras de Coimbra ( olhem que isto é fina ironia!!!) - que o problema e os culpados identificados, basta mandá-los para Espanha... e importar os que se prepararam do lado de lá da fronteira "quebrada"...
Com uma tutela assim...
Entretanto, o senhor primeiro Ministro vai aparecer no telejornal com a Selecção Nacional de futebol, esses sim, façam o que fizerem são sempre os heróis...

Ainda estamos em Maio...


Exactamente, Maio! O céu veio carregado de cinzento claro e branco abafado num dia de temperaturas de Verão . As maias gritam de amarelo num campo de erva verde e alfazema. Umas ervilhas de cheiro cor de rosa trepam por um muro, esguias e espertas. Em S. Martinho do Porto , há décadas atrás, o perfume intenso das ervilhas de cheiro de cores impensáveis e variadas entravam pela Primavera dentro.
Há um jardim que vai ficar um mimo esta tarde!

Saturday, May 27, 2006

Caminhar

Não fui dar a minha voltinha à hora do costume , por causa do calor estival , mas, depois, as nuvens esconderam , pretenderam esconder o sol e eu achei que a temperatura estava óptima para caminhar! (Agora já não se diz passear, só caminhar- esta palavra implica, suponho, actividade, passear é de gente que não tem que fazer, então toda a gente faz a sua “caminhada” , ninguém dá um passeio…) Mas não estava, continua um calor de trovoada, espesso e irrespirável. Para cúmulo, embora ande a tentar minorar as marcas em bico e as riscas, resultado da exposição solar da semana passada, isto parece não ter conserto nenhum. Assim , ando numa angústia: não sei se devo cobrir o corpo todo desde a goela até às pontas das unhas, se andar “à Verão” toda fresca, correndo o risco de arranjar mais uma colecção de marcas tipo sol/sombra… Enfim , lá fui, mas não era eu a única, o que não sei se é bom se é mau, nas circunstâncias: à minha frente, um homem, a mulher e a vizinha. Não sei se andavam a conversar passeando se a caminhar conversando. Cada um com o telemóvel na mão, o que é fantástico… Fantástico não poderem prescindir do telemóvel enquanto vão ali e já voltam. Pus-me a pensar que assim é mais prático. Poupam o trabalho de ter que explicar por que razão não trazem com eles ou não têm telemóvel. Ninguém se convence que uma pessoa normal pode ter optado por não ter telemóvel. Como pode ter optado por passear em vez de caminhar. Pode ainda ter organizado tão bem a sua agenda profissional ou outra que tem tempo para tudo, em vez de andar em stresse , mas , nesses casos, também não é normal : Normal é querer fazer em 24 horas o que nunca se faria em setenta e duas horas para andar a correr e , como é de bom tom, dizer que não se tem tempo para nada, que nunca se senta para nada, que não pode esperar por isto ou aquilo, que , por isso mesmo, tem sempre desculpa para chegar com atraso a todo o lado… Também ninguém se convence que uma pessoa normal opte por não ter filhos ( claro que tudo se avoluma e as razões ainda são de um âmbito mais misterioso e escandaloso se se tratar de uma mulher, para os homens inventam-se muitas vezes razões mais nobres para os mesmos actos e atitudes) , opte por não casar, opte por não ter carro, opte por uma vida diferente e escolhas diferentes dos quase todos os nove milhões…daquele país com população igual a S. Paulo, Brasil…
Estas reflexões são produto do calor de trovoada: também ninguém me mandou andar a caminhar ( caminhar é a palavra do tempo da minha avó!!!) a uma hora destas, devo ter ficado com os miolos fritos… Para a próxima, vou antes passear mas pela fresca, e, se alguém se escandalizar por eu andar a passear em vez de caminhar, …continuo simplesmente a passear…

Monday, May 22, 2006

O "papão"

Em todas as épocas pairam sombras sobre os povos, como os “papões” com que os pais ( creio que eram mais as mães!!!) de antigamente ameaçavam as crianças que não comiam sopa: neste momento, como se não bastasse o aumento contínuo do preço do petróleo, um “papão” lançado ( muito provavelmente com razão) pela Comunicação Social – o petróleo vai mesmo desaparecer …

C'est la vie!!!

Fim de semana: viagem até perto da capital, “bênção das pastas” da I., o que me valeu uma insolação: estou com umas marcas lindas nos braços e decotes ( frente e costas) para ir até à praia… um dia destes e fazer um sucesso. Jantar em Lx, no sábado, com a pessoa do costume com conversas já ditas ao telemóvel mas que se recuperam para os pormenores e para acrescentar as nuances dos gestos e das expressões faciais e outros temas , livros, filmes, fotos, pessoas, selecção nacional, quer dizer a selecção, comidas, bebidas, férias, viagens, entre muitos mais temas de maneira que o tempo corre e é sempre curtinho…e depois, no domingo, umas voltas perdidas pela CREL e CRIL e portagens e mais portagens e mais um almoço, esse sim que me enche o coração, conversa sem parar entre garfadas de peixinho que faz tão bem e não engorda e um vinho ou um fino à maneira, a fingir que podia ser sexta-feira, como dizem os outros na cançoneta e que o fim de semana está apenas a começar… Do regresso à base nem se diz nada… que se diz a uma pessoa que está no Hospital e que parece não ir de lá sair tão cedo? “Que tal?” como se nada se passasse? “ Como está?” como se não soubéssemos que bem não pode estar!!! “ Está bom? “ que parece que estamos a gozar com as pessoas? Fica-se para ali sem jeito, a pessoa cansada de tudo, de não poder respirar bem , de tantos tratamentos, de não perceber bem. Sem comentários.
Hoje de manhã é que percebi que a insolação é que foi um disparate , porque o tempo aqui até arrefeceu , quer dizer, não foi o tempo que arrefeceu , acho que foi mais a temperatura que baixou…
A inspiração está atrofiada… C'est la vie!!!

Tuesday, May 09, 2006

Hoje não se trata de D. Sebastião!


A jornalista da Televisão espanhola anunciava a segunda parte de um debate: iria ser discutida a polémica sobre o Código Da Vinci de Dan Brown. Aproveitou para perguntar aos convidados daquela primeira parte, dedicada à política actual espanhola em 59 segundos ( que dá nome ao programa) cada intervenção uma opinião breve sobre o livro. Todos jornalistas, uns mais conservadores, outros mais PSOE ( partido socialista espanhol) , tudo ( seis) gente formada e informada. Pois apenas um tinha lido o livro, como se eu acreditasse numa coisa dessas, mas os cinco deram palpites rápidos, é certo, sobre o estilo do autor e sobre o conteúdo da obra. Aquele que ficou em minoria ( também se pode dizer minoria absoluta para dizer que ficou ali solito?) mostrou-se algo desconfortável por ter sido apanhado em falta ( ter lido o livro , que malandro!) , mas não pôde livrar-se de dizer duas palavras, com a desculpa esfarrapada de não o ter lido porque, precisamente hoje, saía numa revista e, com direito a capa, uma matéria da sua autoria sobre o assunto… E o homem até se divertiu a ler o livro. Aliás, não sei por que razão a Opus Dei e etc. andam tão enervados com este livro , livros afins e o filme que não tarda aí, se não se cansam de repetir que é uma obra de ficção… Que terá uma obra de ficção que faz andar tanta gente aos pulinhos nervosos? Há pessoas mesmo tacanhas, que não têm confiança nem fé ( que é tão usada para tanta barbaridade…! O que se tem feito pelos tempos e por esse mundo, à conta de uma fé , seja lá qual for!) nem em si próprias, o que nem admira nada: pessoas há que ainda acreditam que os judeus ( actuais) estão a sofrer, sofreram e hão-de sofrer não se sabe se até à eternidade, por tudo o que fizeram há … dois mil anos …??? Não sabem o que é tudo, mas deve ter sido terrível… E se se lhes diz que , mesmo que há dois mil ( ou antes?) tenham praticado esses actos tremendos de expiação sem fim à vista , Deus ( em que os Católicos acreditam!?) não pode ser, não é um Deus vingativo, é um Deus de Amor e de Perdão, respondem que Deus também é juiz… Neste ponto da conversa, uma pessoa tem que se desviar e ir arejar: assim não é possível discutir! se Deus é juiz e ainda está a castigar pessoas por actos de há dois mil anos, deve ter uma memória muito selectiva e faz uma justiça muito injusta… só castiga judeus, aqueles que, ainda para cúmulo, desde há tanto tempo, adoram um Deus único…e mais a descendência toda. Podia também aproveitar para castigar os povos todos anteriores a Cristo ( aqui é que está o busílis!!!???) que também não tinham crença nenhuma neste Deus-Juiz e até adoravam deuses , muitos deuses …Podia também lembrar-se de castigar os assassinos e todos os criminosos que se pavoneiam à face da terra como se nada … Já agora que castigasse apenas os criminosos e não alargasse o castigo aos filhos, aos netos, aos bisnetos, aos trinetos…durante gerações e gerações… Parece mais uma prática estalinista.
Nota final: Que terão feito os portugueses para viverem sempre em crise? Devem ter feito qualquer coisa…p’ra aí há mais de mil anos… digo eu!

Monday, May 08, 2006

......sim?...


Chegou uma encomenda pelo correio! Eu não chorei. Senti uns braços de filha-criança-mulher à minha volta tão bons , tão doces, tão quentes que o meu coração só se embaciou de emoção um bocadinho… e formou-se um nozinho na garganta que tive que respirar muito fundo para poder falar… quer dizer: estou a disfarçar de tão emocionada, porque mal pude dizer uma palavra…

D. Sebastião

Li um artigo no “ Público” sobre o D. Sebastião. E li-o com imensa vontade de rir. O fim de D. Sebastião foi demasiado trágico para dar vontade de rir. Mas este rei leva-me não só até Alcácer-Quibir que nem sei bem onde fica e até àqueles tempos de 1578 e às aulas de História da 4ª classe e às do Liceu (com aquela listinha de pretendentes ao trono que acabava por caber a um terrível Filipe vindo lá de Castela que parecia o fim do mundo e, afinal, o homem tinha todo o direito do mundo , mas não era isso que nos ensinavam) mas também à minha – dos tempos da Faculdade - amiga L. da Tocha. Amiga com quem partilhei casa, ou antes, ela é que partilhou a nossa , com quem estudei horas sem fim para os exames nas ruazinhas do Jardim Botânico, em Coimbra (Coimbra do Choupal ainda és capital…) , a quem perguntava as datas todas daquelas peripécias históricas que ela me relatava, com quem aprendi quase de cor os livros de História da Cultura Portuguesa , de tal maneira que , depois da frequência, fomos chamadas ao gabinete do Professor que ele pensava que tínhamos copiado…pelo livro e não uma pela outra… ( tínhamos pela casa frases completas e complexas daqueles pensadores que metemos na cabeça até hoje nem sei como) . Acompanhei-a na despedida do namorado (que havia de ser seu marido por um tal dia vinte e quatro de Dezembro e ainda hoje é) na Estação Velha e que , por esses tempos, partia para a Guiné. Ela ajudou-me a escolher o tecido para um casaco comprido , o primeiro que comprei com o meu próprio dinheiro, quando comecei a trabalhar… E tantas outras recordações vão desfilando no fio da memória… Conclusão: durante aqueles anos éramos quase inseparáveis e entendíamo-nos às mil maravilhas… Até que… ( claro que não foi este episódio que nos separou, a nossa vida é que tomou outros rumos , mas…) … até que… apareceu o D. Sebastião… dizendo melhor: ele não apareceu; ao que se sabe , ele foi para Alcácer-Quibir e nunca mais voltou. Mas, naquele dia, apareceu entre nós, meteu-se na nossa amizade, houve discussão e amuos… E a mim só me dá e só me deu vontade de rir: ela lá estava, com a sua inseparável lima a tratar das suas unhas, e pediu-me para lhe perguntar, como tantas vezes: “ Vê lá se eu já sei isto ( eu disse-lhe muitas vezes que também havia de ir fazer as frequências com ela , acabava por tirar dois cursos de uma vez…) “ e “isto” era aquela tragédia do D. Sebastião e ela a contar, a contar , a contar e eu a ler nos apontamentos que ela estava a dizer tudo certinho e eu a “ver” aquele jovem com a “flor” da nobreza e mais todos os outros a tombarem a eito naquela terra longínqua e a ver a ameaça dos Filipes e a perda independência … e não me contive: “o D. Sebastião era louco!” Eu não sei o que ela agora pensa do assunto, mas sei que, afinal, mesmo entre os estudiosos deste rei, uns acham que ele foi um herói, outros acham que ele foi um louco, embora eu perceba, neste tempo que nem tudo é preto ou branco, há sempre umas nuances, uns matizes, umas pressões de muitos lados e ele era novo e tal, e, quando uma pessoa é jovem comete muitas loucuras, embora não sejam tão radicais como as de Alcácer-Quibir, acho eu, mas , enfim , a minha opinião era legítima e , embora a ideia da liberdade de expressão ainda não estivesse afinada ( estava quase quase quase!!! ) , eu tinha todo o direito de ter aquela opinião. E eu, sinceramente… aquilo era só um comentário, tão simples, assim, de passagem , para aliviar aquela monotonia de estar a ouvir os seus esquemas e as suas anotações ditas em forma de texto oral, para despejar na frequência, achei que nem sequer ia merecer uma interrupção daquelas! uma interrupção? Uma excomunhão, ela ia-me excomungando … não sei de onde , talvez da História, do quarto, da casa, da vida dela possivelmente. Uma igorante era o que eu era, um rei assim com uma visão tão extraordinária ( tão extraordinária que ficou para lá morto! – bradava eu , depois de ter sido apanhada de surpresa por aquela enxurrada de epítetos, todos sinónimos de ignorante) , que queria expandir Portugal e porque assim e porque deixa e porque também. Então , achei aquilo ridículo : o reizinho, tão novo, tão enfeitadinho naquelas roupas do retrato , que nunca mais voltou da sua heróica façanha ( eu até gostava do retrato, ele até se cognominava “ O Desejado”, o que é muito bonito e achava um desperdício aquela morte e as outras tão estupidamente e até gostava das lendas, do mistério , as manhãs de nevoeiro) e nós ali a discutir como umas tontas … desatei a rir às gargalhadas , e ainda hoje , o D. Sebastião me dá vontade de rir, porque penso logo nele, neste episódio. Ela é que não achou piada nenhuma, expulsou-me do quarto ou eu é que me pus a andar, porque não tenho grande habilidade para discutir durante muito tempo… Durante uns dias, fui dispensada de lhe fazer perguntas sobre a matéria que ela continuava a estudar afincadamente.
Depois, voltou tudo ao normal: amigas como dantes.
Nunca mais se falou do D. Sebastião.

Ainda era O Dia da Mãe...

A mulher pequenina e decidida ajudava o marido a estacionar o carro. Ele berrava lá de dentro sem atinar com as voltas a dar ao volante. Se calhar já não tem idade nem paciência nem reflexos para conduzir… Saíram umas pessoas do café a acalmá-lo. Por fim, lá conseguiu estacionar. Entraram e dirigiram-se a uma mesa do restaurante. Ele , de idade de ser avô muito avô, lá da sua altura alta, insultava-a. Ela sorria, semi-escondida de vergonha da situação ou dele ou da vida ou de si…Pediram um prato de bacalhau. Engolimos um travo amargo com o café e saímos, cabisbaixos. Um dia destes, vai haver um acidente!

...Serpente, disse ela!

Lido entre o dia vinte e nove de Abril , (este de agorinha, do fim de semana de praia e sol e calma e mar e companhias especiais, Dia de Mãe e Dia de Filha unidos ambos num laçarote de prenda muito particular) e o dia 7 de Maio… Estas palavras ficam escritas à margem da obra de Faíza Hayat, “ O Evangelho segundo a Serpente”, autora descoberta ao ler a Revista Xis que acompanha o “Público” de sábado.

Sunday, May 07, 2006

Dia da Mãe outra vez ...


...porque o Dia da Mãe ( os brasileiros dizem Dia das Mães) é hoje e mais 365 dias ou 364 conforme os casos e das Filhas também... estas cerejas são em tua honra...

Dia da Mãe ( nº 2)


Logo de manhã, recebi um querido telefonema pelo Dia da Mãe nº 2… Lá por Torres Novas, duas meninas divertem-se a conhecer recantos de Portugal. Devíamos passar a fazer os registos dos nossos passeios com uma foto e anotações a acompanhar…tipo fichas de viagens ( não se fazem fichas de leitura? Pois então….) Adiante: uma pessoa fica com o dia cheio assim a ouvir a voz de uma filha. Então, eu telefonei à minha Mãe que foi também viajar por paisagens de Trás-os-Montes com o Pai, toda animada. Em seguida, partimos para o almoço com a Mãe do J. Quando chegámos, andava toda divertida, encarrapitada na cerejeira a apanhar cerejas , todas vermelhinhas e apetitosas.

Saturday, May 06, 2006

Sem palavras...


foto sem relação com o texto!!!


As folhas das árvores verdes e tenras agitam-se num ritmo de baile lento e cadenciado. Já fui dar a minha passeata “solita” comme d’habitude naquela marcha a velocidade média, esta tarde debaixo de sol agradável com a música francesa do costume a cantarolar-me aos ouvidos… Regalei-me com o duche e , em seguida, com mais um episódio de CSI…entre os afazeres domésticos e umas viagens pela net e uns arquivos de fotos, assim se vai escoando o tempo…enquanto outras pessoinhas andam por Torres Novas não sei bem a fazer o quê, além de se encontrarem com a titi…

Friday, May 05, 2006

enfim!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Os alunos com mais de quinze ( segundo ciclo) que estejam para reprovar vão fazer exame ... para passarem ( estas duas últimas palavras são da minha autoria)... Ainda alguém me há-de explicar como é que alunos nestas condições que não conseguem passar de ano com todas as ajudas dos Professores e das leis fazendo testes e trabalhos e participação nas aulas ( sim! que a avaliação é contínua...) de matéria bem determinada, conseguirá aproveitamento num exame que engloba a matéria do quinto e do sexto anos das disciplinas todas ... excepto Educação Física e Educação Moral e Religiosa Católicas , vulgo Moral...também não sei porquê... Mais: mesmo que não haja nenhum aluno interessado em se auto-propor, as matrizes e as provas têm que se fazer... dantes, uma prova feita a nível nacional , este ano, uma em cada Escola... Também me custa a perceber como, ainda assim, ainda há quem reprove... Devem ser os mais distraídos...do planeta...
Mudando de assunto, também descobri hoje que as obras que pretendem evitar que os automóveis andem para trás e para a frente na zona de peões ( Praça Velha e arredores) são provisórias até as pessoas perceberem que aquela zona é de peões - as pessoas não sabem ler os sinais , além de já se terem esquecido do tempo da realização das obras, portanto, é preciso colocar-lhes obstáculos... de grades ou de betão que , daqui a algum tempo vão ser definitivamente (!) trocados por outros ... Quem vê isto, pensa que afinal não estamos em crise ... ou confirma que a crise é só para alguns... Num corredor para automóveis ao lado direito da Sé , pespegaram umas manilhas tremendas ( parece que também provisórias!!!) que encheram de areia e onde plantaram umas árvores... Colocaram igualmente no início da Rua direita uns matarruanos duns bancos de pedra horrorosos... e diz quem sabe que aquela linda (!!!) obra foi arquitectada por um arquitecto de renome... o Sr. Arquitecto devia ser obrigado a andar naquela praça num dia ( ia a dizer manhã, só que aqui, no tempo dela, a geada mantém-se durante parte do dia à sombra) de geada... Ia perceber que tal obra não é adequada para estas paragens... também adoro as ondas... não, não estão pintadas... a praça é que está às ondas...de pedra... Mas eu não percebo nada de arquitectura... isto é só falar por falar...

Wednesday, May 03, 2006

Dia da mãe e dos anos num só ... fim de semana...tão lindo!!!

Desataram-se umas trovoadas loucas por quase toda a Ibéria…Como tomei um valente calmante natural no fim de semana passado, que incluiu o 1º de Maio, estas incongruências de um tempo mais quente do que o hábito para a época deixaram-me completamente indiferente: aproveitei até para não andar de guarda-chuva e fiz um enorme sacrifício para fingir que estava muito aborrecida por andar à chuva. Isto sempre para evitar aquela frase que ouvi em tempos idos em que passeava calma e descontraída pelas ruas da cidade sem quase gente na rua e me perguntaram o que andava eu a fazer feita maluca sozinha à chuva… Até ia ficando traumatizada, se calhar, até fiquei porque nunca mais me esqueci, mas nem havia razão nenhuma para tal , porque nem andava feita maluca , pois sabia o que andava a fazer – andava à chuva a passear, se é que ainda não se percebeu - e nem andava bem à chuva, porque trazia um capuz…
Mas eu quero falar é do fim de semana…lindo de sol de calorzinho bom e o mar ali em frente aos olhos era só levantar os olhos e ele ali estava até nos lembrámos daquela exposição de Serralves sobre o mar tanta foto sobre o mar não me lembro é do nome do fotógrafo o que é pena ( não coloquei pontuação – foi de propósito para se perceber que estes pensamentos nos ocorreram assim seguidinhos sem pontuação nem nada cada uma acrescentando a sua lembrança) e a areia ah a areia estava tão boa para se passear até lá longe quase até S. Pedro de Muel também não fomos até lá porque não me deixaram ahahahahahahahahahahahahahah estava mesmo apetitosa na segunda até havia barquinhos barcos de pesca a sério com pescadores a sério a cortar as ondas as águas com uma perícia de experiência feita e havia um barzinho arranjamos sempre um poiso antes de almoço só não brindamos de todas as vezes pois quando se vai conduzir não se bebem bebidas alcoólicas e portanto não há brindes só desejos interiores e também se bebe um suminho de acerola e a bem dizer brindar com acerola uma vez tem piada mais não sei não; podia o martini não concordar com a companhia isto tem que se ler como os livros do Saramago ( ele disse uma vez numa entrevista que aconselhara um amigo que não entendia nada do que ele escrevia que lesse em voz alta: é o que eu proponho neste momento lê em voz alta que pode acontecer que não percebas nada na mesma) e os almoços que são sempre aquela aventura a primeira vez a espera e nunca mais lá voltamos e depois aquela pessoa que nós sabemos já no seu domínio como se vivesse ali de toda a vida e no final o dono do restaurante já a tratá-lo pelo nome “ó sr. G. obrigado e desculpe a demora” – neste momento, estás na CEE o que é uma novidade muito grande !!! – e depois as tardes cada um a fazer o que lhe apetece a repor baterias a andar na praia a dar umas braçadas na piscina a comprar biquinis na loja acabada de abrir a apanhar banhos de sol ai se demoravam mais tempo ficavam feitas lagostitas o que vale é que chamavam ( ainda bem pois chegavam entretanto os iniciados da Maia cheios de energia) para a hidromassagem e o banho turco tudo experiências radicais para alguns e os jantares ficava-se a olhar para aquele buffet e já os olhos comiam as cores e a abundância ah e aquele pôr do sol que não registámos nos appareil photo que mal feito tão lindo tão ele tão pôr do sol…e o almoço para nos despedirmos do mar ali numa mesa enorme viradinhos para a praia a meter as imagens na cabeça para em qualquer momento irmos buscar e juntarmos às de Braga, Lisboa, Cabo Verde, de Portimão, Vagueira, Miramar, S. Martinho do Porto, Salgado e outras tantas tantas tantas tantas sobretudo se estás tu acrescenta as que quiseres porque estou a ficar embriagada não propriamente das sangrias, das bons vinhos, das aguardentes ou dos portos brancos mas de tanto mar…tanto mar…mar…que não me canso de olhar…
Nota importante: estás à vontade para escrever um comentário…
Outra nota importante: não estou louca - o Dia da Mãe ainda não foi ( no calendário), mas para nós já, e volta a ser sempre que nos der na cabeçorra... O dia dos anos é que foi antecipadito o que foi um exagero , mas como é dia de trabalho...foi muito melhor assim...ó não!!!???